Distribuição Eletrônica

Lana Magalhães

A distribuição eletrônica ou configuração eletrônica a forma como os elementos químicos são ordenados considerando o número de elétrons que eles possuem e a sua proximidade do núcleo atômico.

Distribuição eletrônica em camadas

Após terem surgido vários modelos atômicos, o modelo de Bohr sugeriu a organização da eletrosfera em órbitas.

Os elétrons se organizam e distribuem-se pelas camadas eletrônicas, estando uns mais próximos do núcleo e outros mais distantes.

Distribuição Eletrônica
Quanto mais distantes do núcleo, mais energia têm os elétrons

Então, surgiram as 7 camadas eletrônicas (K, L, M, N, O, P e Q), as quais são representadas pelas linhas horizontais numeradas de 1 a 7 na tabela periódica.

Os elementos que constam nas mesmas linhas apresentam o mesmo número máximo de elétrons e também os mesmos níveis de energia.

Com isso, é possível observar que os elétrons encontram-se em níveis e sub-níveis de energia. Assim, cada um possui uma determinada quantidade de energia.


Nível de Energia

Camada Eletrônica

Nº Máximo de Elétrons
K 2
L 8
M 18
N 32
O 32
P 18
Q 8

A camada de valência é a última camada eletrônica, ou seja, a camada mais externa do átomo. Segundo a Regra do Octeto, os átomos possuem a tendência de se estabilizarem e ficarem neutros.

Isso acontece quando eles apresentam a mesma quantidade de prótons e nêutrons, com oito elétrons na última camada eletrônica.

Posteriormente, surgiram os subníveis de energia, representados pelas letras minúsculas s, p, d, f. Cada subnível suporta um número máximo de elétrons:

Subníveis Número máximo de elétrons
s 2
p 6
d 10
f 14

Diagrama de Pauling

O químico estadunidense Linus Carl Pauling (1901-1994) estudou as estruturas atômicas e elaborou um esquema até hoje utilizado.

Pauling descobriu uma forma de colocar todos os subníveis de energia em ordem crescente, usando para tanto o sentido diagonal. O esquema ficou conhecido como o Diagrama de Pauling.

Distribuição Eletrônica
Diagrama de Linus Pauling

Ordem crescente: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d10 5p6 6s2 4f14 5d10 6p6 7s2 5f14 6d10 7p6

Observe que o número indicado à frente do subnível de energia corresponde ao nível de energia.

Por exemplo, em 1s2:

  • s indica o subnível energético
  • 1 indica o primeiro nível, localizado na camada K
  • expoente 2 indica o número de elétrons existentes nesse subnível

Como fazer a distribuição eletrônica?

Para entender melhor o processo de distribuição eletrônica, observe abaixo o exercício resolvido.

1. Faça a distribuição eletrônica do elemento Ferro (Fe) que apresenta número atômico 26 (Z = 26):

Ao aplicar o Diagrama de Linus Pauling, percorre-se as diagonais no sentido indicado no modelo. Preenche-se os subníveis de energia com os números máximos de elétrons por camada eletrônica, até completar os 26 elétrons do elemento.

Para fazer a distribuição, esteja atento ao número total de elétrons em cada subnível e nas respectivas camadas eletrônicas:

K - s2
L - 2s2 2p6
M - 3s2 3p6 3d10
N - 4s2

Observe que não foi necessário fazer a distribuição eletrônica em todas as camadas, visto que o número atômico do Ferro é 26.

Assim, a distribuição eletrônica desse elemento é representada da seguinte maneira: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d6. A soma dos números expoentes totalizam 26, ou seja, o número total de elétrons presentes no átomo de Ferro.

Se a distribuição eletrônica for indicada por camadas representa-se da seguinte maneira: K = 2; L = 8; M = 14; N = 2.

Aproveite para testar os seus conhecimentos e faça:

Na tabela periódica, isso é mostrado da seguinte forma:

Distribuição Eletrônica
Distribuição eletrônica do ferro na tabela periódica

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Lana Magalhães
Lana Magalhães
Licenciada em Ciências Biológicas (2010) e Mestre em Biotecnologia e Recursos Naturais pela Universidade do Estado do Amazonas/UEA (2015). Doutoranda em Biodiversidade e Biotecnologia pela UEA.