Nietzsche


Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em 15 de outubro de 1844 na cidade de Röcken na Alemanha. Seu pai foi uma pessoa erudita e seus avós eram pastores protestantes. Cresceu em Saale, com sua mãe, duas tias e da avó. Em 1858, Nietzsche obteve uma bolsa de estudos para célebre escola de Pforta. Em seguida partiu para Bonn, onde se consagrou nos estudos de teologia e filosofia.

No ano de 1871, divulgou "O Nascimento da Tragédia". Posteriormente, em 1879, iniciou sua ampla crítica dos valores, escrevendo "Humano, Demasiado Humano". Em 1881 teve a percepção de "O Eterno Retorno", onde o mundo passa indefinidamente pela alternância da criação e da destruição, da alegria e do sofrimento, do bem e do mal. Nos anos de 1882-1883 escreve, na baía de Rapallo, "Assim falou Zaratustra".

No outono de 1883 retorna para a Alemanha e reside em Naumburg, com da mãe e da irmã. Em 1882, produziu "A Gaia Ciência"; posteriormente as obras "Para Além de Bem e Mal" (1886), "O Caso Wagner" (1888), "Crepúsculo dos Ídolos" (1888), "Nietzsche contra Wagner" (1888), "Ecce Homo" (1888), "Ditirambos Dionisíacos" (1895). Faleceu na cidade de Weimar, Alemanha, dia 25 de agosto de 1900.

Principais Pensamentos

Nietzsche situou um marco constitutivo entre os atributos "Apolíneos" e o "Dionisíacos", donde Apolo figura como ícone de lucidez, harmonia e ordem, enquanto Dionísio representaria embriaguez, exuberância e desordem.

Ademais, baseado no niilismo, subverteu a filosofia tradicional, tornando-a um discurso patológico que aprecia a doença enquanto um ponto de vista sobre a saúde e vice-versa. Enfim, nem a saúde, nem a doença são entidades e as oposições entre bem e mal, verdadeiro e falso, doença e saúde, são somente alternativas superficiais.

Para saber mais: Niilismo

Anticristo

Este conceito advém da crítica à ética cristã enquanto a moral de escravos; pois séculos de moral cristã, enfraqueceu as potências vivificantes da sociedade ocidental, notadamente das suas elites, na medida em que o moralismo doutrinou o homem a oprimir-se de todos os seus impulsos.

Além disso, Nietzsche imagina o mundo terrestre como um vale de sofrimento, em oposição ao mundo da felicidade eterna do além vida. De outro modo, a arte trágica é pensada como contraposta à decadência e arraigada na antinomia entre a "vontade de potência" (futuro) e o "eterno retorno" (futuro numa repetição), o que não denota uma volta do mesmo nem uma volta ao mesmo, dado que é fundamentalmente seletivo.

Nietzsche e a História

Rompeu com a analogia entre a Filosofia e a História que havia sido formada pelo filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831), onde esta seria compreendida enquanto uma crônica da racionalidade, a qual considera o excesso de história hostil e perigoso à vida, pois limita a ação humana.

Instinto e Razão

Opunha-se à ideia segundo a qual os eventos históricos instruíam os homens a não repeti-los, segundo a teoria do eterno retorno, que compreende o assentimento diante de “destruições do mundo” cíclicas.

Super-homem

Nietzsche foi um antidemocrático e um antitotalitário. O "super-homem nietzschiano" não é um ser cuja vontade "deseje dominar", posto que se interprete vontade de potência como anseio de dominar, onde se faz dela algo dependendo dos valores instituídos.

Por outro lado, vontade de potência, significa "criar", "dar" e "avaliar". Seria então alguém além do bem e do mal, depreendido de uma cultura decadente para gênese de uma nova elite, não corrompida pelo cristianismo e pelo liberalismo.

Em outras palavras, intelectuais responsáveis pela transmutação de todos os valores e proteção de uma cultura ameaçada pela banalidade democrática, forma histórica de decadência do Estado conhecido por pensar em si ao invés de ponderar sobre a cultura e sempre estar zeloso na formação de cidadãos dóceis. Daí sua tendência a impedir o desenvolvimento da cultura livre, tornando-a estática e estereotipada.

Curiosidades

  • Nietzsche ​teve um colapso mental em 1889.
  • Em 1867, Nietzsche foi convocado para servir ao exército, porém sofreu um acidente e consequentemente, foi dispensado. Novamente, em 1870, Nietzsche irá servir ao exército como enfermeiro.
  • Nietzsche recolocou abertamente o confronto posto pelos românticos quando contrapunham os instintos à razão.