Escambo


Escambo é uma atividade de troca que era utilizada quando ainda não havia sistema monetário. Essa troca, conhecida também como permuta ou troca direta, envolvia apenas coisas, serviços ou ambos.

Muito comum entre a comunidade indígena, durante a colonização do Brasil o escambo foi utilizado na extração do pau-brasil.

O trabalho decorrente do corte e do transporte da madeira feito pelos índios era “pago” com utensílios de pouco valor para os colonizadores. Espelhos, facões, perfumes ou aguardente eram os utensílios que os índios recebiam dos portugueses.

Também foi utilizado no sistema feudal, até ser substituído por outras relações comerciais, na medida em que o sistema econômico exigia mais. Isso aconteceu em decorrência do desenvolvimento das cidades, além de outros fatores.

Lembrando que nessa troca não há qualquer envolvimento de dinheiro.

Ainda hoje essa atividade pode ser evidenciada em basicamente duas situações: em meios pequenos e em situações de crise.

É o que acontece quando uma pessoa que cultiva um determinado produto hortícula para consumo próprio, troca com o seu vizinho o produto hortícula que o outro cultiva. Nesse caso, constata-se uma prática interessante de cooperação e de consciência.

Em situações de crise, o escambo pode ser a forma encontrada para ultrapassar a escassez de produtos específicos. Como exemplo, podemos citar a crise financeira russa na década de 90 e, posteriormente, na Venezuela.

Em meio à crise, os venezuelanos permanecem horas em filas para conseguir mercadorias e trocam com outras pessoas que conseguem outros tipos de produtos.

No entanto, o fato de não haver valores estabelecidos pode fazer com que a troca seja injusta. É o caso dos indígenas, por exemplo, uma vez que o que se passou com eles pode ser caracterizado como forma de exploração.

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