Madre Teresa de Calcutá

Juliana Bezerra

Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), a freira dos pobres, conhecida como “a santa das sarjetas”, foi uma religiosa católica, nacionalizada indiana, que foi declarada como Santa em 2016.

Madre Teresa foi canonizada no dia 04 de setembro de 2016 pelo Papa Francisco. Sua beatificação havia sido realizada por João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003.

Biografia de Madre Teresa

Agnes Gonxha Bojaxhiu é o nome verdadeiro de Madre Teresa que nasceu no dia 27 de agosto de 1910 em Escópia, capital da Macedônia. Seus pais eram albaneses.

Em 1928, aos 18 anos, Madre Teresa entrou para a ordem religiosa Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, na Irlanda. Seu nome é uma homenagem à Santa Teresa de Lisieux, popularmente conhecida no Brasil como Santa Teresinha do Menino Jesus.

Madre Teresa
Madre Teresa de Calcutá

O nome Teresa foi adotado em 1931, quando a madre foi para a Índia, dando início à sua vida de missão humanitária.

Na Índia, Madre Teresa foi professora e onze anos após sua chegada, deixa o convento para fundar a congregação religiosa das Missionárias da Caridade. As primeiras a se juntarem à ela nesse trabalho foram suas antigas alunas.

A religiosa explica que tinha recebido o que ela denominou de um "chamado dentro do chamado". Ou seja: já tinha sido chamada à vida religiosa e agora, deveria redirecionar sua vocação para ajudar aos mais pobres.

Assim, foi morar nas favelas indianas e a partir da década de 50 trabalha na construção de locais de acolhimento, hospitais e escolas. Dedicou sua vida aos pobres, crianças e doentes.

Em virtude do trabalho humanitário desenvolvido, recebeu condecorações e títulos. Em 17 de outubro de 1979, foi congratulada com o Prêmio Nobel da Paz pela luta contra a pobreza.

Madre Teresa de Calcutá
Madre Teresa recebe o Prêmio Nobel da Paz (1979)

Madre Teresa era amiga da Princesa Diana (1961-1997), que também ficou conhecida especialmente pelo seu trabalho humanitário.

Também o papa João Paulo II (1920-2005) visitou um dos seus abrigos e ficou cuidando dos doentes durante um dia. Em esta ocasião, Madre Teresa afirmou que aquele havia sido o "dia mais feliz de sua vida".

Atualmente, as Missionárias da Caridade estão presentes em mais de 133 países e somam 4500 membros em todo mundo.

Madre Teresa morreu em 5 de setembro de 1997, vítima de ataque cardíaco, em Calcutá. Tinha 87 anos e foi sepultada na Índia.

Dada sua importância, seu nome batizou hospitais, colégios e institutos. O filme "Madre Teresa", de Fabrizio Costa, que recebeu o Prêmio Camie em 2007, conta a sua história.

Canonização de Madre Teresa

Canonização de Madre Teresa
Imagem de Madre Teresa na Basílica de São Pedro, no Vaticano

Sua beatificação aconteceu em decorrência do reconhecimento do seu primeiro milagre. Em 2002, Por intercessão de Madrid Teresa, a indiana Monica Besra teria sido curada de um tumor abdominal.

O segundo milagre, que promoveu a sua canonização, aconteceu no Brasil. Segundo a igreja acredita, em 2008, novamente devido ao auxílio de Madre Teresa, o brasileiro Marcílio Haddad Andrino, teria sido curado de tumores no cérebro.

Crítica à Madre Teresa

A canonização da madre é questionada não só em decorrência da confirmação dos possíveis milagres que teria realizado, mas também pelo comportamento que a religiosa teve ao longo de sua vida. Exemplo disso é a sua posição quanto ao controle da natalidade (do qual era contrária).

A forma como são conduzidos os trabalhos nos locais por ela fundados são outras das principais críticas feitas por aqueles que se opõem ao título concedido à madre.

Frases de Madre Teresa

  • Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão.
  • É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado.
  • As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável.
  • Temos de ir à procura das pessoas, porque podem ter fome de pão ou de amizade.
  • A falta de amor é a maior de todas as pobrezas.
  • O que eu faço é simples: ponho pão nas mesas e compartilho-o.
  • Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las.
  • Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor.
Juliana Bezerra
Juliana Bezerra
Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.