Benito Mussolini

Benito Mussolini (1883-1945) foi o líder do Partido Fascista, que dominou a Itália entre 1922 e 1943. Nasceu em 29 de julho de 1883 e faleceu em 28 de abril de 1943.

Mussolini se definia como reacionário, antiparlamentarista, antidemocrático, antiliberal e antissocialista e sua biografia se confunde com o partido que criou.

Biografia de Mussolini

Benito Mussolini nasceu em Predappio, província de Forli, Itália, no dia 29 de julho de 1883. Filho do socialista Alessandro Mussolini cresceu em ambientes anarquistas e socialistas.

Jornalista, em 1911, foi redator do jornal “Avanti” para o órgão do Partido Socialista. Colocou-se contra as posições de neutralidade defendidas pelo partido e pelo jornal sendo expulso do partido. Fundou o jornal Popolo d’Itália, no qual pregava a entrada da Itália na guerra.

Em Milão, em março de 1919, Mussolini criou o primeiro grupo do futuro Partido Fascista Italiano, os “Fasci de Combatimento” e os “Squadri”. Estes eram grupos de combate e esquadrão respectivamente, com o objetivo de combater pelo terror, espancamento e se necessário eliminação física dos adversários políticos.

Na sua visão totalitária, antirracional e idealista, o fascismo exaltava a força, a violência e o nacionalismo. Por conseguinte, rejeitava a democracia, o liberalismo e a luta de classe entre os trabalhadores e capitalistas.

Derrotado nas eleições desse ano, pelos populares e socialistas, reorganizou o partido em moldes militares, com milícias e grupos civis armados. Os participantes vestiam “camisas negras”, como símbolo de luto pela Itália.

A Monarquia parlamentar italiana, incapaz de controlar os fascistas, finge não ver seus métodos. Os “fasci” e os “squadri” agem livremente e são responsáveis por atentados contra, jornais de esquerda, sindicatos, líderes comunistas etc.

Pouco a pouco, Mussolini e seus “camisas negras” ganham a simpatia dos meios militares, dos conservadores, dos nacionalistas, de setores da igreja, dos grandes proprietários de terra e da classe média. Em 1921 foi eleito deputado e, como os fascistas já dispunham várias cadeiras no parlamento, iniciou o assalto ao poder.

Em outubro de 1922, Mussolini comandou aMarcha sobre Roma”, quando cerca de 50 000 “camisas negras” desfilaram pela capital e exigiam a entrega do poder. O rei Vitor Emanuel III, pressionado por militares e pela alta burguesia, convida Mussolini para ocupar o cargo de Primeiro-Ministro. O governo manteve as aparências de monarquia parlamentarista, mas Mussolini detinha plenos poderes.

Nas eleições de 1924, os fascistas obtiveram 65% dos votos, a partir de então o avanço fascista encontra poucos obstáculos para implantar o totalitarismo e liquidar com a democracia do país. Na primeira sessão parlamentar, o socialista Giacomo Matteotti denunciou a violência e as fraudes cometidas pelos fascistas nas eleições. Matteotti foi assassinado e Mussolini assumiu a responsabilidade pelo ato. O fascismo começava a mostrar sua verdadeira face.

Governo de Mussolini

Em 1925, Benito Mussolini, chamado “il Duce” (líder, em italiano), anunciou a promulgação de leis excepcionais e concentrou poderes de chefe de Estado.

Desta maneira, Mussolini era o presidente do Conselho de Estado, Chefe das Forças Armadas e líder do Partido Fascista, concentrando poderes que o permitiam governar o país sem qualquer tipo de limite. Por isso, o governo de Mussolini pode ser classificado de totalitário.

Após sofrer um atentado em 1926, fechou os jornais de oposição, dissolveu os demais partidos e perseguiu seus líderes. Também restaura a pena de morte e milhares de pessoas são condenadas à prisão, exiladas e mesmo executadas.

Igualmente, os sindicatos foram enquadrados, a greve é proibida, estabelece-se o corporativismo baseado na “Carta del Lavoro” de 1926.

Assim, o Partido Fascista de Mussolini deu impulso à industrialização a partir de 1927, com a estabilização da lira, moeda nacional da época. Cresciam os setores elétricos, naval, aeronáutico e automobilístico, porém, a crise mundial de 1929, afetou duramente esse crescimento.

Em 1928, Mussolini assina um acordo com a Igreja, pondo fim à “Questão Romana” que perdurava desde a unificação italiana em 1870.

Pelo Tratado de Latrão, assinado com o papa Pio XI, cria-se o Estado do Vaticano, a Igreja Católica recebe uma indenização pelos territórios pontifícios perdidos durante a Unificação Italiana. Em contrapartida, Mussolini obteve o apoio dos católicos e melhora usa imagem internacional.

Uma das saídas adotadas pelo governo foi ampliar seus domínios coloniais. Em 1935 invade a Abissínia – atual Etiópia - e com isso perde o apoio da França e da Inglaterra, até então seus aliados políticos. As sanções econômicas determinadas pela Sociedade das Nações fizeram a Itália recuar e buscar apoio do governo nazista alemão.

Mussolini e a Segunda Guerra

Em 1940, assinou com Adolf Hitler e com o Japão o "Pacto Tripartite", pelo qual a Alemanha nazista, Japão e Itália formavam uma aliança político-militar, contra os governos socialistas. O caminho para a Segunda Guerra Mundial estava traçado.

Apesar de receber apoio militar alemão, sofreu várias derrotas, como a frustrada tentativa de invadir a Grécia. Mais tarde, com o desembarque dos aliados na Sicília, em 1943, Benito Mussolini teve sua liderança repudiada pelo Grande Conselho Fascista, foi deposto e levado para prisão em Gran Sasso.

Benito Mussolini foi libertado pelos alemães e tentou manter-se no poder, no norte da Itália, onde fundou a República Social Italiana, também conhecida como República de Salò. No entanto, já desmoralizado e isolado, foi preso por guerrilheiros italianos, ao tentar fugir para a Suíça.

Foi julgado sumariamente e fuzilado junto com sua amante Clara Petacci, em Mezzegra, Itália, no dia 28 de abril de 1945. Seus corpos foram levados para Milão e expostos na Praça do Loreto, pendurados de cabeça para baixo.

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