Povos pré-colombianos

Juliana Bezerra

Povos pré-colombianos são aqueles que viviam na América antes da chegada de Cristóvão Colombo.

Este termo é usado para se referir aos povos nativos da América Hispânica e da América Anglo-saxônica. Para o Brasil se utiliza o termo pré-cabralino.

Entre as culturas pré-colombianas podemos encontrar incas, astecas, maias, aimaras, tikunas, nazcas e muitas outras.

Civilizações pré-colombianas

As civilizações pré-colombianas mais estudadas são os incas, astecas e maias.

Estes três povos eram sedentários e viviam em cidades onde havia templos, palácios, mercados e casas. Embora sejam muito diferentes entre si, podemos destacar algumas características comuns das sociedades pré-colombianas.

As sociedade pré-colombianas eram extremamente hierarquizadas com o imperador no topo da hierarquia, seguido pelos sacerdotes, chefes militares, guerreiros e camponeses que cultivavam a terra.

A agricultura era a base de sua economia e plantavam milho, batata e abóbora, entre outros. Praticavam o artesanato, especialmente a cerâmica, mas também faziam peças de metais.

Igualmente, davam importância à vestimenta, na qual existia uma distinção muito clara entre as roupas dos nobres e as das pessoas comuns.

Por fim, outra característica das sociedades pré-colombianas é o politeísmo. Vários deuses ligados ao ciclo da vida eram cultuados em cerimônias que incluíam procissões e sacrifícios de humanos e animais.

Maias

Os maias se estabeleceram onde atualmente é o sul do México, Guatemala, Belize e Honduras. Cultivavam algodão, milho, tabaco e desenvolveram um sofisticado sistema numérico.

No entanto, o que mais nos chama atenção nos maias é sua impressionante arquitetura. Até hoje sobrevivem pirâmides onde se ofereciam sacrifícios humanos e de animais. Estas construções eram ricamente decoradas com estátuas de animais e símbolos diversos.

Como eram excelentes astrônomos, criaram calendários onde podiam conhecer as datas dos eclipses e estações do ano. Tudo isso era fundamental para a realização das atividades agrícolas e dos rituais aos seus deuses.

Pirâmide maia
Exemplo de pirâmide maia, em Chichén Itzá, México

Veja também: Maias

Astecas

Os astecas viviam, originalmente, no norte do atual México.

Imigraram para o centro deste território e foram submetendo vários povos e, em 1325, se estabeleceram no meio do planalto mexicano onde construíram sua capital, Tenochtitlan, no centro de um lago. Esta cidade se tornou o centro do grande império e impressionou aos espanhóis com suas ruas largas e limpas.

O povo asteca se organizava como um verdadeiro império e cobrava tributos dos povos subjugados. Cultivavam amendoim, milho, tomate, cacau (para fazer chocolate), feijão, abóbora, pimenta, melão, abacate e comercializavam artesanato com as populações vizinhas.

Os astecas também aproveitavam as guerras para capturar bravos guerreiros e assim oferecê-los aos deuses em rituais religiosos.

Veja também: Astecas

Incas

Viveram na região onde estão os atuais Peru, Equador, parte do Chile e da Argentina.

Os incas submeteram vários povos e estabeleceram uma rede de impostos e contribuições de trabalho que atingia todo império. Registravam a cobrança de tributos e acontecimentos num sistema denominado quipo. Este consistia em uma série de fios coloridos onde eram feitos nós de 1 até 9.

Plantavam milho, bata e coca, e domesticaram animais como a lhana da qual obtinha lã, leite, carne, além de ajudar na carga de mercadorias.

Assim como os demais povos pré-colombianos, os incas eram politeístas e honravam a natureza. Para isso realizavam cerimônias grandiosas a cada mudança de estação que incluíam procissões, músicas, sacrifícios de animais e humanos.

Veja também: Incas

Economia dos povos pré-colombianos

A base da economia dos povos pré-colombianos era a agricultura. Para isso, no caso dos incas, desenvolveram um sofisticado sistema de irrigação e de cultivo por “andares” . Os astecas, por sua vez, aprenderam a aterrar e fazer locais de plantios em pleno lago, em locais que recebiam o nome de "chinampas".

Tanto os incas como os astecas também cobravam impostos dos povos que haviam conquistado. Igualmente, as famílias deveriam mandar os filhos (ou as filhas) para servir ao imperador.

Em contrapartida, os camponeses tinham direito a um terreno de acordo com o tamanho de sua família. Na época de fome ou peste, podiam servir-se das reservas de grãos fornecidas pelo imperador. Por isso, estas sociedades não conheceram a fome ou a miséria.

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Juliana Bezerra
Juliana Bezerra
Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.