Pretérito Mais-que-perfeito

Daniela Diana

O pretérito mais-que-perfeito do indicativo é um tempo verbal empregado para indicar uma ação passada que ocorreu antes de outra, também no passado.

Além disso, ele é usado para falar de uma ação incerta do passado.

Exemplos:

Diogo falara de seus pais.
Dora bebera uma bebida muito forte.
Falou como se fora comum.

O pretérito mais-que-perfeito apresenta uma forma simples e duas compostas (uma no indicativo e outra, no subjuntivo).

Em sua formação simples, ele é pouco usual na linguagem formal, sendo mais utilizado em textos poéticos. Já nas formas compostas, ele é bastante usado na linguagem coloquial (informal).

Além dele, no modo indicativo temos o pretérito perfeito e imperfeito. Já no modo subjuntivo, conjuga-se somente o pretérito imperfeito.

Pretérito Mais-que-perfeito Composto

Modo Indicativo

Além de sua formação simples, o pretérito-mais-que-perfeito apresenta uma forma composta no modo indicativo. Ele é formado por um verbo auxiliar e outro principal.

Da mesma maneira que no tempo simples, ele é usado para indicar uma ação situada no passado e que ocorrera antes de outra, também no passado.

Ele é formado pelo verbo “ter” conjugado no pretérito imperfeito do indicativo e o particípio do verbo principal.

Exemplo: Ele tinha avisado sobre o acidente na estrada.

Pretérito mais-que-perfeito composto do Indicativo
(Eu) tinha + particípio do verbo principal
(Tu) tinhas + particípio do verbo principal
(Ele) tinha + particípio do verbo principal
(Nós) tínhamos + particípio do verbo principal
(Vós) tínheis + particípio do verbo principal
(Eles) tinham + particípio do verbo principal

Modo Subjuntivo

O pretérito mais-que-perfeito composto também é conjugado no modo subjuntivo. Nesse caso, ele é empregado para se referir a um evento anterior a outro evento no passado.

Ele é formado pelo verbo auxiliar “ter” conjugado no pretérito imperfeito do subjuntivo e o verbo principal no particípio.

Exemplo: Talvez tivesse sido um bom aluno.

Pretérito Mais-que-perfeito composto do subjuntivo
(Eu) tivesse + particípio do verbo principal
(Tu) tivesses + particípio do verbo principal
(Ele) tivesse + particípio do verbo principal
(Nós) tivéssemos + particípio do verbo principal
(Vós) tivésseis + particípio do verbo principal
(Eles) tivessem + particípio do verbo principal

Obs: Nos tempos compostos o verbo haver também é empregado, embora o “ter” seja mais usual.

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Conjugação

Para os verbos regulares, que seguem uma conjugação fixa, o pretérito mais-que-perfeito, apresenta as seguintes terminações:

1.ª conjugação (-ar) 2.ª conjugação (-er) 3.ª conjugação (-ir)
(Eu) radical + -ara (Eu) radical + -era (Eu) radical + -ira
(Tu) radical + -aras (Tu) radical + -eras (Tu) radical + -iras
(Ele) radical + -ara (Ele) radical + -era (Ele) radical + -ira
(Nós) radical + -áramos (Nós) radical + -êramos (Nós) radical + -íramos
(Vós) radical + -áreis (Vós) radical + -êreis (Vós) radical + -íreis
(Eles) radical + -aram (Eles) radical + -eram (Eles) radical + -iram

Exemplos

Para compreender melhor, confira abaixo verbos conjugados no pretérito mais-que-perfeito em cada uma das três conjugações:

1.ª conjugação (-ar) – verbo encontrar 2.ª conjugação (-er) – verbo merecer 3.ª conjugação (-ir) – verbo admitir
Eu encontrara Eu merecera Eu admitira
Tu encontraras Tu mereceras Tu admitiras
Ele encontrara Ele merecera Ele admitira
Nós encontráramos Nós merecêramos Nós admitíramos
Vós encontráreis Vós merecêreis Vós admitíreis
Eles encontraram Eles mereceram Eles admitiram

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Daniela Diana
Daniela Diana
Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.