Jogos Olímpicos de Inverno: o que são, história e modalidades
Os Jogos Olímpicos de Inverno são um grande evento esportivo internacional dedicado às modalidades praticadas na neve e no gelo. Eles fazem parte do movimento olímpico e reúnem atletas de diversos países para competir em esportes que exigem habilidade em ambientes de baixas temperaturas.
Além das competições, os Jogos Olímpicos de Inverno simbolizam união, respeito e superação, já que muitos atletas treinam por anos em condições climáticas extremas para representar seus países. Também impulsionam o turismo e a visibilidade das cidades-sede, que precisam ter infraestrutura adequada para esportes de inverno.
Ou seja, trata-se de uma celebração mundial do esporte em clima frio, que destaca modalidades específicas, promove a paz entre os povos e inspira pessoas ao redor do mundo por meio das histórias de dedicação dos atletas.
Neste conteúdo você encontra:
- Modalidades presentes nas Olimpíadas de Inverno
- Quando os Jogos Olímpicos de Inverno acontecem
- Principais diferenças entre os jogos olímpicos de inverno e verão
- Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026
- História e evolução das Olimpíadas de Inverno: como se originou e principais marcos históricos
- Funcionamento das Olimpíadas de Inverno
- Representatividade do Brasil nas Olimpíadas de Inverno

Modalidades presentes nas Olimpíadas de Inverno
As modalidades são divididas em esportes de neve e esportes de gelo, são elas:
Esportes de Neve

Nos Jogos Olímpicos de Inverno, os esportes de neve reúnem modalidades praticadas em montanhas ou pistas nevadas, exigindo dos atletas equilíbrio, resistência, velocidade e domínio técnico. Entre eles está o esqui alpino, com provas de descida e slalom em percursos com curvas e obstáculos. O esqui cross-country, ou esqui de fundo, envolve corridas de longa distância em terrenos nevados.
O salto com esqui é marcado pelos saltos em rampas de grande altura, enquanto o combinado nórdico reúne salto e corrida de esqui na mesma competição. O biatlo mistura esqui de fundo com tiro ao alvo, exigindo resistência e precisão.
Também fazem parte desse grupo o snowboard e o freestyle ski, modalidades com manobras e saltos acrobáticos. Como novidade, o programa olímpico passou a incluir o esqui de montanha, que envolve subidas, trechos a pé e descidas técnicas na neve.
Esportes de Gelo

Os esportes de gelo acontecem em pistas congeladas e podem ser individuais ou coletivos. A patinação artística combina técnica e expressão corporal em apresentações individuais, em duplas ou em equipes. Já a patinação de velocidade é disputada em corridas contra o tempo, havendo também a versão em pista curta (short track), com provas mais rápidas e dinâmicas.
Entre os esportes coletivos destaca-se o hóquei no gelo. O curling é uma modalidade estratégica, em que os atletas deslizam pedras no gelo em direção a um alvo.
Completam o programa as provas de trenó: o bobsled, disputado em equipes; o skeleton, com descida de cabeça para frente; e o luge, realizado individualmente ou em duplas, com descida de costas em alta velocidade.
Quando os Jogos Olímpicos de Inverno acontecem
Os Jogos Olímpicos são realizados em um intervalo de tempo já definido pela organização do movimento olímpico mundial. Tanto os Jogos de Verão quanto os Jogos de Inverno acontecem a cada quatro anos, reunindo atletas de diversos países para competir em várias modalidades esportivas.
Os Jogos Olímpicos de Verão e os Jogos Olímpicos de Inverno não ocorrem no mesmo ano. Eles são organizados de forma intercalada, ou seja, há sempre um intervalo de dois anos entre um e outro.
Na prática, a organização do calendário olímpico funciona de forma alternada. Em um primeiro momento, é realizada a edição dos Jogos Olímpicos de Verão, após um intervalo de dois anos, acontecem os Jogos Olímpicos de Inverno. Passados mais dois anos, os Jogos de Verão voltam a ser realizados novamente. Assim, embora cada edição específica ocorra de quatro em quatro anos, sempre há uma Olimpíada acontecendo a cada dois anos, mantendo viva a tradição e o movimento esportivo mundial.
Essa forma de organização do calendário olímpico também é importante porque garante que os países tenham tempo suficiente para se preparar. Nesse período, as nações conseguem investir no treinamento de seus atletas, melhorar o desempenho das equipes e organizar melhor sua participação. Além disso, as cidades-sede precisam construir novas instalações esportivas ou adaptar espaços já existentes, garantindo que estejam adequados para receber as competições com segurança e qualidade.
Outro ponto fundamental é o planejamento geral do evento, que envolve transporte, hospedagem, segurança e estrutura para o público e para as delegações. Todo esse tempo de preparação é essencial para que os Jogos Olímpicos aconteçam de maneira organizada e bem-sucedida.
Abaixo, todas as edições que ocorreram até o momento:

Principais diferenças entre os jogos olímpicos de inverno e verão
Quando falamos em Olimpíadas, muitas pessoas pensam apenas nas modalidades mais conhecidas, como futebol, vôlei e atletismo. Porém, o movimento olímpico é dividido em dois grandes eventos: os Jogos de Verão e os Jogos de Inverno, cada um com características próprias.
Os Jogos Olímpicos de Verão e os Jogos Olímpicos de Inverno fazem parte do mesmo movimento esportivo mundial, porém apresentam diferenças importantes relacionadas ao tipo de prática, ao ambiente e à estrutura necessária para a realização das competições.
Uma das principais diferenças está no tipo de esporte praticado. Nos Jogos de Verão, as modalidades acontecem em quadras, campos, pistas e piscinas, reunindo esportes bastante populares, como futebol, vôlei, atletismo e natação. Já nos Jogos de Inverno, as provas são realizadas na neve ou no gelo, incluindo esportes como esqui, snowboard, patinação artística e hóquei no gelo, que exigem equilíbrio, controle corporal e adaptação ao frio extremo.
Outra diferença importante diz respeito ao clima necessário para a realização. Os Jogos de Verão podem acontecer em diferentes regiões do mundo, inclusive em países de clima tropical, pois não dependem de condições climáticas específicas. Por outro lado, os Jogos de Inverno precisam de temperaturas muito baixas e locais com neve natural ou estruturas artificiais congeladas, o que limita as cidades-sede a regiões mais frias ou montanhosas.
Em relação às estruturas esportivas, também há contrastes. Enquanto os Jogos de Verão utilizam estádios, ginásios, arenas e piscinas, os de Inverno demandam pistas de gelo, rampas, montanhas nevadas e canais congelados, construções que exigem alta tecnologia e manutenção constante.
Observa-se ainda diferença na quantidade de modalidades e de atletas participantes. Os Jogos de Verão reúnem um número maior de esportes e, consequentemente, mais atletas e países envolvidos. Já os Jogos de Inverno possuem menos modalidades, o que torna o evento menor em dimensão, embora igualmente relevante no cenário esportivo internacional.
Por fim, há a questão da visibilidade em alguns países, como o Brasil. Devido ao clima e às condições geográficas, os esportes de verão são muito mais praticados e divulgados, enquanto as modalidades de inverno ainda são menos conhecidas e têm participação reduzida de atletas brasileiros.
Abaixo, uma tabela que resume essas diferenças:
|
Critério |
Jogos Olímpicos de Verão |
Jogos Olímpicos de Inverno |
|
Tipo de esporte |
Modalidades praticadas em quadras, campos, pistas e piscinas |
Modalidades praticadas na neve ou no gelo |
|
Exemplos de esportes |
Futebol, vôlei, atletismo, natação, ginástica |
Esqui, snowboard, patinação artística, hóquei no gelo |
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Clima necessário |
Climas variados (quente ou temperado) |
Clima frio, com neve ou gelo |
|
Local de realização |
Pode ocorrer em vários países, inclusive tropicais |
Geralmente em países de clima frio ou regiões montanhosas |
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Estruturas esportivas |
Estádios, ginásios, piscinas, arenas abertas |
Pistas de gelo, montanhas nevadas, rampas e canais congelados |
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Quantidade de modalidades |
Maior número de esportes |
Menor número de esportes |
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Número de atletas |
Mais elevado |
Menor em comparação ao de Verão |
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Frequência |
A cada 4 anos (intercalado com o de Inverno) |
A cada 4 anos (intercalado com o de Verão) |
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Visibilidade no Brasil |
Maior, por causa da tradição esportiva do país |
Menor, devido ao clima e pouca prática de esportes de neve |
Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026

Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 realizaram-se na Itália, tendo como sedes as cidades de Milão e Cortina d’Ampezzo.
Essa edição marca um momento histórico, pois é a primeira vez que duas cidades são oficialmente consideradas sedes principais dos Jogos de Inverno, compartilhando a organização e a realização das provas.
A proposta de dividir os Jogos entre duas cidades busca aproveitar estruturas já existentes nas regiões alpinas e urbanas, reduzindo custos e impactos ambientais, além de valorizar diferentes territórios italianos ligados aos esportes de inverno.
Participaram mais de 3.500 atletas, representando cerca de 90 países, todos disputando medalhas em diferentes modalidades praticadas no gelo e na neve.
Esses números evidenciam o alcance global dos Jogos Olímpicos de Inverno, que reúnem desde nações com forte tradição em esportes de clima frio, como Canadá e Noruega, até países que contam com delegações menores, mas que vêm ampliando gradativamente sua participação ao longo das edições.
Essa diversidade de atletas e nações reforça o caráter internacional do evento e demonstra como os esportes de inverno têm se expandido para diferentes regiões do mundo.
Os Jogos de Milão-Cortina contaram com 16 modalidades olímpicas, são elas:
- Esqui Alpino
- Biatlo
- Bobsled (Bobsleigh)
- Combinado Nórdico
- Curling
- Esqui Cross-Country
- Patinação Artística
- Esqui Estilo Livre (Freestyle)
- Hóquei no Gelo
- Luge (Trenó)
- Patinação de Velocidade em Pista Curta (Short Track)
- Skeleton
- Salto com Esqui
- Snowboard
- Patinação de Velocidade
- Esqui de Montanha
Esqui de Montanha (Ski Mountaineering)
Essa modalidade estreiou no programa olímpico em 2026. Nela, os atletas sobem montanhas nevadas utilizando esquis especiais e depois realizam a descida em alta velocidade, combinando resistência física, técnica de escalada e habilidade no esqui.
A entrada dessa prova mostra como os Jogos estão em constante evolução, incorporando práticas esportivas modernas e ligadas à aventura na natureza.
História e evolução das Olimpíadas de Inverno: como se originou e principais marcos históricos
As Olimpíadas de Inverno surgiram a partir da vontade de incluir, no movimento olímpico, esportes praticados em regiões frias do planeta. No início do século XX, muitas modalidades realizadas na neve e no gelo já eram populares em países europeus e da América do Norte, o que despertou o interesse de organizadores em criar uma competição internacional específica para esses esportes.
A primeira edição oficial dos Jogos Olímpicos de Inverno aconteceu em 1924, na cidade de Chamonix, na França. Naquele momento, o evento ainda era chamado de “Semana Internacional de Esportes de Inverno”, mas fez tanto sucesso que posteriormente foi reconhecido como a primeira Olimpíada de Inverno da história.
Com o passar dos anos, novas práticas esportivas foram sendo incluídas no programa olímpico. Modalidades como esqui alpino, patinação de velocidade, hóquei no gelo e, mais recentemente, o snowboard, ampliaram o interesse do público e atraíram novos países participantes.
Essa evolução mostra como o esporte acompanha as transformações culturais e tecnológicas da sociedade, incorporando equipamentos mais modernos e regras mais organizadas.
Outro marco importante foi o aumento do número de nações competidoras. Inicialmente, a maioria dos atletas vinha de países com tradição em esportes de inverno. Com o tempo, países sem neve natural, como o Brasil, também passaram a participar, demonstrando que o movimento olímpico busca ser cada vez mais inclusivo e global.
No caso brasileiro, a participação é organizada pela Confederação Brasileira de Desportos na Neve, responsável por desenvolver essas modalidades no país.
A evolução das Olimpíadas de Inverno também está ligada ao avanço da tecnologia. Hoje, muitas cidades-sede utilizam neve artificial, sistemas modernos de refrigeração e pistas construídas com alto padrão de segurança. Isso possibilitou que os Jogos fossem realizados em diferentes locais, mesmo onde a neve natural não é constante.
Ao longo do tempo, os Jogos de Inverno deixaram de ser um evento regional para se tornar um espetáculo esportivo mundial. Além das competições, eles promovem intercâmbio cultural, turismo e desenvolvimento econômico nas cidades que os recebem.
Funcionamento das Olimpíadas de Inverno
Os Jogos Olímpicos de Inverno são organizados a partir de um planejamento amplo e detalhado, pensado para que atletas de diferentes países possam competir em condições de igualdade. Para que isso aconteça, existe toda uma estrutura que envolve critérios de classificação, definição dos locais de prova, períodos de realização e organização das modalidades esportivas.
De modo geral, as competições são divididas por modalidades e categorias, considerando aspectos específicos de cada esporte. Entre esses critérios estão o tipo de prova disputada, a distância ou o percurso a ser realizado, o peso dos equipamentos utilizados em algumas modalidades, além da separação entre masculino e feminino e entre disputas individuais ou em equipe. Essa organização permite que as competições ocorram de forma justa e equilibrada.
As disputas acontecem em etapas classificatórias sucessivas. Inicialmente, os atletas participam das fases eliminatórias, nas quais buscam alcançar marcas, tempos ou posições que garantam a continuidade na competição. Aqueles que apresentam melhor desempenho avançam para as semifinais e, posteriormente, para as finais. É nessa fase decisiva que são definidos os resultados oficiais, estabelecendo-se a classificação final e a premiação com medalhas de ouro, prata e bronze para os primeiros colocados.
Toda essa estrutura organizacional é coordenada pelo Comitê Olímpico Internacional, entidade responsável por planejar e supervisionar os Jogos em nível mundial. Entre suas principais atribuições estão a escolha da cidade-sede, a elaboração do calendário oficial, a regulamentação das modalidades e a garantia do cumprimento das normas e princípios olímpicos.
Paralelamente, cada país participante possui seu próprio comitê olímpico nacional, encarregado de organizar a delegação, selecionar os atletas classificados e estruturar toda a logística necessária para a participação no evento.
Representatividade do Brasil nas Olimpíadas de Inverno
Quando falamos da participação do Brasil nas Olimpíadas de Inverno, é importante lembrar que o país possui características climáticas bem diferentes das nações que tradicionalmente disputam esses Jogos. Como não temos neve natural nem temperaturas muito baixas, a prática de esportes de inverno não faz parte do cotidiano da maioria da população.
Mesmo assim, o Brasil marca presença nas competições. A estreia brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno aconteceu em 1992, na edição realizada em Albertville, na França. Desde então, o país passou a participar de forma contínua em diversas edições, enviando atletas para diferentes modalidades.
A delegação brasileira costuma ser menor quando comparada à de países tradicionais no frio, mas vem crescendo ao longo dos anos. Os atletas geralmente se classificam por meio de rankings internacionais ou vagas de universalidade, que permitem a participação de países com menor tradição esportiva em determinadas modalidades.
A organização dos esportes de neve no país é responsabilidade da Confederação Brasileira de Desportos na Neve, que desenvolve atletas, promove treinamentos e viabiliza a presença brasileira nos Jogos. Já os esportes praticados no gelo, como patinação e bobsled, são organizados por outras confederações específicas, que também trabalham na formação e no envio de competidores.
Na última edição, realizada nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão‑Cortina 2026, a delegação brasileira alcançou um marco importante: enviou a maior equipe de sua história para os Jogos de Inverno. A delegação foi formada por 14 atletas. Desse total, 10 eram homens e 4 eram mulheres, distribuídos em cinco modalidades esportivas.
Essa foi a décima participação do Brasil em edições dos Jogos de Inverno, demonstrando a continuidade da presença do país nesse cenário esportivo. O número de vagas conquistadas para essa edição representa um marco importante, configurando-se como o maior já alcançado pelo país na história da competição.
Na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, a bandeira do Brasil foi conduzida por dois atletas que representaram simbolicamente a delegação nacional nas diferentes sedes do evento. Em Milão, o porta-bandeira foi o esquiador Lucas Pinheiro Braathen, enquanto, em Cortina d’Ampezzo, a honra coube à atleta do skeleton Nicole Silveira. A escolha de dois representantes reforçou a importância do momento e evidenciou a presença brasileira na edição realizada em duas cidades-sede oficiais.
Além desse destaque simbólico, os Jogos de 2026 também entraram para a história do esporte brasileiro de inverno por um feito inédito. Lucas Pinheiro Braathen conquistou a primeira medalha olímpica de inverno do Brasil ao alcançar o ouro na prova de slalom gigante do esqui alpino.
O resultado foi considerado histórico não apenas pela conquista em si, mas por representar um marco na trajetória do país nas modalidades de neve. A medalha simboliza a evolução do esporte de inverno no Brasil e contribui para ampliar a visibilidade nacional nesse cenário esportivo internacional.
Leia também:
Hóquei no gelo: regras, equipamentos e história do esporte
Olimpíadas (Jogos Olímpicos): a história e todos os esportes da competição
Referências Bibliográficas
BRASIL. Governo Federal. Com delegação recorde, Brasil disputa os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026. Disponível em: https://www.gov.br. Acesso em: 15 fev. 2026.
COMITÊ OLÍMPICO DO BRASIL. Movimento Olímpico. Disponível em: https://www.cob.org.br/cultura-educacao/movimento-olimpico. Acesso em: 15 fev. 2026.
COMITÊ OLÍMPICO INTERNACIONAL. Olympic Games. Disponível em: https://olympics.com/ioc/olympic-games . Acesso em: 15 fev. 2026.
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE DESPORTOS NA NEVE. Modalidades de neve e participação brasileira. São Paulo: CBDN. Disponível em: https://www.cbdn.org.br. Acesso em: 15 fev. 2026.
INTERNATIONAL OLYMPIC COMMITTEE. Milano Cortina 2026 Winter Olympics. Disponível em: https://olympics.com/milano-cortina-2026 . Acesso em: 15 fev. 2026.
MILANO CORTINA 2026. Institutional Documents. Disponível em: https://milanocortina2026.olympics.com. Acesso em: 15 fev. 2026.
CARPI, Juliana. Jogos Olímpicos de Inverno: o que são, história e modalidades. Toda Matéria, [s.d.]. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/jogos-olimpicos-de-inverno-o-que-sao-historia-e-modalidades/. Acesso em: