Jean Bodin

Juliana Bezerra

Jean Bodin foi um filósofo, teórico político e jurista francês, que se destacou na filosofia moderna. Suas ideias são consideradas revolucionárias para a época.

Biografia: Vida e Obra

Jean Bodin

Jean Bodin nasceu em Arges, na França, em 1530. Em sua cidade natal, seus estudos foram desenvolvidos primeiramente, na Ordem das Carmelitas, no entanto, suas teorias o afastaram uma vez que foi acusado de heresia.

Realizou seus estudos universitários na Universidade de Toulouse, donde mais tarde, ministrou aulas de Direito. Além disso, exerceu sua profissão na capital, Paris, durante alguns anos como advogado do rei. Além da área jurídica, Bodin se interessou pelo estudo da política, da filosofia, da economia e da religião.

Seus estudos contribuíram para o avanço do conceito de absolutismo e soberania dos Estados, baseado nas teorias de São Tomás de Aquino. Faleceu na cidade francesa de Laon, em 1596.

Principais Obras

  • Método para a fácil compreensão da História (1566)
  • Resposta para o paradoxo do senhor Malestroict (1568)
  • A República (1576)
  • Panorama universal da natureza (1596)

Teorias de Jean Bodin: Resumo

Bodin foi um grande pensador da área da economia e da política. Em sua obra mais emblemática “A República” (dividida em 6 volumes) abordou temas relacionados ao Estado, tipos de governo e de justiça, além do poder e da religião.

Idealizou o sistema absolutista e estimulou o desenvolvimento do conceito moderno de soberania (força de coesão social) em sua obra “A República”, na qual defende o conceito de um soberano perpétuo e absoluto inserido no sistema da Monarquia.

Além da monarquia, o tipo de governo defendido por ele, refletiu também sobre a democracia e a aristocracia, onde a soberania da primeira seria exercida pelo povo, e da segunda, pela classe dominante.

Para o filósofo, a monarquia não podia ser confundida com a tirania, uma vez que se o governo não fosse democrático não poderia ser totalmente absolutista, salientando assim, a importância das liberdades e das propriedades materiais. Nas palavras de Bodin:

“O Monarca, desprezando as leis da natureza, abusa das pessoas livres como de escravos, e dos bens dos súditos como dos seus (...) quanto às leis divinas e naturais, todos os princípios da terra estão sujeitos, e não está em seu poder transgredi-las.”

Para Bodin, a anarquia seria a pior forma encontrada para a desordem da sociedade e por outro lado, a ordem somente seria conquistada por um Estado forte e soberano.

Nesse caso, esse soberano (rei ou príncipe) representaria a imagem de Deus. Em resumo, na teoria que ficou conhecida como o “Direito Divino dos Reis”, Jean Bodin acreditava que a soberania absoluta deveria se concentrar numa só figura.

Na mesma linha de pensamento estava Jacques Bossuet (1627-1704), teólogo francês e um dos maiores teóricos do absolutismo regido pelo Direito Divino dos Reis. Da mesma forma que Bodin, para Bousset, os reis eram considerados os enviados para exercer o poder de Deus na Terra.

Saiba mais no artigo: Filosofia Moderna e Aristocracia

Juliana Bezerra
Juliana Bezerra
Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.