Rainha Elizabeth I

Juliana Bezerra

A rainha Elizabeth I (Queen Elizabeth I, em inglês) nasceu em 7 de setembro de 1533 e faleceu em 24 de março de 1603. Foi a última rainha da dinastia Tudor a ocupar o trono inglês.

Seu pai era o rei Henrique VIII e sua mãe, Ana Bolena, a segunda esposa do monarca inglês e a primeira a ser condenada à morte por ele.

Não era esperado que Elizabeth (ou Elizabete) fosse rainha da Inglaterra, pois ela tinha dois meios-irmãos mais velhos: Maria e Eduardo. Ambos subiram ao trono inglês, mas morreram sem herdeiros e por isso, Elizabeth foi declarada rainha em 1558, após o falecimento da rainha Maria I.

Também ganhou o título de “rainha virgem”, pois nunca se casou, mas é sabido que teve vários amantes e pretendentes.

Há muitas explicações sobre o motivo de ela nunca ter se casado. Provavelmente teria sido por razões políticas, pois a soberana tinha medo que, ao contrair matrimônio, ela ficaria em posição inferior ao marido.

Como não teve filhos, a monarca teve que reconhecer como herdeiro do trono a Jaime I, filho de Maria da Escócia, condenada à morte, em 1587, pela própria Elizabeth I.

Biografia e reinado de Elizabeth I

A infância da então princesa Elizabeth foi conturbada. O casamento de seus pais foi anulado e ela foi declarada filha ilegítima, e portanto, sem acesso ao trono. Somente em 1543, ela seria recolocada na linha de sucessão.

Após a morte do rei Henrique VIII, a princesa Elizabeth foi criada por Catherine Parr (a sexta esposa do monarca) e seu segundo marido, Thomas Seymour.

Assim, cresceu longe da corte, mas nem por isso deixou de receber uma excelente educação que incluía estudos de gramática, história, matemática e idiomas. Igualmente foi educada na fé protestante.

Durante o reinado de sua meia-irmã Maria I, o catolicismo voltou a ser a religião oficial da Inglaterra e os protestantes foram perseguidos. A rainha Maria I desconfiava que a princesa Elizabeth estaria tramando para derrubá-la e a enviou para prisão, mas não aceitou condená-la à morte.

Como Maria I não teve filhos, Elizabeth é proclamada rainha da Inglaterra em 17 de novembro de 1558.

Rainha Elizabeth I
Retrato da Rainha Elizabeth I realizado para celebrar a vitória sobre a marinha espanhola em 1588

A Era de Ouro inglesa (1558-1603)

O reinado da rainha Elizabeth I durou quarenta e quatro anos e é lembrado como um período de progresso, consolidação da igreja Anglicana e importantes vitórias militares. Foi um momento relevante para a história da Inglaterra e por isso é chamado de Era de Ouro.

Autores como William Shakespeare produziam peças para o teatro retratando os dilemas da época e consolidando uma nova forma de representar dramas e comédias. Outros escritores de destaque na época foram Christopher Marlowe e Ben Johnson.

Da mesma forma, expande as relações comerciais inglesas em países distantes como o Marrocos e o Império Otomano.

Reforma Protestante

A Inglaterra do tempo de Elizabeth I estava dividida entre católicos e protestantes.

Quando ela sobe ao trono, restaura a perseguição aos católicos e muitos tiveram que deixar a Inglaterra. Da mesma maneira, a rainha Elizabeth I resolveu os problemas doutrinais da igreja Anglicana com a publicação do Livro de Oração Comum (Book of Common Prayers), em 1559.

É preciso notar que a rainha Elizabeth I procura fazer uma religião que reúna tanto características católicas quanto protestantes, a fim de agradar a ambos. Do catolicismo, se conservam as vestimentas, os sacramentos e o culto a alguns santos. No entanto, acrescenta elementos protestantes como a permissão para o clero se casar, a proibição de ordens monásticas e estabelece o soberano inglês como chefe da Igreja.

A rainha Elizabeth I também rejeita as reformas radicais propostas pelos puritanos que defendiam uma visão mais próxima às teses de Calvino. Como foram perseguidos pela soberana, vários deixam o país e se dirigem às Treze Colônias.

Final do reinado e morte de Elizabeth I

O reinado de Elizabeth I significou a centralização do governo inglês e a consolidação da igreja Anglicana na Inglaterra. No entanto, a situação econômica do país não era nada satisfatória.

O fato da monarca não ter tido filhos fez com que ela apontasse a Jaime, rei da Escócia, como seu sucessor. Esta decisão agradou aos protestantes, pois Jaime havia sido educado nesta fé e não representaria uma volta ao catolicismo.

Elizabeth I morreu em em 24 de março de 1603, provavelmente de infecção respiratória.

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Juliana Bezerra
Juliana Bezerra
Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.