Oração sem sujeito

Márcia Fernandes

O que é oração sem sujeito?

Oração sem sujeito é aquela que contém verbos impessoais, que são os seguintes:

  • verbo HAVER com o sentido de existência ou acontecimento. Exemplo: um ano não aparece;
  • verbo FAZER (e outros) quando indica tempo ou fenômeno natural. Exemplo: Faz tempo que isso aconteceu;
  • outros verbos que indicam FENÔMENOS DA NATUREZA, tais como: anoitecer, chover, trovejar. Exemplo: Chove como nunca!

Como podemos verificar nas orações acima, não existe relação entre sujeito e verbo, ou seja, o sujeito é inexistente.

Exemplos de oração sem sujeito

1) Com verbo "haver" indicando existência ou acontecimento

  • Havia tanto por dizer…
  • Houve muita gente elogiando.
  • Há alunos interessados no curso.
  • Havia muitos pratos saborosos.
  • Pode haver muita confusão lá.
  • Haverá aulas na quinta-feira?

2) Com verbos "ser, estar, fazer, haver" quando indicam tempo ou fenômeno natural

  • São três horas agora.
  • É cedo.
  • Está frio nesta sala.
  • Faz um ano que comecei a trabalhar.
  • Há pessoas a sua frente.
  • A cada dia, fazia mais calor.

3) Verbos que indicam fenômenos da natureza

  • Choveu a tarde toda.
  • Já amanheceu!
  • Continua trovejando.
  • Está orvalhando.
  • Chuviscou.
  • Anoitece cedo.

Qual a diferença entre sujeito indeterminado e sujeito inexistente?

O que diferencia o sujeito indeterminado do sujeito inexistente são a identificação e a existência na oração.

Os sujeitos indeterminados existem, mas não podem ser identificados, porque não conseguimos perceber quem praticou a ação.

Nas orações com sujeito indeterminado os verbos são conjugados na 3.ª pessoa do plural (Falaram para eu vir), na 3.ª pessoa do singular acompanhado de “se” (Precisa-se de ajudante) ou no infinitivo impessoal (Amar é preciso).

O sujeito inexistente, por sua vez, não existe na oração. Dizer que uma oração é sem sujeito é o mesmo que dizer que naquela oração o sujeito é inexistente.

Assim, orações sem sujeito são aquelas em que há verbos impessoais, os quais são sempre conjugados na 3.ª pessoa do singular: Ventou a noite toda.

Para você entender melhor:

Referências Bibliográficas

NETO, Pasquale Cipro; INFANTE, Ulisses. Gramática da Língua Portuguesa. 3. ed. São Paulo: Scipione, 2009.

Márcia Fernandes
Márcia Fernandes
Professora, pesquisadora, produtora e gestora de conteúdos on-line. Licenciada em Letras pela Universidade Católica de Santos.