Atualidades que podem cair no Enem e no Vestibular 2021

Para prestar qualquer tipo de concurso é preciso estar bem informado. Porém, com tantas matérias para estudar, nem sempre você consegue tempo para acompanhar as notícias.

Por isso, selecionamos as atualidades do Brasil e do mundo que podem ser cobradas em alguma questão do Enem ou do vestibular, ou mesmo como tema de redação.

Atualidades no Brasil

1. Governo Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro foi empossado em 1º de janeiro de 2019, após uma grande disputa eleitoral.

O mandato começou com a redução de ministérios, declarações incômodas por parte da ministra Damares e do antigo ministro da Educação, Ricardo Vélez, que foi demitido.

Igualmente, o presidente foi bastante criticado quando ordenou que os militares "celebrassem" o golpe de 1964, que instituiu a ditadura militar no Brasil.

Governo Jair Bolsonaro

O mandatário vem colecionando polêmicas na plano internacional, como a abertura de um escritório brasileiro em Jerusalém e a concessão da base de Alcântara para os americanos.

Internamente, Bolsonaro enfrenta na reforma da Previdência e na aprovação do estatuto de armas algumas das suas questões mais delicadas, além da sua atuação no combate da Covid-19.

As medidas de lockdown adotadas por governadores de alguns estados foram criticadas pelo presidente. Bolsonaro alega que, ao ficar em casa, muitos brasileiros não terão como sobreviver em decorrência da fome.

2. Educação

A educação brasileira ganhou destaque em 2019 quando o governo começou a anunciar as mudanças para esta pasta.

Um dos primeiros atos foi a criação de uma subsecretaria para promover a criação de escolas militares em todo país. Em seguida, o governo afirmou que pretendia acabar com os cursos de ciências humanas como Filosofia e Sociologia.

Protesto Educação brasileira

Em abril de 2019, foi anunciado um projeto de lei que normatizaria a educação em casa. Isto provocou a reação de vários educadores, alegando que prejudicaria a socialização daquelas crianças que não frequentariam a escola.

Da mesma forma, em maio de 2019, o então Ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou o contingenciamento de 30% das verbas das universidades públicas. Esta medida deslanchou uma série de críticas e protestos não só da parte dos estudantes universitários, mas das escolas públicas e privadas.

O Governo Bolsonaro já contou com duas mudanças de ministro da educação. Após a saída de Abraham Weintraub, quase um mês depois - em 10 de julho de 2020 - Milton Ribeiro assumiu a pasta e desde então enfrenta os desafios da educação diante da pandemia de Covid-19, aos quais se somam o menor orçamento para a educação básica nos últimos anos.

Anunciado em 2019, a primeira versão do Enem Digital foi aplicada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021. O objetivo é que a prova passe a ser aplicada apenas em formato digital, acabando com os gastos astronômicos em impressões.

3. Vacinação contra Covid-19

No início de abril, dois meses e meio depois de ter começado a vacinação contra Covid-19 no Brasil, mais de 20 milhões de pessoas já receberam a primeira dose da vacina em território nacional, o que corresponde a cerca de 9% da população. São Paulo é o estado que tem o maior número de vacinas administrado.

Um dos maiores empecilhos que o Brasil encontra é a escassez de vacinas. Nessa data, apenas são administradas no País a CoronaVac e a AstraZeneca, pois apesar de o governo ter feito acordos com fornecedores de outros imunizantes, as entregas estão em atraso.

Quanto às vacinas brasileiras, a ButanVac e a Versamune, espera-se que ambas comecem a ser administradas entre o final de 2021 e início de 2022, pois os testes e a autorização para uso emergencial ainda levam o seu tempo.

4. Liberação do porte de armas

Uma das grandes bandeiras de Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral, era a liberação do porte e da posse de armas no Brasil. Alegando que o cidadão tem direito a exercer sua defesa pessoal, o presidente prometeu ampliar este direito.

Dessa maneira, o presidente preparou projetos de lei a fim de que fosse mais fácil o acesso às armas.

Porte de Armas

Sem conseguir reunir a maioria necessária para aprovar estes projetos, o presidente aprovou uma série de decretos que aumentam o direito ao porte de arma de uma série de categorias profissionais. Assim, caminhoneiros, advogados, jornalistas cobrindo notícias policiais e efetivos de segurança poderão portar armas.

Igualmente, foi ampliado a quantidade de munições a serem compradas. Alguns modelos de armas, antes exclusividade da polícia e das Forças Armadas, passaram a ser acessíveis a quem tem autorização para possuir armas.

Em fevereiro de 2021 foram publicadas novas medidas que visam ampliar o direito de armamento. Dentre essas medidas, o limite de aquisição de armas de uso restrito por polícias, por exemplo, passa de quatro para seis armas.

Veja também: Porte de arma

5. Reforma trabalhista

No dia 11 de novembro de 2017, entrou em vigor a reforma trabalhista, cujo projeto de lei havia sido sancionado em julho pelo presidente Temer.

Novas Leis de trabalho com a reforma trabalhista

As principais alterações consideram que:

  • Férias: podem ser divididas em até 3 vezes (antes havia a possibilidade de serem divididas em até 2 vezes);
  • Jornada de trabalho: até 12 horas diárias (antes, 8);
  • Tempo de deslocação: o tempo gasto para chegar ao trabalho por aqueles que têm dificuldades com meios de transporte em decorrência da falta de acesso não é contado como hora de trabalho (antes era).
  • Tempo de contribuição e idade são dois requisitos mínimos para se aposentar: mulheres, 15 anos de contribuição e 62 anos; homens, 20 anos de contribuição e 65 anos (a aposentadoria "por tempo de contribuição" foi extinta).

Após a Reforma Trabalhista de 2017, muitas alterações foram feitas à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e ainda geram muitas dúvidas nas pessoas.

Com a pandemia, e consequente aumento de adesão ao teletrabalho e ao home office, é importante verificar o que diz a lei, que contempla essas modalidades de trabalho.

6. Operação Lava Jato

A operação Lava Jato é o maior escândalo de lavagem e desvio de dinheiro da história brasileira. Com ela, caiu a credibilidade internacional do Brasil. Ela envolve políticos, grandes empreiteiros e aquela que é uma das maiores petrolíferas do mundo e também a maior empresa estatal do Brasil, a Petrobras.

As empreiteiras combinavam os preços das obras simulando uma concorrência real. Isso fez com que as organizações envolvidas enriquecessem e, em contrapartida, resultou num grande prejuízo aos cofres públicos.

Agentes da Polícia Federal em ação na operação lava jato

Descoberta em março de 2014, as investigações continuaram em 2017, ano que surge entre os investigados o nome do ex-presidente Michel Temer. Este chegou a ser preso em 21 de março de 2019, mas foi liberado dias mais tarde, pois o desembargador Antônio Ivan Athié entendeu que sua prisão era desnecessária porque não havia risco de fuga.

Com o ex-presidente, também recebeu ordem de prisão o ex-governador e ex-ministro Moreira Franco.

No dia 1.º de fevereiro de 2021, a força-tarefa Operação Lava Jato chegou ao fim. Mas, ainda há muito trabalho a fazer, afinal esta é a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro da história do País.

A partir de agora, a Lava Jato é responsabilidade do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal (MPF).

Em março de 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu que o ex-juiz Sérgio Moro conduziu a condenação de Lula no caso Triplex com parcialidade em função de motivação política, determinando assim, a anulação das decisões no caso.

Veja também: Lava Jato

7. Intolerância

A intolerância tem sido um assunto constante quando se fala do mundo, especialmente no que respeita à xenofobia. Acontece que no Brasil a intolerância tem aumentado largamente em vários campos, passando de forma despercebida por alguns.

Preconceito e intolerância

Não só a intolerância racial ou sexual, como a intolerância religiosa tem crescido no País. Ao passo que a diversidade religiosa aumenta, também aumenta esse tipo de discriminação entre os brasileiros.

Por isso, desde 2007, há um dia dedicado a esse tipo de intolerância - Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

De acordo com a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), o número de denúncias relacionadas à intolerância religiosa aumentou - apenas no primeiro semestre de 2020 - em cerca de 40%.

Veja também: Xenofobia

8. Crise econômica

O governo conseguiu driblar a crise mundial a partir de 2008, no entanto, não foi capaz de manter as medidas tomadas, que estimulavam o consumo no Brasil. Isto provocou um grande desequilíbrio nas contas públicas.

Além de tudo, a situação é agravada pela desconfiança no Brasil pelos investidores externos, por conta dos sucessivos escândalos de corrupção.

Crise econômica no Brasil

Para tentar salvar a situação, uma das propostas do governo anunciada em 2017 é a privatização de cerca de 57 estatais, dentre as quais da Eletrobras - Centrais Elétricas Brasileiras S.A., que tem sede no Rio de Janeiro. No pacote ainda está incluída a privatização da Casa da Moeda.

Congonhas, o aeroporto doméstico da cidade de São Paulo, que estava incluído no pacote de privatizações, foi retirado da lista.

Em 2018, a crise continuou castigando o Brasil e se somou a crise política devido aos altos índices de rejeição do presidente Michel Temer. Por sua vez, nos primeiros meses de governo de Bolsonaro, o dólar continuou a subir, assim como o preço da gasolina.

Em 2020, com o surgimento da pandemia da Covid-19, o número de desempregados atingiu a maior taxa desde 2012. Além disso, a inflação aumentou de forma drástica.

Com o objetivo de reduzir os impactos econômicos, o governo instituiu o Auxílio Emergencial, que é um benefício destinado aos brasileiros com baixa renda.

9. Lula

Depois de ter sido sido condenado a 9 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Luiz Inácio Lula da Silva foi preso no dia 7 de abril de 2018, onde permaneceu durante 580 dias. No entanto, considerando que a sua prisão em segunda instância era inconstitucional, Lula foi solto no dia 8 de novembro de 2019.

Em março de 2021, as suas condenações foram anuladas e, com isso, Lula recobrou seus direitos políticos. Desta forma, o ex-presidente pode se candidatar novamente à presidência da república.

As eleições se realizam em 2022 e a lista de pré-candidatos é grande. Apesar de não confirmar se irá concorrer às próximas presidenciais, Lula já disse que o seu objetivo é impedir que Bolsonaro seja novamente eleito.

10. Pix

Em novembro de 2020, entrou em funcionamento um novo meio de pagamento criado pelo Banco Central do Brasi, o Pix. Ele permite realizar transferências e pagar contas de forma instantânea através do celular, o que é feito de forma simples, como mandar uma mensagem.

Aos poucos, os brasileiros estão aderindo a essa nova forma de pagamento, que traz alguns benefícios: o Pix pode ser usado a qualquer hora do dia e o dinheiro é recebido logo que a transferência é feita. Além de estar disponível 24h, ele funciona todos os dias - inclusive nos feriados.

A utilização do Pix é gratuita e, com ele, as pessoas não precisam mais informar o seu número de conta bancária. Quem tiver que enviar dinheiro para você, por exemplo, basta ter o número do seu celular ou do seu CPF (depende do número que você utilizou para se cadastrar no Pix). Assim, se você mudar de banco, não precisa mais informar as pessoas o seu novo número de conta.

11. Estupro

O aumento no número de estupros no Brasil tem estado em discussão. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram contabilizadas cerca de 66 mil ocorrências de estupro entre 2018 e 2019, sendo que a maior parte das vítimas têm até 13 anos.

Há muita discussão em torno do que se chama “cultura do estupro”, que é o fato de delegar a culpa da agressão à própria vítima. Grande parte das pessoas acredita, por exemplo, que em muitas situações a vítima se expõe exibindo roupas que despertam a sensualidade.

Agressão sexual, estupro

O caso da influenciadora digital Mariana Ferrer reflete essa cultura no País, e pode desestimular a denúncia desse crime pelas vítimas. O réu da acusação, o influente empresário André Camargo Aranha, foi absolvido pelo fato de, segundo o que foi declarado, não ser possível comprovar que a relação sexual não tivesse sido permitida por Mariana.

12. Amazonia 1

No dia 28 de fevereiro de 2021 foi lançado para o espaço o primeiro satélite de observação da Terra totalmente desenvolvido pelo Brasil, o Amazonia 1, que foi projetado, integrado, testado e operado pelo País. Este é um marco de sucesso para a comunidade científica e tecnológica para missões espaciais.

A missão Amazonia, da qual faz parte o Amazonia 1, é monitorar o desmatamento da Amazônia e também de outros biomas brasileiros. Para tanto, o satélite é capaz de dar a volta à Terra em 100 minutos e, a cada 5 dias, irá gerar imagens.

O lançamento foi feito do Centro de Lançamento Satish Dhawan Space Centre, na Índia, à 01h54 (horário de Brasília) do dia 28 de fevereiro de 2021 (domingo).

13. Bullying

Há dez anos, no dia 7 de abril de 2011, o Massacre do Realengo resultou na morte de doze alunos entre 13 e 15 anos de uma escola no Rio de Janeiro. O atirador, um ex-aluno de 23 anos que tinha sido vítima de bullying, matou-se de seguida.

Recordando a data desse crime que chocou o Brasil, foi instituído o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, em 7 de abril.

De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2015, um a cada dez estudantes, é vítima de bullying no Brasil.

O bullying é a pressão psicológica ou atos de violência sofridos por colegas na escola. Esse tipo de atitude decorre, principalmente, em consequência da aparência física, classe social, cor da pele e preferência sexual.

Violência nas escolas, bullying

Humilhados com frequência, os estudantes têm a tendência de se deixar intimidar, sofrendo calados por vergonha. Isso leva à desmotivação e redução no rendimento escolar. Há também muitos casos recentes em que os adolescentes cometem o suicídio, o que torna o assunto ainda mais importante para as pessoas.

14. Cotas sociais e raciais

O debate sobre as cotas tem estado em cima da mesa desde que a então presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto de lei das cotas.

cotas sociais e raciais

De acordo com a lei, uma percentagem das vagas no ensino superior devem ser reservadas para os alunos vindos da rede pública e para negros, pardos ou indígenas.

A USP anunciou a sua adesão ao sistema no seu concurso de vestibular 2018.

A Lei Nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, que dispões sobre as cotas tem dez anos para ser revista e, em caso contrário perderá a sua validade, o que significa que a Lei de Cotas é válida até 2022.

15. Queimadas no Pantanal

Entre setembro e outubro de 2020, um grande incêndio destruiu cerca de 30% do Pantanal, cujo território tem 150 mil km2. Desde que é monitorado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi o ano mais grave em incêndios.

O Pantanal é Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera e abriga uma fauna variada, que cada vez é mais ameaçada por incêndios. Nos meses mais críticos de 2020, o número de focos ultrapassou a marca dos 20 mil.

A fim de prevenir os incêndios no Pantanal, os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estudam a realização do programa "Pantanal em Alerta", que consiste na notificação aos produtores das áreas de maior risco, para que assim sejam adotadas medidas preventivas minimizando os impactos e problemas ambientais.

Veja também: Queimadas no Pantanal

Atualidades no Mundo

1. Coronavírus

Em novembro de 2019, um vírus desconhecido surgiu na região de Wuhan, na China. Os sintomas eram parecidos com uma gripe comum, mas o contágio era muito mais veloz e fatal para aqueles que já tinham uma doença respiratória anterior.

Corona Vírus

A resposta do governo chinês ante o crescimento dos casos foi colocar toda a cidade em quarentena. Rapidamente, o mundo se viu às voltas com uma doença desconhecida que se originou de um mercado de animais silvestres.

Dali, o vírus Covid-19 se espalhou para os países vizinhos e Europa; e em março, chegou ao continente americano. A fim de evitar que a doença se espalhasse, vários governos suspenderam as aulas e reuniões em lugares que aglomerassem muita gente.

Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou a enfermidade como uma pandemia global devido ao seu alcance mundial. Um ano depois, no início de abril de 2021, o mundo contabiliza os seguintes números: cerca de 131 milhões de casos confirmados e mais de 2,5 milhões de mortos. Os países mais afetados são Estados Unidos, Brasil e Índia.

2. Governo Biden

No início do Governo Biden, o novo presidente reverteu políticas implementadas por Donald Trump. Dentre as mais polêmicas, podemos citar os retornos ao Acordo de Paris e à Organização Mundial de Saúde (OMS), bem como a paralisação da construção do muro na fronteira com o México.

Através do Acordo de Paris - que trata da mudança climática em decorrência da poluição da atmosfera - os EUA haviam assumido o compromisso de fazer uma redução gradual na emissão de poluentes até 2025 quando, alegando prejuízos à economia norte-americana, Donald Trump decidiu retirar o país do Acordo, que agora retorna com Joe Biden.

Em maio de 2020, Trump anunciou o fim do relacionamento com a OMS. Alegando a pressão da China sobre a organização diante da Covid-19, Trump decidiu suspender o financiamento norte-americano, na ordem de centenas de milhões de dólares por ano. Em janeiro de 2021, na liderança de Biden, os EUA voltaram a apoiar a OMS.

No seu primeiro dia de mandado, Biden mandou paralisar a construção do muro na fronteira entre os EUA e o México. O ex-presidente Trump tinha prometido construir esse muro, que deveria ter cerca de 700 km depois de finalizado. No momento da paralisação da obra, o muro tinha cerca de 400 km.

3. Coreia do Norte

Em 2016, a Coreia do Norte voltou a ameaçar os EUA com o seu programa nuclear.

Isto seria a resposta norte-coreana às sanções impostas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o país liderado por Kim Jong-un.

Além dos EUA, a Coreia também se manifesta contra o Japão, aliado americano.

A Coreia do Norte realizou seu sexto teste nuclear no dia 3 de setembro de 2017. Tendo sido o mais potente realizado, sua força equivale a 16 vezes a da primeira bomba atômica da história e que destruiu a cidade de Hiroshima.

Encontro entre Trump e Kim Jong

No primeiro dia do ano de 2018, o líder coreano ameaça os EUA anunciando que o botão nuclear fica na sua mesa.

Diante desta retórica de guerra, o mundo se alegrou com o encontro entre o presidente da Coreia do Sul e da Coreia do Norte, em 27 de abril de 2018. Realizado na zona desmilitarizada entre os dois países, a reunião ainda contou com o simbólico gesto do presidente sul-coreano pisar em solo norte-coreano.

Mais tarde, o presidente Donald Trump se encontrou em Singapura com o Kim Jong-un, em 12 de junho de 2018. Apesar de nada concreto ter ficado decidido neste evento, a reunião abriu caminho para conversas diplomáticas entre os países.

Igualmente, ambos os mandatários tinham uma reunião para 28 de fevereiro de 2019, em Hanói (Vietnã). Apesar do clima amistoso, o encontro terminou antes do que o previsto e sem nenhum acordo entre os dois presidentes.

Em dezembro de 2019, Kim Jong-un declarou que vai retomar o lançamento de mísseis de médio alcance. Em março de 2020, a Coreia do Norte realizou um teste de dois projéteis com alcance de 240 quilômetros. Em março de 2021, dois novos mísseis balísticos táticos foram testados.

4. Guerra na Síria

A Guerra na Síria teve início em 2011 dentro do contexto da "primavera árabe", cujo objetivo era derrubar governos não-democráticos na região. Desde então, forças do governo lutam contra os "rebeldes". Aproveitando a instabilidade, o Estado Islâmico aproveitou para ocupar algumas zonas do país, mas foi rechaçado.

A comunidade internacional observa e interfere com cautela, pois ao contrário de outros países da região, a Síria tem um aliando de peso: a Rússia.

Destruição na Síria

Em 2017, os EUA atacou a Síria, agindo de forma contrária ao que Trump havia prometido. No mês de abril, o ataque aéreo americano deixou 15 mortos na Síria após o lançamento de 59 mísseis sobre a base aérea síria.

Segundo o governo americano, esse ato teria sido avançado em resposta ao ataque promovido pela Síria com armas químicas, o qual deixou dezenas de mortos.

O presidente sírio Bashar Al-Assad nega essa ação, no entanto, segundo investigadores de crimes de guerra da ONU as forças sírias já fizeram uso desse tipo de armas por mais de vinte vezes.

Calcula-se que, somente nesse ano, o conflito sírios tenha provocado a fuga de 30.000 pessoas. Em 2018, houve o aumento de bombardeios por parte da Rússia, aliada ao governo de Bashar Al-Assad.

Em 2019, os países que lutam contra o Estado Islâmico declararam que o mesmo havia sido derrotado na Síria.

Em 2021, a Guerra na Síria completa 10 anos. Até dezembro de 2020, mais de 380 mil pessoas já tinham morrido nessa guerra que não tem fim à vista e que já foi considerado o pior desastre humanitário desde a Segunda Guerra Mundial.

5. Brexit

Brexit, junção das palavras Britain (Bretanha) e exit (saída), é o nome usado para indicar a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

O processo teve início em junho de 2016, após o referendo que manifestou a vontade da maioria dos britânicos em abandonar o bloco econômico e político.

O processo foi concluído em dia 31 de janeiro de 2020, de modo que todos os tratados feitos com o Reino Unido foram renegociados ao longo do ano.

O acordo foi alcançado no dia 24 de dezembro de 2020. Com a saída efetiva do Reino Unido da União Europeia, em janeiro de 2021 o comércio entre ambos registrou uma forte queda.

Saída da Grã-Bretanha da UE-Brexit

6. Crise dos refugiados

A perseguição e o terror vividos em situações de extrema intolerância levam o mundo a passar pela pior crise humanitária do século, segundo a ONU. Os refugiados vêm, principalmente, de países africanos e do Oriente Médio.

A Guerra na Síria é das maiores situações que motivam a tentativa de ingresso em países europeus, a qual é feita por via marítima em condições precárias.

Refugiados nadam a fim de chegar a Itália

Apesar de muito se falar sobre a crise dos refugiados na Europa, a grande maioria dos refugiados sírios partiram para países mais próximos. São exemplos Egito, Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia.

A Covid-19 veio agravar ainda mais a situação dos refugiados, tendo em conta as restrições de circulação. De acordo com as Nações Unidas, há mais de 26 milhões de pessoas refugiadas em outros países.

7. Crise na Venezuela

A Venezuela é um dos maiores produtores de petróleo e este é praticamente o único bem exportado no país. Desta maneira, com a drástica queda de preço do óleo, a economia afundou, inviabilizando as políticas sociais estabelecidas durante o governo de Hugo Chávez.

Como consequência, a inflação disparou, chegando a 800% ao ano. Ao mesmo tempo, os salários baixaram e a população se viu sem poder de compra.

Em função disso, a inibição do consumo tornou-se tão grave que a maior parte dos venezuelanos deixou de conseguir sequer comprar os bens de primeira necessidade.

Não há alimentos, nem medicamentos e cresce a onda de violência. Em busca de condições melhores de vida, os venezuelanos atravessam a fronteira para o Brasil, fato que preocupa a segurança nacional.

Aspecto da fronteira Brasil Venezuela

Calcula-se que 50 mil venezuelanos já cruzaram a fronteira brasileira em busca de melhores condições de vida.

Para aprofundar mais a crise econômica, o presidente Maduro se recusou a jurar o cargo diante da Assembleia Nacional. Assim, os parlamentares não o reconheceram como presidente, e o deputado Juan Guaidó se auto-proclamou presidente da Venezuela.

Vários países, incluindo o Brasil, o reconheceram como Chefe legítimo. No entanto, Maduro e seus correligionários não aceitaram sua autoridade.

No início de 2021, quando o mandato de deputado de Guaidó chegou ao fim, a União Europeia deixou de o reconhecer como presidente interino da Venezuela.

8. Mianmar

Em 1.º de fevereiro de 2021 Mianmar foi alvo de um golpe de estado no dia em que, pela segunda vez, um governo não militar tomaria posse no país.

Nas eleições realizadas em novembro de 2020, o partido liderado por Aung San Suu Kyi - a Liga Nacional para a Democracia (LND) - venceu de forma esmagadora. Isso teria motivado o avanço do golpe pelos militares, que alegaram que houve fraude nas eleições.

A líder do LND e Conselheira do Estado, Aung San Suu Kyi, foi presa. Ela é filha do homem responsável pela independência de Mianmar, além do que, a ganhadora do Nobel da Paz de 1991. Mas, apesar de ter conquistado esse prêmio, pela sua luta pelos direitos humanos, a conduta de Aung San Suu Kyi tem sido questionada em decorrência dos ataques violentos contra muçulmanos ocorridos no seu governo.

Mianmar conquistou a sua independência em 1948, e durante anos viveu sobre o governo militar - entre 1962 e 2011. No golpe em fevereiro de 2021, o exército prometeu ficar durante um ano no poder.

9. Fake news

“Fake News” é um termo cunhado para designar notícias falsas, inexatas ou incompletas sobre um determinado movimento civil, partido político ou pessoa. Ocorre em todos os lugares do mundo e se disseminaram velozmente através da internet.

Num mundo hiperconectado, nem sempre temos tempo de refletir sobre o que lemos e assim, tendemos a acreditar em tudo que recebemos em nossas redes sociais.

Notícias falsas, fake news

O maior exemplo foi descoberto em 2018. Um ano antes, os EUA elegiam seu novo presidente, Donald Trump, foi revelado que potenciais eleitores do candidato republicano receberam em suas redes sociais fake news sobre sua opositora Hillary Clinton. Desta maneira, essas pessoas mudaram seu voto e assim, deram a vitória a Trump.

As eleições americanas realizadas em novembro de 2020, que deu a vitória a Joe Biden, também forma alvo de notícias falsas. Circulou nas redes sociais que milhares de votos para Trump teriam sido desviados para Biden.

É preciso estar atento ao que se compartilha nas redes sociais. Uma tarefa simples é desconfiar se a matéria vem sem assinatura do jornalista. Vale também copiar alguns trechos e pesquisá-la no Google. O mesmo acontece com as imagens que nem sempre retratam a realidade.

Veja também: Fake news

10. Olimpíadas 2020

Os Jogos Olímpicos de Verão 2020, em Tóquio, foram adiados em decorrência da pandemia. A realização dos jogos está agendada para o período compreendido entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021.

Apesar de a presidência do Comitê Olímpico Internacional (COI) ter afirmado que o coronavírus não impedirá a realização do evento, a segunda onda de infecções no Japão é preocupante.

Na primeira onda, o Japão chegou a ser considerado um modelo na forma como enfrentou a Covid-19 - sem lockdown, mas com muita disciplina. Porém, os japoneses relaxaram e, no início de 2021, o número de casos com sintomas graves teve um grande aumento, sobrecarregando o sistema de saúde japonês.

Os jogos olímpicos da Era Moderna são um evento esportivo que acontecem a cada quatro anos desde 1896. Ao longo desses anos não foram realizados apenas duas vezes, tendo como motivo as duas guerras mundiais.

11. Família real britânica

A família real britânica está envolvida em uma série de polêmicas. As mais recentes são protagonizadas por Harry e Meghan.

Casados desde maio de 2018, em janeiro de 2020 o casal anunciou o afastamento dos seus deverem como parte da família real.

A ideia de ambos era conciliar as suas vidas entre o Reino Unidos e a América do Norte, manter o título de Sua Alteza Real e continuar recebendo alguns benefícios, tal como uma estrutura de segurança. No entanto, as coisas não aconteceram conforme o planejado.

Em março de 2021, uma entrevista concedida pelo casal a Oprah Winfrey aumentou ainda mais a polêmica em torno da saída deles da família real. Nessa entrevista, Meghan falou no racismo de que foi vítima, na pressão psicológica, no pedido de ajuda e ausência dele e, nos pensamentos que teve sobre cometer suicídio.

12. Invasão do Capitólio

No dia 6 de janeiro de 2021, a invasão do Capitólio dos Estados Unidos - local em que se realizam as reuniões do congresso americano - surpreendeu o mundo.

Descontentes com a derrota eleitoral de Donald Trump - que em discurso disse que não admitia o resultado da eleição - centenas de seus apoiadores invadiram o Capitólio no dia em que o Congresso confirmaria a vitória do seu concorrente, o republicano Joe Biden, na eleição presidencial ocorrida em novembro de 2020.

A invasão fez 5 mortos e vários feridos, além de ter deixado muitos estragos no prédio - que teve janelas partidas, móveis e computadores estragados.

No dia 7 de janeiro, o Congresso confirmou a vitória de Joe Biden - o 46.º presidente dos Estados Unidos da América -, que tomou posse no dia 20 desse mesmo mês.

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