Linguagem Coloquial

Daniela Diana

A linguagem coloquial compreende a linguagem informal, popular, que utilizamos frequentemente em situações informais como numa conversa entre amigos, familiares, vizinhos, etc.

Quando utilizamos a linguagem coloquial, decerto que não estamos preocupados com as normas gramaticais. Por isso, falamos de maneira rápida, espontânea, descontraída, popular e regional com o intuito de interagir com as pessoas.

Dessa forma, é comum usar gírias, estrangeirismos, abreviar e criar palavras, cometer erros de concordância, os quais não estão de acordo com a norma culta.

Para tanto, quando escrevemos um texto, é muito importante que utilizemos a linguagem formal (culta), ou seja, gramaticalmente correta.

Isso é um problema que ocorre muitas vezes com os estudantes que tentam produzir um texto, e por estarem tão familiarizados com a linguagem falada, não conseguem se distanciar da maneira de falar.

Outro exemplo, é quando fazemos uma entrevista de emprego. Nesse momento, devemos deixar de lado a linguagem coloquial e dar lugar à linguagem formal ou culta.

linguagem informal

Isso porque torna-se deselegante conversar com seu chefe ou superior de maneira coloquial, por exemplo, com um discurso repleto de gírias, abreviações e erros gramaticais.

Importante saber!

Note que a linguagem coloquial faz parte do cotidiano das pessoas de todos os lugares do mundo. A ideia não é que ela seja substituída pela linguagem formal, mas que todos compreendam a diferença existente entre elas e os contextos de uso de cada uma.

Exemplos de frases com linguagem informal

Ela nem se tocou que o garoto tava babando nela.

“Se tocar” é uma expressão muito utilizada na linguagem coloquial que indica “perceber”.

Na frase, também há o uso abreviado do verbo “estava” e a expressão no sentido figurado (denotativo) de “babando”, que aponta para a admiração excessiva da pessoa.

Pô cara, demorô cum isso.

“Pô” corresponde a uma interjeição de alerta ou mesmo uma abreviação do palavrão “porra”.

A palavra “cara” é muito utilizada na linguagem informal para indicar “rapaz, homem”. Ou seja, na frase, a palavra está no sentido denotativo, visto que não expressa o significado real do termo que seria “rosto”.

O verbo demorar é expresso de abreviado “demorô” no lugar de “demorou”. E por fim, a preposição “com”, que indica “companhia”, é falada com troca de vogal “cum”.

A mina foi sem noção na festa.

Na frase, é utilizada a abreviação de menina “mina”, além de indicar uma expressão coloquial “sem noção” que significa a falta de discernimento da pessoa.

Demos um rolê pela city essa tarde.

O termo “rolê” é muito utilizado pelos adolescentes para indicar passeio, caminhada. Além disso, nota-se o uso do estrangeirismo, nesse caso, “city”, termo em inglês que significa cidade.

A gente passô lá de tarde e tava rolando uma festa.

“A gente” é uma expressão muito utilizada na linguagem coloquial ao invés do pronome “nós”. Além disso, na frase o verbo "estava" é abreviado (tava) acrescido à expressão “rolando”, que indica “acontecendo”.

Mano, cê tá loco?

“Mano” é uma gíria muito utilizada para irmão e que denota proximidade entre os falantes. Além disso, a frase agrega as abreviações de “você” (cê) e do verbo “estar” (tá). O termo louco também é abreviado para “loco”.

Manoela pegô as flor do cemitério.

Expressão que indica o erro na pronúncia do verbo “pegou” (pegô) e de concordância “as flor”, no lugar de “as flores”.

Ele pegô leve no discurso.

Expressão utilizada para indicar que o locutor foi agradável (leve) com abreviação do verbo “pegar” na terceira pessoa: “pego” no lugar de “pegou”.

Linguagem Formal e Informal

linguagem formal e informal

A linguagem informal (ou coloquial) e a linguagem informal (ou culta) são duas variantes da linguagem utilizadas na interação humana e que possuem características particulares. Confira abaixo as diferenças:

  • Linguagem informal é a variante espontânea utilizada nas relações de informalidade. Ela não apresenta preocupações com as regras gramaticais.
  • Linguagem formal é a variante prestigiada e padrão utilizada nas relações formais. Ela segue as normas gramaticais da língua.

Assim, vale ficar atento ao contexto e ao tipo de linguagem (oral, escrita) para não cometer erros graves nas interações sociais.

Daniela Diana
Daniela Diana
Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.