Quando Usar a Próclise

Márcia Fernandes

Próclise é a colocação do pronome antes do verbo. Existem mais dois tipos de posição: Mesóclise (pronome no meio do verbo) e Ênclise (pronome depois do verbo).

Exemplos:

  • Não me diga que não vem! (Próclise)
  • Dizer-te-ia se fosse. (Mesóclise)
  • Gostaria de dizer-te algo. (Ênclise)

Aqui você tira todas as suas dúvidas quanto ao uso da Próclise, que é a forma preferida no português falado no Brasil!

Quando Usar

  • Em orações negativas. Exemplo: Ninguém a vai visitar...
  • Com pronomes relativos, indefinidos ou demonstrativos. Exemplo: Alguns funcionários o mantém informado.
  • Com verbos antecedidos por advérbios ou expressões adverbiais. Exemplo: Certamente nos disseram a verdade.
  • Em orações exclamativas e em orações que exprimam desejo. Exemplo: Era bom que nos dissessem a verdade!
  • Em orações com conjunções subordinativas. Exemplo: Para me contar é que conheciam os fatos.
  • Com verbo no gerúndio regido da preposição em. Exemplo: Em se aproximando, perguntou o meu nome.
  • Em orações interrogativas. Exemplo: Quem te disse?

Quando não Usar

Nas situações em que se requer a ênclise:

  • Verbo no imperativo afirmativo. Exemplo: Atenda-lhe os pedidos.
  • Verbo no infinitivo impessoal. Exemplo: Quero salvar-te desse tormento.
  • Verbo inicia a oração. Exemplo: Disse-te, mas não escutaste.
  • Verbo no gerúndio. Exemplo: Adormeço contando-lhe as histórias dos piratas.

Leia Quando Usar a Mesóclise e Colocação Pronominal.

Exercício

Reescreva o texto abaixo corrigindo a colocação dos pronomes, quando necessário.

Ao telefone: “Como? Quer me encontrar?” Nunca tinha-lhe visto. Tomara nos surpreendesse, eu e a Bia, com uns belos olhos azuis, mas em tratando-se de sorte, nunca ganhei nada na loteria… “É melhor encontrar-me logo depois da escola.” Meu irmão chega (coisas dessas me acontecem nas horas mais inoportunas…). Disse-lhe, então, que tinha um cão de guarda e, embora dissesse-lhe do risco, mostrou ser corajoso...

Ao telefone: “Como? Quer me encontrar?” Nunca lhe tinha visto. Tomara nos surpreendesse, eu e a Bia, com uns belos olhos azuis, mas em se tratando de sorte, nunca ganhei nada na loteria… “É melhor me encontrar logo depois da escola.” Meu irmão chega (coisas dessas me acontecem nas horas mais inoportunas…). Disse-lhe, então, que tinha um cão de guarda e, embora lhe dissesse do risco, mostrou ser corajoso.

Márcia Fernandes
Márcia Fernandes
Professora, pesquisadora, produtora e gestora de conteúdos on-line. Licenciada em Letras pela Universidade Católica de Santos.