Movimento de Translação

Rosimar Gouveia

Translação é o nome do movimento descrito pelos planetas em torno do Sol. A trajetória descrita por eles neste movimento, apresenta a forma de uma elipse, com o Sol em um dos seus focos.

O fato dos planetas não estarem a uma mesma distância do Sol, faz com que suas velocidades de translação sejam bem diferentes.

Enquanto Mercúrio leva apenas 87,97 dias para completar uma volta ao redor do Sol, Netuno só consegue completar uma volta após 163,72 anos.

Translação dos planetas

Translação da Terra

O período de translação da Terra é de cerca de 365,242199 dias. Notamos que esse valor não coincide exatamente com o ano civil, que é de 365 dias.

Ao final de 4 anos, essas horas que vão "sobrando" formam um dia (24h), e esse dia é acrescentado ao calendário no mês de fevereiro, que passa a ter 29 dias, nos anos chamados bissextos.

Como a órbita da Terra não é circular e sim uma elipse, a distância entre o planeta e o Sol não é constante. O ponto onde a Terra se encontra mais próxima do Sol é chamado de periélio, e o mais afastado, afélio.

No periélio, a distância entre o nosso planeta e o Sol é de aproximadamente 147,1 milhões de km, já no afélio essa distância é de 152,1 milhões de km.

A velocidade de translação da Terra também não é a mesma ao longo de sua trajetória, apresentando velocidades ligeiramente diferentes de acordo com sua posição em relação ao Sol.

No periélio sua velocidade é maior, sendo igual a 30,3 km/s, já no afélio a velocidade cai para 29,3 km/s.

As estações do ano

Existem duas razões para que ocorra as estações do ano. A primeira é o fato do eixo de rotação da Terra ser inclinado com relação ao seu plano de translação. A outra é o fato da Terra apresentar o movimento de translação.

A maior ou menor distância da Terra ao Sol por si só não é a responsável por existir as estações, pois se assim o fosse, em um mesmo período a estação seria a mesma em todo o planeta.

Na verdade, o que constatamos é que as estações do ano são opostas nos dois hemisférios, ou seja, quando é inverno do hemisfério sul é verão no norte e vice-versa.

Equinócio e solstício

A inclinação do eixo da Terra, associado ao movimento de translação, faz com exista uma diferença de irradiação de luz sobre os hemisférios e, por isso, sentimos as mudanças das estações (primavera, verão, outono e inverno).

A esta inclinação é dada o nome de obliquidade da eclíptica, que forma um ângulo de 23º 27´ e gera diferença na incidência dos raios solares sobre a superfície terrestre.

Contudo, existem dois momentos em que os hemisférios recebem a mesma quantidade de radiação, que são os equinócios, ou seja, o dia e a noite com a mesma duração. Nestes dias, os raios solares incidem perpendicularmente no Equador.

Em 21 de março ocorre o equinócio da primavera no hemisfério norte e o de outono no hemisfério sul; e em 23 de setembro o de outono no hemisfério norte e o da primavera no hemisfério sul.

O início do verão no hemisfério sul ocorre no dia 21 de dezembro. Este dia é chamado de solstício de verão e é o dia mais longo do ano e a noite mais curta.

No hemisfério norte ocorre neste dia exatamente o contrário, isto é, o início do inverno e o dia mais curto e a noite mais longa.

O solstício de inverno no hemisfério sul ocorre no dia 21 de junho e é quando ocorre a noite mais longa e o dia mais curto do ano nesta região, ocorrendo o contrário no hemisfério norte.

Equinócio e Solstício

Outros movimentos da Terra

Além do movimento de translação, a Terra ainda apresenta outros movimentos. Entre eles o movimento de rotação, em que a Terra gira ao redor do seu próprio eixo.

Para completar uma volta em torno do seu próprio eixo, a Terra leva em média 24 horas e esse movimento é o responsável de termos dias e noites.

Existem ainda outros movimentos da Terra: precessão dos equinócios, nutação, obliquidade da eclíptica, variação da excentricidade da órbita, entre outros.

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Rosimar Gouveia
Rosimar Gouveia
Bacharel em Meteorologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1992, Licenciada em Matemática pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2006 e Pós-Graduada em Ensino de Física pela Universidade Cruzeiro do Sul em 2011.