Exercícios de Conjunções

Daniela Diana

As conjunções são termos usados para ligar duas orações ou palavras de mesmo valor gramatical estabelecendo uma relação entre elas. Já as locuções conjuntivas são duas ou mais palavras que possuem o valor de conjunção.

É porque esse tema está muito presente nos vestibulares, Enem e concursos, o Toda Matéria selecionou os melhores exercícios para você testar já seus conhecimentos.

1. (PUC-SP) Assinale a alternativa que possa substituir, pela ordem, as partículas de transição dos períodos abaixo, sem alterar o significado delas.

"Em (primeiro lugar), observemos o avô. (Igualmente), lancemos um olhar para a avó. (Também) o pai deve ser observado. Todos são altos e morenos. (Consequentemente), a filha também será morena e alta."

a) primeiramente, ademais, além disso, em suma
b) acima de tudo, também, analogamente, finalmente
c) primordialmente, similarmente, segundo, portanto
d) antes de mais nada, da mesma forma, por outro lado, por conseguinte
e) sem dúvida, intencionalmente, pelo contrário, com efeito.

Alternativa d: antes de mais nada, da mesma forma, por outro lado, por conseguinte.

"Antes de mais nada, observemos o avô. Da mesma forma, lancemos um olhar para a avó. Por outro lado, o pai deve ser observado. Todos são altos e morenos. Por conseguinte, a filha também será morena e alta."

A melhor forma de resolver este exercício é pelo método da exclusão:

  1. "sem dúvida" (alternativa e) é a única que não faz sentido no início da primeira oração e, por isso, pode ser excluída.
  2. Todas as alternativas restantes poderiam ser usadas na segunda oração.
  3. Não faz sentido completar a terceira oração com "segundo" (alternativa c). Assim, essa alternativa também pode ser excluída.
  4. Restam-nos as alternativas "a", "b" e "d".
  5. A locução "em suma" (alternativa a) indica resumo e "finalmente" (alternativa b) indica conclusão. Esses não são os significados esperados na quarta oração. "Por conseguinte" (alternativa d) é a melhor forma de introduzir a última oração, afinal é a única que traz a ideia de consequência.

2. (Enem-2014)

Miss Universo: "As pessoas racistas devem procurar ajuda"

SÃO PAULO - Leila Lopes, de 25 anos, não é a primeira negra a receber a faixa de Miss Universo. A primazia coube a Janelle "Penny" Commissiong, de Trinidad e Tobago, vencedora do concurso em 1977. Depois dela vieram Chelsi Smith, dos Estados Unidos, em 1995; Wendy Fitzwilliam, também de Trindad e Tobago, em 1998, e Mpule Kwelagobe, de Botswana, em 1999. Em 1986, a gaúcha Deise Nunes, que foi a primeira negra a se eleger Miss Brasil, ficou em sexto lugar na classificação geral. Ainda assim a estupidez humana faz com que, vez ou outra, surjam manifestações preconceituosas como a de um site brasileiro que, às vésperas da competição, e se valendo do anonimato de quem o criou, emitiu opiniões do tipo "Como alguém consegue achar uma preta bonita?" Após receber o título, a mulher mais linda do mundo - que tem o português como língua materna e também fala fluentemente o inglês - disse o que pensa de atitudes como essa e também sobre como sua conquista pode ajudar os necessitados de Angola e de outros países.

COSTA, D. Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 10 set 2011 (adaptado)

O uso da expressão “ainda assim” presente nesse texto tem como finalidade

a) criticar o teor das informações fatuais até ali veiculadas.
b) questionar a validade das ideias apresentadas anteriormente.
c) comprovar a veracidade das informações expressas anteriormente.
d) introduzir argumentos que reforçam o que foi dito anteriormente.
e) enfatizar o contrassenso entre o que é dito antes e o que vem em seguida.

Alternativa e: enfatizar o contrassenso entre o que é dito antes e o que vem em seguida.

O texto começa citando uma série de vencedoras negras do concurso Miss Universo. De seguida, fala no racismo ainda existente.

Leia também Valor semântico: preposições e conjunções.

3. (PUC-SP) No período: "Da própria garganta saiu um grito de admiração, que Cirino acompanhou, embora com menos entusiasmo", a palavra destacada expressa uma ideia de:

a) explicação
b) concessão
c) comparação
d) modo
e) consequência

Alternativa b: concessão.

A conjunção "embora" traz a ideia de oposição entre as orações relacionadas. Isso porque concessão é sinônimo de permissão.

Em termos gramaticais, é a permissão pra fazer algo contrário ao que consta na oração principal (gritar de admiração, mas com menos entusiasmo).

Quanto às alternativas restantes:

a) Exemplos de conjunções que trazem a ideia de explicação: pois, porquanto, porque.
c) Exemplos de conjunções que trazem a ideia de comparação: como, do que, que.
d) Exemplos de conjunções que trazem a ideia de modo: assim como, como, tal qual.
e) Exemplos de conjunções que trazem a ideia de consequência: por isso, portanto, que.

4. (Enem-2010)

Os filhos de Anna eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas.

LISPECTOR, C. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

A autora emprega por duas vezes o conectivo mas no fragmento apresentado. Observando aspectos da organização, estruturação e funcionalidade dos elementos que articulam o texto, o conectivo mas

a) expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em que aparece no texto.
b) quebra a fluidez do texto e prejudica a compreensão, se usado no início da frase.
c) ocupa posição fixa, sendo inadequado seu uso na abertura da frase.
d) contém uma ideia de sequência temporal que direciona a conclusão do leitor.
e) assume funções discursivas distintas nos dois contextos de uso.

Alternativa e: assume funções discursivas distintas nos dois contextos de uso.

Na sua primeira aparição, o conectivo "mas" traz a ideia de compensação (está calor, mas há vento). Na segunda, por sua vez, "mas" é usado para enfatizar "as sementes que tinha na mão".

5. (UFPB-2010) No fragmento “A vida ganhou em qualidade, prorrogando a juventude, sem com isso perder os benefícios da longevidade bem-vinda [...]", a oração destacada expressa ideia de:

a) Condição
b) Consequência
c) Concessão
d) Comparação
e) Causa

Alternativa c: Concessão.

Concessão é sinônimo de permissão. Isso quer dizer que a vida ganhou qualidade e concedeu benefícios da longevidade.

Quanto às alternativas restantes:

a) Exemplos de conjunções que trazem a ideia de condição: caso, eventualmente, se.
b) Exemplos de conjunções que trazem a ideia de consequência: já que, portanto, que.
d) Exemplos de conjunções que trazem a ideia de comparação: como, igualmente, segundo.
e) Exemplos de conjunções que trazem a ideia de causa: pois, porquanto, visto como.

6. (PUC-SP) Em: “… ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar das ondas…” a partícula como expressa uma ideia de:

a) comparação
b) causa
c) explicação
d) conclusão
e) proporção

Alternativa a: comparação.

A conjunção "como" está fazendo o papel de comparar os bocejos fortes com o marulhar das ondas.

Outros exemplos de conjunções comparativas que poderiam ser utilizados:

… ouviam-se amplos bocejos, fortes assim como o marulhar das ondas…
… ouviam-se amplos bocejos, fortes tal qual o marulhar das ondas…

7. (UEL-PR) Não gostava muito de novelas policiais; admirava, porém, a técnica de seus autores. Comece com: Admirava a técnica...

a) visto como
b) enquanto
c) conquanto
d) porquanto
e) à medida que

Alternativa c: conquanto.
Admirava a técnica de seus autores, conquanto não gostava muito de novelas policiais.

"Conquanto" é uma conjunção concessiva. Ela admite um fato contrário (admirar a técnica, mas não gostar das novelas).

Quanto às alternativas restantes:

a) "visto como" é uma conjunção causal.
b) "enquanto" é uma conjunção de tempo ou proporção.
d) "porquanto" é uma conjunção explicativa ou causal.
e) "à medida que" é uma conjunção proporcional.

8. (Fuvest-SP) "Podem acusar-me: estou com a consciência tranqüila." Os dois pontos (:) do período acima poderiam ser substituídos por vírgula, explicitando-se o nexo entre as duas orações pela conjunção:

a) portanto
b) e
c) como
d) pois
e) embora

Alternativa d: pois.

A conjunção "pois" é explicativa. Assim, na oração se esclarece que alguém pode ser acusado porque esse alguém está com a consciência tranquila.

Quanto às alternativas restantes:

a) "portanto" pode trazer a ideia de consequência, entre outras.
b) "e" pode trazer a ideia de consequência, entre outras.
c) "como" pode trazer a ideia de causa ou comparação, entre outras.
e) "embora" traz a ideia de concessão.

9. (Mackenzie-SP) Assinale “como” assume a mesma função que exerce em "como fosse trazido à sua presença um pirata".

a) Como você conseguiu chegar até aqui?
b) Como todos podem ver, a situação não é das melhores.
c) Não só leu os livros indicados, como também outros de interesse pessoal.
d) Como não telefonou, resolvi procurá-lo pessoalmente.
e) O arquiteto projetou o jardim exatamente como lhe pediram.

Alternativa d: Como não telefonou, resolvi procurá-lo pessoalmente.

Nesta caso, a conjunção "como" traz a ideia de causa.

Quanto às alternativas restantes:

a) Traz a ideia de modo ou forma: De que forma você conseguiu chegar?
b) Traz a ideia de conformidade: Conforme todos podem ver...
c) Traz a ideia de adição: Não só leu os livros indicados e também outros.
e) Traz a ideia de semelhança ou conformidade: O arquiteto projetou o jardim exatamente do mesmo modo que lhe pediram.

10. (Fuvest-SP) "Que não pedes um diálogo de amor, é claro, desde que impões a cláusula da meia-idade."

O segmento destacado poderia ser substituído, sem alteração do sentido da frase, por:

a) desde que imponhas.
b) se bem que impões.
c) contanto que imponhas.
d) conquanto imponhas.
e) porquanto impões.

Alternativa e: porquanto impões.
"Que não pedes um diálogo de amor, é claro, porquanto impões a cláusula da meia-idade."

"Desde que" é uma locução conjuntiva que exprime condição.

Quanto à alternativa a):
"Impões" está na segunda pessoa do singular (tu), tal como "imponhas". No entanto, "impões" está no presente do indicativo e "imponhas" está no presente do subjuntivo.

Quanto à alternativa b):
"Se bem que" é uma locução conjuntiva que exprime concessão, permissão.

Quanto à alternativa c):
"Se bem que" é uma locução conjuntiva que exprime condição. Apesar disso, além de não ter o mesmo sentido de "desde que", o verbo "impor" está conjugado no modo subjuntivo e não no indicativo, como na oração destacada.

Quanto à alternativa d):
"Conquanto" é uma locução conjuntiva que exprime concessão, permissão.

11. (Enem-2016)

O senso comum é que só os seres humanos são capazes de rir. Isso não é verdade?

Não. O riso básico — o da brincadeira, da diversão, da expressão física do riso, do movimento da face e da vocalização — nós compartilhamos com diversos animais. Em ratos, já foram observadas vocalizações ultrassônicas — que nós não somos capazes de perceber — e que eles emitem quando estão brincando de “rolar no chão”. Acontecendo de o cientista provocar um dano em um local específico no cérebro, o rato deixa de fazer essa vocalização e a brincadeira vira briga séria. Sem o riso, o outro pensa que está sendo atacado. O que nos diferencia dos animais é que não temos apenas esse mecanismo básico. Temos um outro mais evoluído. Os animais têm o senso de brincadeira, como nós, mas não têm senso de humor. O córtex, a parte superficial do cérebro deles, não é tão evoluído como o nosso. Temos mecanismos corticais que nos permitem, por exemplo, interpretar uma piada.

Disponível em: http://globonews.globo.com. Acesso em: 31 maio 2012 (adaptado).

A coesão textual é responsável por estabelecer relações entre as partes do texto. Analisando o trecho “Acontecendo de o cientista provocar um dano em um local específico no cérebro”, verifica-se que ele estabelece com a oração seguinte uma relação de

a) finalidade, porque os danos causados ao cérebro têm por finalidade provocar a falta de vocalização dos ratos.
b) oposição, visto que o dano causado em um local específico no cérebro é contrário à vocalização dos ratos.
c) condição, pois é preciso que se tenha lesão específica no cérebro para que não haja vocalização dos ratos.
d) consequência, uma vez que o motivo de não haver mais vocalização dos ratos é o dano causado no cérebro.
e) proporção, já que à medida que se lesiona o cérebro não é mais possível que haja vocalização dos ratos.

Alternativa c: condição, pois é preciso que se tenha lesão específica no cérebro para que não haja vocalização dos ratos.

O gerúndio "acontecendo" expressa, neste caso, condição. É o mesmo que dizer: "Se o cientista provocar um dano em um local específico no cérebro..."

12. (UFMS-2010) Observe o emprego das conjunções nos períodos abaixo.

I. Ora Maria estuda História, ora ela ouve música.
II. Ou você estuda História, ou você ouve música.
III. Se você for estudar História, não ouvirá música.
IV. Se você for ouvir música, não estudará História.

Levando em consideração que a conjunção é um dos elementos linguísticos responsáveis pela orientação argumentativa do discurso, é correto afirmar:

1) O sentido de alternância só ocorre no caso de I, pois é possível que a pessoa, no caso Maria, faça as duas coisas: estudar e ouvir música.
2) Em II, III e IV não existe a possibilidade de as duas coisas se realizarem, porque há a ideia de uma exclusão explícita, marcada tanto pela conjunção “ou” como pela conjunção “se”.
4) A idéia de alternância está presente em todos os períodos, uma vez que se trata de períodos compostos por orações subordinadas alternativas.
8) A alternância é nítida em II, III e IV, que são períodos cujas orações classificam-se como “condicionais”.
16) A conjunção “ou” nem sempre expressa exclusão.

Alternativas corretas:

2) Em II, III e IV não existe a possibilidade de as duas coisas se realizarem, porque há a ideia de uma exclusão explícita, marcada tanto pela conjunção “ou” como pela conjunção “se”.

Em I estudar e ouvir música são tarefas que podem ser realizadas de forma alternada. "Ora" é uma locução conjuntiva alternativa.

16) A conjunção “ou” nem sempre expressa exclusão.

A conjunção "ou" também pode indicas alternativa e substituição.

13. (Enem-2014)

Tarefa

Morder o fruto amargo e não cuspir
Mas avisar aos outros quanto é amargo
Cumprir o trato injusto e não falhar
Mas avisar aos outros quanto é injusto
Sofrer o esquema falso e não ceder
Mas avisar aos outros quanto é falso
Dizer também que são coisas mutáveis...
E quando em muitos a não pulsar
— do amargo e injusto e falso por mudar —
então confiar à gente exausta o plano
de um mundo novo e muito mais humano.

CAMPOS, G. Tarefa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981.

Na organização do poema, os empregos da conjunção “mas” articulam, para além de sua função sintática,

a) a ligação entre verbos semanticamente semelhantes.
b) a oposição entre ações aparentemente inconciliáveis.
c) a introdução do argumento mais forte de uma sequência.
d) o reforço da causa apresentada no enunciado introdutório.
e) a intensidade dos problemas sociais presentes no mundo.

Alternativa c: a introdução do argumento mais forte de uma sequência.

O título do poema é "tarefa", que é entendida como o aviso aos outros das difíceis ações realizadas. O autor propõe as sequências "morder o fruto, cumprir o trato e sofrer o esquema, mas avisar aos outros".

14. (Fuvest-SP) Nas frases abaixo, cada espaço pontilhado corresponde a uma conjunção retirada.

  1. "Porém já cinco sóis eram passados (....) dali nos partíramos."
  2. (....) estivesse doente faltei à escola.
  3. (...) haja maus nem por isso devemos descrer dos bons.
  4. Pedro será aprovado (...) estude.
  5. (...) chova sairei de casa.

As conjunções retiradas são, respectivamente:

a) quando, embora, mesmo que, desde que, ainda que.
b) que, como, embora, desde que, ainda que.
c) como, que, porque, ainda que, desde que.
d) que, ainda que, embora, como, logo que.
e) que, quando, embora, desde que, já que

Alternativa b: que, como, embora, desde que, ainda que.

  1. "Porém já cinco sóis eram passados que dali nos partíramos." (exprime explicação)
  2. Como estivesse doente faltei à escola. (exprime causa)
  3. Embora haja maus nem por isso devemos descrer dos bons. (exprime concessão, contraste)
  4. Pedro será aprovado desde que estude. (exprime condição)
  5. Ainda que chova sairei de casa. (exprime concessão, contraste)

15. (Enem-2015)

Da timidez

Ser um tímido notório é uma contradição. O tímido tem horror a ser notado, quanto mais a ser notório. Se ficou notório por ser tímido, então tem que se explicar. Afinal, que retumbante timidez é essa, que atrai tanta atenção? Se ficou notório apesar de ser tímido, talvez estivesse se enganando junto com os outros e sua timidez seja apenas um estratagema para ser notado. Tão secreto que nem ele sabe. É como no paradoxo psicanalítico, só alguém que se acha muito superior procura o analista para tratar um complexo de inferioridade, porque só ele acha que se sentir inferior é doença.

[...]

O tímido tenta se convencer de que só tem problemas com multidões, mas isto não é vantagem. Para o tímido, duas pessoas são uma multidão. Quando não consegue escapar e se vê diante de uma plateia, o tímido não pensa nos membros da plateia como indivíduos. Multiplica-os por quatro, pois cada indivíduo tem dois olhos e dois ouvidos. Quatro vias, portanto, para receber suas gafes. Não adianta pedir para a plateia fechar os olhos, ou tapar um olho e um ouvido para cortar o desconforto do tímido pela metade. Nada adianta. O tímido, em suma, é uma pessoa convencida de que é o centro do Universo, e que seu vexame ainda será lembrado quando as estrelas virarem pó.

VERISSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

Entre as estratégias de progressão textual presentes nesse trecho, identifica-se o emprego de elementos conectores. Os elementos que evidenciam noções semelhantes estão destacados em:

a) “Se ficou notório por ser tímido "e "[...] então tem que se explicar".
b) “[...] então tem que se explicar" e "[...] quando as estrelas virarem pó".
c) "[...] ficou notório apesar de ser tímido[...]" e "[...] mas isto não é vantagem [...]".
d) “[...] um estratagema para ser notado [...]" e "Tão secreto que nem ele sabe".
e) “[...] como no paradoxo psicanalítico [...]" e "[...] porque só ele acha [...]".

Alternativa c: "[...] ficou notório apesar de ser tímido[...]" e "[...] mas isto não é vantagem [...]".
"Apesar de" e "mas" introduzem fatos contrários ao da oração principal, ou seja, exprimem concessão.

Quanto às alternativas restantes:

a) "Se" e "então" exprimem, respectivamente, condição e conclusão.
b) "Então" e "quando" exprimem, respectivamente, conclusão e temporalidade.
d) "Para" e "que nem" exprimem, respectivamente, finalidade e adição.
e) "Como" e "porque" exprimem, respectivamente comparação e explicação.

Daniela Diana
Daniela Diana
Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.