Filosofia Escolástica

Pedro Menezes

A Filosofia Escolástica ou simplesmente Escolástica, é uma das vertentes da filosofia medieval. Surgiu na Europa no século IX e permaneceu até o início da Renascimento, no século XVI.

O maior representante da Escolástica foi o teólogo e filósofo italiano São Tomás de Aquino conhecido como “Príncipe da Escolástica”.

Além de ser uma corrente filosófica, a Escolástica pode ser considerada um método de pensamento crítico que influenciou as áreas do conhecimento das Universidades Medievais.

Nesse método de aprendizagem diversas disciplinas estavam inseridas no currículo, as quais estavam divididas em:

  • Trivium: gramática, retórica e dialética
  • Quadrivium: aritmética, geometria, astronomia e música

Características da Filosofia Escolástica

Escolástica
Representação de sala de aula medieval

A Escolástica foi uma filosofia que esteve inspirada nos ideais dos filósofos gregos Platão e sobretudo, seu discípulo Aristóteles, além de ter uma fundamentação cristã baseada na revelações contidas na Bíblia Sagrada.

Lembre-se que na Idade Média (V-XV), a Igreja possuía grande poder e comandava diversos aspectos sociais, políticos e econômicos.

São Tomás de Aquino foi o principal filósofo dessa corrente. Segundo ele, o segredo era racionalizar o pensamento cristão, ou seja, refletir sobre a aproximação entre a fé e a razão.

São Tomás de Aquino

São Tomás de Aquino
São Tomás de Aquino, pai da escolástica

Nascido na cidade italiana de Nápoles, Tomás de Aquino (1225-1274) foi um dos maiores representantes da Escolástica. Sistematizou aspectos do cristianismo apoiado sobretudo na filosofia Aristotélica.

A humildade é o primeiro degrau para a sabedoria.

Sua filosofia ficou conhecida como Tomismo. Os principais temas explorados por Tomás de Aquino foram:

  • Realidade sensorial: tudo o que sentimos na realidade.
  • Princípio da não-contradição: estudo sobre as dicotomias entre ser e não ser.
  • Princípio da Substância: relacionado com a essência do ser e de seus aspectos não essenciais.
  • Princípio da Causa Eficiente: a necessidade de existência em relação ao outro (ser necessário)
  • Princípio da Finalidade: trata-se do objetivo, ou seja, da razão de ser de todas as pessoas.
  • Princípio do Ato e da Potência: O ato demostra o que está sendo realizado, enquanto a potência refere-se ao que se pode realizar. Esse processo resulta no processo de mudança.

Filosofia Patrística

Santo Agostinho
Santo Agostinho, revelações e filosofia

A Escolástica é o último período da filosofia medieval. Antes dela, a Filosofia Patrística, considerada a primeira fase da filosofia medieval, foi explorada por diversos padres que tentavam compreender a relação entre a fé divina e o racionalismo científico.

Santo Agostinho (354-430) foi o principal representante da filosofia patrística. Os principais temas explorados por ele estavam relacionados com o ecletismo, maniqueísmo, ceticismo, neoplatonismo e, fundamentalmente, a filosofia de Platão.

Creio para compreender e compreendo para crer melhor.

Abordou ainda, sobre a superioridade da alma sobre o corpo, a liberdade humana (livre-arbítrio), a predestinação divina e o pecado.

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Pedro Menezes
Pedro Menezes
Licenciado em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Mestrando em Ciências da Educação pela Universidade do Porto (FPCEUP).