Economia Feudal

Juliana Bezerra

A economia feudal, inserida contexto do feudalismo, era uma economia agrária e de subsistência baseada na posse de terras (feudos).

Lembre-se que o feudalismo foi uma organização econômica, política, social e cultural. Perdurou na Europa Ocidental entre os séculos V ao XV, durante o período denominado de Idade Média.

O que eram os Feudos?

Os feudos, considerados a base econômica da economia feudal, representavam grandes extensões de terra localizadas na área rural, os quais eram comandados pelos senhores feudais.

Neles era possível encontrar o castelo fortificado, as aldeias, as terras para cultivo, os pastos e os bosques, etc. O feudo estava dividido em basicamente três partes:

  • Manso Senhorial: as melhores e maiores terras do feudo que pertenciam ao senhor feudal, suficientes para sustentar sua família. No entanto, os senhores não trabalhavam, sendo essa terra cultivada pelos servos ou camponeses.
  • Manso Servil: terra dos servos, onde cultivavam seus produtos, produzindo o necessário para a sobrevivência. Em troca, eles realizavam diversas obrigações e pagavam impostos aos senhores feudais.
  • Manso Comum: área comum a todos os grupos que incluía os pastos, as florestas e os bosques. Aqui, os produtos cultivados eram de uso de todos, sendo um local destinadas ao cultivo, à caça e para pastagens dos animais.

Características da Economia Feudal: Resumo

Baseada numa economia agrária e autossuficiente, ou seja, produziam tudo o que necessitavam, a economia feudal esteve dedicada ao consumo local e não às trocas comerciais.

Nesse caso, as trocas de mercadorias (ou escambo) eram realizadas através de produtos cultivados nos feudos, visto que não existia um sistema monetário (moeda).

A agricultura era a principal atividade desenvolvida no feudalismo, ainda que o artesanato fosse marcante. O artesanato servia para a produção de ferramentas e matérias de uso doméstico.

Vale lembrar que o sistema social desse período esteve marcado por uma sociedade estamental (dividida em estamentos) que não possuía mobilidade social, ou seja, nasceu servo, morrerá servo. Assim, faziam parte da estrutura feudal quatro grupos: reis, clero, nobres, servos.

Esse último grupo (servos) eram os que trabalhavam nas terras (agricultura, pecuária, nos castelos, etc.) senhoriais em troca de habitação, comida e proteção.

Eles cultivavam os produtos, cuidavam dos animais, serviam os senhores em seus castelos, seja lavar ou fazer a comida.

Além de fazerem a maior parte do trabalho que girava a economia feudal, os servos pagavam diversos tributos (ou impostos), sendo que os mais importantes eram:

  • Corveia: representava o cultivo das terras senhoriais que devia ser realizada pelos servos pelo menos 2 vezes por semana.
  • Talha: imposto em que os servos estavam obrigados a entregar cerca de metade de sua produção ao senhor feudal.
  • Capitação: significava o imposto pago pelos servos aos senhores feudais, relativos ao número de pessoa, ou seja, por cabeça.
  • Banalidade: imposto pago pela utilização dos equipamentos e instalações, ou seja, o servo pagava uma taxa ao senhor feudal para usar o moinho, o forno, etc.

Saiba mais sobre o feudalismo:

Juliana Bezerra
Juliana Bezerra
Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.