Bicho Geográfico

Lana Magalhães

Bicho geográfico é o nome popular da larva migrans cutânea.

O termo refere-se a uma verminose causada pela penetração dessas larvas, pertencentes ao nematelminto Ancylostoma brasiliense, na pele humana.

O Ancylostoma brasiliense parasita cães e gatos. Os seus ovos são eliminados nas fezes desses animais e acabam por contaminar o solo, devido ao desenvolvimento das larvas.

As larvas podem penetrar na pele de cães e gatos, completando o seu ciclo de vida. Também podem penetrar na pele de humanos, que não é o seu hospedeiro natural. Nesse caso, não conseguem alcançar a circulação sanguínea e passam a se deslocar pela epiderme, deixando seus rastros pelo corpo, parecidos com mapas. Daí o nome bicho geográfico.

Essa verminose é de maior incidência em países de clima subtropical e tropical.

Bicho Geográfico

Bicho geográfico

Transmissão, sintomas e tratamento

A transmissão ocorre através do contato de humanos com as larvas do verme. Isso pode ocorrer em solos contaminados por fezes de cães e gatos, que contenham ovos do verme. Por isso, é comum a transmissão em gramados, areias da praia e tanques de areia.

Os principais sintomas em humanos são: forte coceira, irritação e inchaço na área afetada. Geralmente, os pés são atingidos. Mas também pode ocorrer nas mãos e nádegas.

O ato de coçar a área lesionada pode provocar infecções. A lesão na pele tende a ir aumentando com tempo e movimentação da larva.

Os cães e gatos também apresentam sintomas da infestação das larvas, como: anemia, fadiga, dificuldades respiratórias e lesões na pele.

O tratamento é simples e consiste na aplicação de pomadas vermicidas. Em casos mais graves, pode ser necessária a ingestão de vermífugos.

Entre as medidas de prevenção, destacam-se:

  • Evitar andar descalço;
  • Evitar levar cães e outros animais para a praia;
  • Aplicar vermífugos em cães e gatos;
  • Recolher as fezes dos animais e dar destino adequado.

Leia também:

Verminoses
Nematelmintos

Lana Magalhães
Lana Magalhães
Licenciada em Ciências Biológicas (2010) e Mestre em Biotecnologia e Recursos Naturais pela Universidade do Estado do Amazonas/UEA (2015). Doutoranda em Biodiversidade e Biotecnologia pela UEA.