Eclipse Solar

Rosimar Gouveia

O eclipse solar é um fenômeno raro que acontece quando a Lua está localizada entre o planeta Terra e o Sol. Nessa posição, a Terra fica coberta por uma sombra.

Eclipses do Sol em 2019

Em 2019 acontecerão 3 eclipses solares: um parcial, um total e um anular, sendo que nenhum deles será visível no Brasil.

O eclipse parcial ocorre no dia 6 de Janeiro e será visível na Ásia. No dia 2 de Julho será a vez de um eclipse solar total, que poderá ser visto no Chile e na Argentina.

O último eclipse do ano acontecerá no dia 26 de Dezembro e poderá ser observado na Arábia Saudita, Índia, Sumatra e Bornéu.

No Brasil, a previsão é de que um eclipse solar total seja visível apenas em 2045.

Como ocorre e qual a duração?

O eclipse do Sol ocorre apenas nos momentos em que a Lua está na fase nova.

Ele não ocorre sempre, uma vez que as órbitas da Terra e da Lua diferem no tocante às suas posições e formatos.

Isso porque a órbita do planeta Terra em torno do Sol não se encontra no mesmo plano que a órbita da Lua em torno da Terra.

Esquema de um eclipse solar

É curioso notar que se não existisse uma inclinação entre os planos das órbitas, os eclipses seriam um fenômeno corriqueiro. Assim, ocorreria um eclipse lunar a cada lua cheia e um eclipse solar a cada lua nova.

O fenômeno tem a duração máxima de 7 minutos. O eclipse solar ocorrido em 15 de janeiro de 2010 (Eclipse Anular do Sol) foi considerado o eclipse mais longo do milênio. Ele teve a duração de 11 minutos e 7,8 segundos.

Como ver o eclipse?

Não é recomendado visualizar o fenômeno do eclipse a olho nu, pois as radiações que emanam do Sol podem queimar o tecido ocular.

Também não se deve usar óculos escuros, filmes velados, radiografias. Binóculos ou telescópios só poderão ser usados com o uso de filtros especiais para esse fim. O ideal é não exagerar na observação.

Os especialistas recomendam que a observação seja feita apenas por alguns segundos e com a utilização de óculos específicos. Os óculos usados para soldar podem ser uma opção segura, desde que sua tonalidade seja superior a 14.

Dos tipos de eclipses que existem, o mais nocivo para visualizar a olho nu é o eclipse solar parcial. Isso porque o brilho do Sol permanece praticamente igual.

Tipos de Eclipse

A sombra projetada pela Lua, que atinge algum ponto da superfície do planeta Terra, é que determina o desaparecimento do Sol.

De acordo com a forma como é visível, o eclipse é classificado da seguinte forma:

  • Eclipse Total: ocorre quando o Sol fica totalmente encoberto pela Lua, bloqueando toda a luz solar. Um eclipse total do Sol demora cerca de 400 anos para se repetir num mesmo lugar do planeta Terra.
  • Eclipse Parcial: ocorre quando apenas uma parte do Sol fica encoberta pela Lua, bloqueando parcialmente a luminosidade do Sol.
  • Eclipse Anular ou Anelar: ocorre porque o diâmetro angular da Lua é menor que o diâmetro do Sol, de forma que o satélite (Lua) consegue cobrir apenas o centro do disco solar, formando um anel brilhante.
  • Eclipse Híbrido: nesse caso, dependendo do local em que é observado, o eclipse pode ser anelar ou total.

Na animação abaixo, vemos parte da trajetória da sombra da Lua na superfície da Terra provocada pelo eclipse solar total que ocorreu em 21 de agosto de 2017.

Animação do Eclipse solar total que ocorreu em 2017
Eclipse total do Sol que ocorreu em 2017

Eclipse Solar e Eclipse Lunar

O eclipse solar ocorre quando a Lua está entre a Terra e o Sol. O eclipse lunar , por sua vez, ocorre quando a Terra está entre a Lua e o Sol, ou seja, no momento em que a Lua penetra na sombra da Terra.

Os eclipses solares ocorrem na fase da lua nova, já os lunares ocorrem na fase da lua cheia. Nesses momentos, o Sol encontra-se numa linha de encontro entre o plano da órbita lunar e a órbita solar denominada de “Linha dos Nodos”.

De modo geral, os eclipses ocorrem quatro vezes por ano (dois solares e dois lunares).

Veja abaixo um vídeo que mostra um eclipse total do Sol que aconteceu em 21 de agosto de 2017.

Rosimar Gouveia
Rosimar Gouveia
Bacharel em Meteorologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1992, Licenciada em Matemática pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2006 e Pós-Graduada em Ensino de Física pela Universidade Cruzeiro do Sul em 2011.