Durkheim

Émile Durkheim foi um sociólogo, filósofo e antropólogo francês. Um dos maiores teóricos de todos os tempos, ele é considerado o "pai da sociologia".

Biografia de Durkheim

David Émile Durkheim nasceu em Épinal, na França, no dia 15 de abril de 1858.

Aos 21 anos de idade, ingressou na Escola Normal Superior de Paris, onde se graduou em Filosofia no ano de 1882, sob a tutela de Fustel de Coulanges.

Durkheim

Seus trabalhos teóricos começaram quando ingressou Universidade de Bordeaux como professor de pedagogia e ciência social. A partir daí, irá desafiar a sociedade acadêmica ao instituir um novo campo do saber: a Sociologia.

Ele publicou centenas de estudos sociais, acerca de temas como educação, crimes, religião e suicídio, até morrer em Paris em 15 de novembro de 1917, onde encontra-se enterrado no Cemitério do Montparnasse.

O surgimento da sociologia de Durkheim

Além de ser o fundador da "Escola Francesa de Sociologia", Émile Durkheim acumula mais alguns atributos, como constituir a Sociologia Moderna, ao lado de Max Weber.

Além disso, é um dos responsáveis por tornar a sociologia uma disciplina acadêmica, ao conciliar a pesquisa empírica com a teoria, embasadas em rigorosos métodos.

As regras do método sociológico

É de suma importância para ciência moderna sua obra "As regras do método sociológico" publicada em 1895.

Ela define uma metodologia de estudo que irá fundamentar toda área das ciências sociais. É aqui que Durkheim estabelece as bases para a sociologia enquanto ciência, defendendo uma nova disciplina científica quando a legitimidade gerava desconfiança por grande parte dos seus pares.

Teorias e pensamentos de Durkheim

Ao afirmar que "os fatos sociais devem ser tratados como coisas", ele coloca o objeto sociológico enquanto objeto científico.

Assim, ele considerava que só a ciência e um novo paradigma racionalista poderiam conduzir a respostas acertadas frente as mudanças sociais cada vez mais rápidas.

A grosso modo, sua obra constitui uma “teoria da coesão social”, para responder como as sociedades poderiam manter a sua integridade e coerência na era moderna, enquanto dimensões como religião e etnia pareciam desmoronar.

Segundo ele, o homem seria um animal bestial que só se tornou humano na medida em que tornou-se sociável.

Assim, o procedimento de aprendizagem, o qual Durkheim chamou de "Socialização", é o fator basilar na construção de uma “consciência coletiva”, estabelecida durante a nossa socialização.

Um de seus principais argumentos foi o da determinança dos "fatos sociais", os quais nos ensinam como devemos ser sentir e fazer.

Isso porque o que as pessoas sentem, pensam ou fazem não dependem totalmente de suas vontades individuais, visto que seja uma conduta instituída pela sociedade.

Aqui, três propriedades são cruciais: generalidade, exterioridade e coercitividade. Estas são as leis que conduzem o comportamento social, ou seja, o que governa os fatos sociais.

Sua teoria também ficara conhecida como Funcionalista, uma vez que faz uma analogia com as funções do organismo. A existência e a qualidade de diferentes partes da sociedade são decompostas pelos papéis que exercem para manter o meio social balanceado.

Instituição Social e Anomia

Ainda neste tema, seus conceitos básicos serão "instituição social" e "anomia".

Assim, instituição social seria o conjunto de regras e artifícios uniformizados socialmente para conservar a organização do grupo e, por isso, são reacionárias por essência, (exemplo: família, escola, governo, polícia).

Elas atuam perpetrando a oposição contra as mudanças, pela conservação da ordem.

Já a anomia, seria uma situação em que a sociedade ficaria sem regras claras, sem valores e sem limites. Quando as mesmas podem ver-se incapazes de integrar determinados indivíduos estão dela afastados devido ao abrandamento da consciência coletiva.

Este conceito foi utilizado, inclusive, para classificar os tipos de suicídio: suicídio altruísta, suicídio egoísta e suicídio anômico.

Saiba mais sobre alguns temas relacionados:

Principais obras de Durkheim

  • Da divisão do trabalho social (1893)
  • Regras do método sociológico (1895)
  • O suicídio (1897)
  • A educação moral (1902)
  • Sociedade e trabalho (1907)
  • As formas elementares de vida religiosa (1912)
  • Lições de Sociologia (1912)