Atualidades que podem cair no Enem e no Vestibular 2026
Para prestar qualquer tipo de concurso é preciso estar bem informado. Porém, com tantas matérias para estudar, nem sempre você consegue tempo para acompanhar as notícias.
Por isso, selecionamos as atualidades do Brasil e do mundo que podem ser cobradas em alguma questão do Enem ou do vestibular, ou mesmo como tema de redação.
Para ir além da leitura, pratique com exercícios exclusivos sobre os temas mais cobrados e tenha acesso a gabaritos comentados por professores especialistas. Com o Toda Matéria+, você estuda com estratégia e foca no que realmente importa.
Atualidades no Brasil
1. Mudanças climáticas e eventos extremos
A população brasileira tem sentido cada vez mais os efeitos das mudanças climáticas que vêm sendo alertados por especialistas há décadas. As fortes ondas de calor na região Sul e Sudeste em 2025; as inundações no Rio Grande do Sul ocorridas em 2024; a seca em grandes áreas do Centro-Oeste e Norte no início do ano passado, dentre outras. Em 2026 espera-se o El Niño mais forte dos últimos 150 anos.
Dentro dessa temática podem ser trabalhados conceitos como racismo ambiental, justiça ambiental, vulnerabilidade socioambiental, além de possíveis soluções e adaptações para lidar melhor com essas questões no futuro.
2. Amazônia, Cerrado e desmatamento
O desmatamento no Brasil infelizmente é um tema que se renova todos os anos. O avanço da fronteira agrícola, a expansão do agronegócio e a estrutura fundiária do país estão diretamente ligadas a esse processo.
A fronteira agrícola mais recente é conhecida pelo acrônimo Matopiba (união das siglas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), e desmata grandes quantidades de vegetação florestal a cada ano.
Os biomas mais comprometidos por esse avanço continuam sendo a Amazônia e o Cerrado. Além da problemática original do desmatamento, é importante lembrar que a Amazônia possui uma das maiores biodiversidades do mundo, e que o Cerrado é conhecido por ser "a caixa d´água" brasileira, onde nascem rios essenciais, como o São Francisco.
3. Povos indígenas e comunidades tradicionais
Esse é um tema que dialoga diretamente com as questões ambientais da Amazônia e com aspectos socioculturais dos povos tradicionais. A participação indígena é essencial no debate sobre a conservação da natureza.
Os direitos territoriais desses povos ainda são ponto de debate na Constituição brasileira, bem como proteção de sua integridade física, saberes tradicionais, identidade e terras.
Dados do relatório "Violência Contra Povos Indígenas no Brasil", divulgado em 2026, demonstram a importância do tema nos dias de hoje. Os resultados da pesquisa apontaram um aumento de 22% nos assassinatos de indígenas no Brasil em relação a 2024.
4. Inteligência artificial e sociedade digital
Em abril de 2026 o Ministério da Educação lançou um documento referencial para o desenvolvimento e o uso da inteligência artificial na Educação Básica. Nele se fala sobre ética, pensamento crítico, proteção de dados, dentre outros. Em setembro de 2025 foi sancionada a legislação brasileira voltada para a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais.
A temática é recorrente na mídia e é importante conhecer termos como: desinformação, fake news, inclusão e exclusão digital, algoritmos, etc..
Além disso, a inteligência artificial, que faz parte da Revolução Industrial 4.0, modifica as relações e o mercado de trabalho. Há, ao mesmo tempo, a inclusão de novas profissões e cargos, e o fim definitivo de outros tantos. A expansão da IA atua nos estudos, no trabalho e na economia.
5. Novas relações de trabalho e a informalidade
O IBGE divulgou que em 2026 a taxa de informalidade do trabalhador brasileiro ficou em 37,5% da população ocupada. Significa dizer que milhões de brasileiros trabalham sem carteira assinada e, muitas vezes, sem CNPJ. Para além das questões político-econômicas do país, esses números são sintomáticos das novas relações de trabalho.
A precarização do trabalho, a automação e a desigualdade social são alguns dos fatores responsáveis por essa informalidade. As novas relações de trabalho são mais flexíveis, porém trazem mais instabilidade ao trabalhador: sem direitos como auxílio desemprego, previdência social, férias remuneradas, dentre outros. Estima-se que quase 2% da população brasileira hoje trabalha através de plataformas digitais, principalmente nos setores de transporte e serviços de entrega.
6. Transição demográfica e envelhecimento da população
A partir das décadas de 1980 e 1990 a taxa de fecundidade brasileira despencou. Isso ocorreu por causa da entrada maciça das mulheres no mercado de trabalho, altas taxas de urbanização e a popularização de métodos contraceptivos. Essa foi a fase de desaceleração do crescimento populacional.
Atualmente o Brasil caminha para a fase da estabilização, caracterizada por baixas taxas de natalidade e mortalidade, e inversão da pirâmide etária.
O envelhecimento da população tem impactos sociais importantes no país, e que precisam ser pensados pelas políticas públicas. A questão da previdência social, a disponibilidade de mão de obra e a demanda sobre a saúde pública são alguns dos pontos a serem considerados.
7. Urbanização e direito à cidade
A urbanização é uma temática que não se esgota facilmente. De acordo com o Censo 2022, a população urbana brasileira chega em 87,4% atualmente. Esse grande percentual tem impactos na qualidade de vida, na infraestrutura, no cotidiano e no surgimento de diversos problemas urbanos.
Os problemas mais comuns são a falta de saneamento básico, o transporte, a educação, o acesso à saúde e a violência urbana. A infraestrutura não chega de forma equilibrada para todos os lugares, gerando desigualdades espaciais e sociais.
O direito à cidade versa sobre a garantia de acesso digno aos serviços, infraestrutura e decisões do espaço urbano para os cidadãos. Na prática, porém, a realidade é outra: áreas periféricas são amplamente desassistidas, enquanto certas zonas recebem investimentos maciços, tornando-se valorizadas.
8. Transição energética e desenvolvimento sustentável
Transição energética fala sobre a substituição de fontes não-renováveis, por fontes renováveis. A matriz energética brasileira atual difere do restante do mundo porque possui grande percentual de fontes renováveis (hidrelétricas, energia solar, eólica e biomassa). Isso, porém, ainda pode ser melhorado com a ampliação de mais fontes renováveis.
O tema da COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças no Clima) de 2025 foi justamente a transição energética. O Brasil é um país referência nessa frente, líder em energia limpa no G20 e país consultor para uso de biocombustíveis em outras nações.
Atualidades no Mundo
1. Inteligência Artificial
A Inteligência Artificial (IA) é um campo que vem crescendo cada vez mais nos últimos anos, mostrando diversos usos no cotidiano, seja para lazer ou para trabalho. O ChatGPT e o MidJourney foram uma das ferramentas que mais se popularizaram neste ano, caindo rapidamente no gosto do público.
No entanto, os limites para os usos da IA estão sendo discutidos e não parece haver um caminho claro a se seguir. Já foram detectadas falsas informações escritas por essas IAs, além da geração de imagens irresponsáveis, como políticos sendo presos ou em situações que nunca ocorreram. Sendo assim, os limites e impactos do uso das IAs é uma discussão que está ganhando espaço e pode ser abordada nos principais vestibulares.
2. Migrações, refugiados e deslocamentos forçados
Neste tópico podemos falar de questões transversais que levam às pessoas a saírem de seus países de origem para outros locais. Guerras, conflitos étnicos, perseguições religiosas, fome, além de crises ambientais e econômicas são alguns dos fatores de repulsão da população.
Em um mundo globalizado, o problema de um país acaba por se tornar problema de outros lugares também. As fronteiras dos países nunca foram tão vigiadas e a xenofobia é uma forma de violência comum contra os imigrantes (especialmente negros e muçulmanos).
Além disso, a crise climática tem criado uma nova classe de deslocamentos: os refugiados climáticos. De acordo com dados da ONU, entre 50% e 60% das migrações atuais ocorre por fatores ambientais e climáticos.
3. Expansão dos BRICS e multipolaridade
Os países emergentes vem ganhando notoriedade no cenário mundial, principalmente os BRICS, grupo composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Ao se apresentarem com uma alternativa à hegemonia americana, este grupo vem atraindo o interesse de outras economias emergentes e até mesmo de economias maiores, como Japão e União Europeia.
Além disso, o poder do dólar vem sendo contestado, e o yuan chinês começa a surgir como alternativa às negociações globais. Enquanto isso, o Banco dos BRICS começa a formular uma ideia de moeda comum entre os países membros, buscando acelerar o enfraquecimento do dólar e uma alteração no cenário geopolítico global.
Em 2026 ocorreu a 18ª Cúpula dos BRICS, em Nova Délhi, na Índia. Nesse encontro foi assinada a Declaração de Nova Délhi, documento que contém pontos voltados para a cooperação econômica do Sul global.
4. Crise do multilateralismo
O multilateralismo é uma forma de cooperação internacional na qual diversos países se unem para atuar em conjunto na resolução de problemas e crises sistêmicas. Esse modelo de governança se tornou mais forte após a Segunda Guerra Mundial (1945), e se consolida com a criação da ONU (Organização das Nações Unidas).
Nas últimas décadas, porém, tem acontecido uma mudança de panorama. Os países têm encontrado mais dificuldades para gerir crises e encontrar soluções em conjunto. As tensões entre potências, o protecionismo comercial e as disputas geoeconômicas têm colocado os países como competidores e não cooperadores. A partir disso, as instituições multilaterais como a OMC (Organização Mundial do Comércio) e a ONU já não parecem ser mais tão capazes de lidar com todas essas problemáticas.
5. Reorganização do comércio mundial
A globalização e a nova DIT (Divisão Internacional do Trabalho) vêm moldando o comércio e a cadeia produtiva internacional. Relatórios recentes da ONU apontam que o comércio mundial está cada vez mais fragmentado e complexo.
Fatores como guerras e conflitos, tensões geopolíticas, questões ambientais, mudanças tecnológicas e digitais, protecionismo e cadeias produtivas em transição estão modificando os fluxos globais de comércio e mercadoria.
Percebe-se uma tendência de desaceleração de economias como os EUA, a China e a Europa. Ao mesmo tempo, o comércio Sul-Sul ganha novo destaque.
6. Guerra na Ucrânia
No dia 24 de fevereiro de 2022 teve início a invasão russa na Ucrânia. A tensão entre os países se estende há anos. A Ucrânia tornou-se independente antes da dissolução da União Soviética, em 1991. E em 2005, o presidente da Ucrânia já mencionava o seu interesse em ingressar na Otan, o que incomodou Putin.
Outro motivo forte para essa tensão é a Crimeia, península localizada no sul da Ucrânia que foi anexada à Rússia em 2014. Anos antes a Crimeia já tinha sido anexada à Rússia, mas depois passou para a Ucrânia. Os países têm se unido à Ucrânia, prestando apoio humanitário, e enviando armamento. Foram impostas sanções contra a Rússia, que teve ativos congelados e exclusão de bancos de sistema de pagamento.
Atualmente os esforços de mediação internacional buscam saídas para o conflito, mas o fim oficial da guerra ainda parece longe da realidade.
Saiba mais sobre a Guerra na Ucrânia.
7. Israel x Palestina
Há décadas o Oriente Médio enfrenta guerras, conflitos e questões geopolíticas e o confronto entre Israel e Palestina segue sem solução definitiva. Israel e Hamas continuam se acusando mutuamente de violações e, enquanto isso, a população é quem mais sofre.
A Faixa de Gaza segue em situação humanitária grave, mesmo com a redução dos combates. A reconstrução da infraestrutura local segue paralisada e os moradores aguardando ajuda.
Mas não é só Gaza que precisa de ajuda, a Cisjordânia também enfrenta confrontos entre colonos israelenses e palestinos. A expansão dos assentamentos israelenses dentro do território tem sido alvo de críticas pois prejudica a criação de um Estado palestino.
Além disso, Israel e Palestina estão inseridos num contexto bélico regional ainda maior. Há tensões envolvendo Irã, Síria, Líbano, Iêmen e Estados Unidos. Ademais, a formação de grupos armados complica ainda mais a chance de resolução do conflito.
8. Governo Trump, relação com o Brasil e com o mundo
Ao longo da história o Brasil e os Estados Unidos sempre mantiveram uma relação de proximidade que vem sendo estremecida na gestão Trump.
Em julho de 2025 o presidente estadunidense estabeleceu um "tarifaço" de 50% sobre parte das importações brasileiras. Isso não ocorreu apenas por uma questão comercial, mas por uma medida de retaliação pelas ações do Judiciário brasileiro em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os dois países ainda são parceiros importantes, mas as tensões tarifárias produziram efeitos mensuráveis, como a queda de 13% nas exportações brasileiras.
Além disso, Trump utiliza a política externa chamada "American First", aplicando tarifas maiores em negociações bilaterais e pressionando aliados, especialmente quando se trata da relação comercial com a China.
Houve também maior pressão do governo estadunidense para que a Europa e a OTAN invistam militarmente em defesas.
9. Desastres ambientais
Os desastres ambientais são cada vez mais comuns em diversos pontos do mundo e com o forte El Niño de 2026, isso ficou ainda pior. Secas em alguns locais, enchentes em outros, além de deslizamentos e fortes ventanias.
O evento extremo mais recente foi o colapso da geleira no Nepal, seguido de uma forte inundação que destruiu comunidades e vilas, e matou mais de mil pessoas. O aquecimento global favoreceu o afinamento das geleiras, facilitando o seu colapso.
Agora que você está por dentro dos principais temas de atualidades, é hora de colocar em prática o que aprendeu!
No Toda Matéria+, você encontra exercícios atualizados e exclusivos, com gabarito comentado passo a passo por professores especialistas, além de poder treinar sua redação com um corretor com inteligência artificial gratuito.
Veja também:
- Assuntos que mais caem no Enem
- O que estudar para o ENEM 2026 e tirar nota 1000
- Possíveis temas de redação para Enem
- Perguntas de conhecimentos gerais e atualidades
- TRI explicado: como o ENEM decide a sua nota de verdade
Confira os simulados que preparamos para você se preparar ainda melhor para o Enem:
Mini simulado de Linguagens, Códigos e suas tecnologias (Enem 2025)
Simulado de Ciências Humanas e suas Tecnologias (ENEM 2024)
Mini Simulado Enem: questões de Ciências da Natureza e suas Tecnologias
Simulado de Matemática e suas Tecnologias (ENEM)
Referências Bibliográficas
ALTO COMISSARIADO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA REFUGIADOS (ACNUR). Relatório do ACNUR revela que condições climáticas extremas causam deslocamentos repetidos entre comunidades afetadas por conflitos. ACNUR Brasil, 10 nov. 2025. Disponível em: ACNUR Brasil. Acesso em: 17 set. 2026.
CONSELHO INDIGENISTA MISSIONÁRIO (CIMI). Violência contra os povos indígenas no Brasil: dados de 2025. Brasília, DF: Conselho Indigenista Missionário, 2026. Disponível em: Relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2025. Acesso em: 16 set. 2026.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). 87% da população brasileira vivia em áreas urbanas em 2022. IBGE Educa, [s. d.]. Disponível em: IBGE Educa. Acesso em: 17 set. 2026.
NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL. O que é a transição energética, tema urgente da COP30 que coloca o Brasil como exemplo. National Geographic Brasil, 10 nov. 2025. Disponível em: National Geographic Brasil. Acesso em: 17 set. 2026.
UNITED NATIONS CONFERENCE ON TRADE AND DEVELOPMENT (UNCTAD). 10 trends shaping global trade in 2026. Geneva: UNCTAD, 15 jan. 2026. Disponível em: UNCTAD. Acesso em: 17 set. 2026.
MARQUES, Vinícius. Atualidades que podem cair no Enem e no Vestibular 2026. Toda Matéria, [s.d.]. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/atualidades-enem/. Acesso em: