Astecas

Os astecas formaram uma das mais importantes civilizações que habitaram a América pré-colombiana.

Começaram a ocupar o planalto mexicano no final do século XII, vindos da atual Califórnia, dominaram as outras tribos que viviam na região.

Os astecas se estabeleceram no Vale do México e sua capital, Tenochtitlán, é onde hoje se encontra a Cidade do México. Estima-se que em 1450, contava com cerca de 300 mil habitantes.

Construíram um império com 500 cidades, 15 milhões de habitantes e se estendiam numa área que abarcava desde o golfo do México até o Oceano Pacífico.

Sociedade Asteca

A sociedade asteca era rigidamente dividida, com o imperador acima de todos, pois era considerado um representante dos deuses.

Abaixo dele encontrava-se a aristocracia composta por militares, sacerdotes e altos funcionários públicos. Na base da sociedade estavam os artesãos, os comerciantes, os camponeses e os escravos.

Os camponeses tinham o direito de ocupar e usar a terra, mas estavam sujeitos ao pagamento de um imposto coletivo e ao trabalho gratuito na construção de obras públicas.

Economia asteca

A base da economia era a agricultura, seguida pelo artesanato e pelo comércio, que era intenso.

Para aumentar o terreno, construíram as "chinampas", ilhas artificiais onde eram cultivados milho, o alimento básico e feijão, abóbora, tomate e cacau.

Nos mercados era possível obter machados, vasilhas, mantas e roupas. Como não existia dinheiro usava-se a semente de cacau como referência de valor, a semente era considerada símbolo de riqueza e poder.

Cultura asteca

A arquitetura foi a arte de maior expressão e os astecas levantam templos e palácios grandiosos. Possuíam técnicas avançadas na construção de palanques, rampas de transporte, represas e obras de irrigação. Somente na cidade de Tenochtitlán havia três diques para conter as águas.

A escultura, principalmente de símbolos religiosos, era realizada em pedra. Igualmente era comum que fossem talhados nas paredes e nos degraus do templos cenas da vida dos deuses. Já a pintura retratava cenas mitológicas e históricas.

Dominavam a escrita pictórica, com desenhos de objetos e figuras: uma pessoa falando, por exemplo, era representada com tiras de papel saindo da boca. Usavam também a escrita hieroglífica, baseada em símbolos e sons.

Possuíam profundos conhecimentos de medicina, matemática e astronomia. Elaboraram um calendário solar e agrícola, no qual o ano era dividido em 365 dias. Os sacerdotes observavam os astros e eram consultados sobre os mais variados assuntos como guerras ou mudanças de tempo.

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Religião asteca

Os astecas tinham grande devoção a Colibri Azul, deus do Sol do meio dia. O culto ao deus Sol era acompanhado da devoção à Coaticlue, mãe de Colibri Azul; ao Tezcatlipoca, deus da noite; ao Quetzacoatl, deus da sabedoria; e ao Tlaloc, deus da chuva.

O templo de deus do Sol possuía 30 metros de altura e ao seu lado foi construído outro templo para as outras divindades. A cada 52 anos, os astecas construíam um novo templo sobre o anterior para agradecer aos deuses o fato de o mundo não ter acabado. A oferenda de sacrifícios humanos aos deuses era parte muito importante da cultura asteca.

Destruição do Império Asteca

Em 1519, Hernán Cortez, vindo de Cuba, desembarcou na atual Vera Cruz. Alertados sobre a existência de uma grande cidade ao norte, os conquistadores espanhóis se dirigiram para lá.

A princípio, a relação entre ambos foi amistosa, mas rapidamente os espanhóis foram descumprindo suas promessas e passaram a exigir mais riquezas.

Em 1521, depois de muita luta, os astecas foram derrotados pelos conquistadores espanhóis, comandados por Cortez. A cidade de Tenochtitlán foi arrasada, os templos destruídos e muitas peças de ouro foram derretidas.

A cidade do México foi construída pelos espanhóis no mesmo lugar onde estava localizada Tenochtitlán, que guarda um dos principais patrimônios culturais referentes às sociedades pré-colombianas, as ruínas no Templo Maior.

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