Questões de História — 8º ano
Leia o texto abaixo para responder às perguntas 5 e...
Leia o texto abaixo para responder às perguntas 5 e 6.
“Imediatamente após a Independência, as colônias da América do Norte e países europeus impuseram ao Haiti um bloqueio que durou mais de sessenta anos, e cujas consequências estão presentes até hoje. Quanto aos dirigentes brasileiros, passaram a temer o Haiti como ao diabo. O movimento de 1804 repercutiu no país todo, e seria pretexto para várias medidas restritivas, entre elas um modelo centralizador de poder após a Independência. O Brasil se inventou, assim, como um anti-Haiti: por oposição, éramos todos brancos, cristãos e civilizados”
(Adaptado de: SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015 p. 228-229)
Conforme assinalado pelo texto, o sucesso da Revolução Haitiana reverberou por todo o continente americano, gerando reações diversas nas elites dos diferentes países. No caso do Brasil, a Independência do Haiti provocou:
Um fortalecimento do sentimento abolicionista, tendo em vista a romantização da luta dos escravizados haitianos pela imprensa brasileira.
O envolvimento das elites nacionais na luta pela Independência, pois os grandes proprietários preocupavam-se com a possível liderança dos cativos na defesa desse objetivo.
O aumento da repressão contra a população escrava e cativa, bem como o forte temor de possíveis revoltas escravas similares no território brasileiro.
A aproximação do Brasil com os demais países latino-americanos, interessados na recolonização do Haiti e no encerramento do movimento revolucionário.
(UFU-MG) A distribuição de capitanias hereditárias como sistema de...
(UFU-MG) A distribuição de capitanias hereditárias como sistema de povoamento e colonização das terras do Novo Mundo, desenvolvido por Portugal, foi um empreendimento planejado, respondendo a uma necessidade nova, decorrente da expansão ultramarina. Sua montagem obedecia a determinadas prescrições que contavam, essencialmente, das cartas de Doação e de Forais, peças básicas da solução das donatarias. Portanto, a respeito da administração do Estado português na Colônia brasileira, através do sistema de donatarias, é incorreto afirmar que:
interessava à Coroa deixar às mãos de particulares a ocupação das terras, visto que ela não poderia, sem risco de perder as Índias Orientais, desviar capitais para essa nova empresa que iniciava.
numa perspectiva econômica, as capitanias funcionavam, nos quadros da colonização, como grandes empresas, tendo à frente o donatário como empresário, diretamente responsável pelo investimento inicial.
a centralização político-administrativa da Colônia, através do sistema de donatarias, correspondia aos interesses gerais dos donatários.
as doações hereditárias de vastas províncias brasileiras, com o seu sistema de sesmaria gratuitas, faziam parte do próprio sistema colonial. “O Estado doava títulos e terras para receber divisas”.
os amplos poderes dados aos donatários não entravam em contradição com a tendência da política portuguesa, pois importava oferecer condições para o efetivo desenvolvimento da colonização das terras portuguesas.
“Na sociedade mineradora – como, de resto, nas outras partes da...
“Na sociedade mineradora – como, de resto, nas outras partes da colônia – eram privilegiados os elementos que tivessem maior número de escravos. Mais da metade das lavras estava concentrada nas mãos de menos de 1/5 dos proprietários de negros; o próprio critério de concessão de datas assentava-se na quantidade de cativos possuídos, as maiores extensões indo para as mãos dos grandes senhores. Para esses, o luxo e a ostentação existiram de fato – não como sintomas de irracionalidade, conforme disseram muitos, mas como sinal distintivo do status social, como instrumento de dominação necessário à consolidação e manutenção do mando.”
(SOUZA, Laura de Mello e. Desclassificados do ouro: a pobreza mineira no século XVIII. 4. ed. ampl. Rio de Janeiro: Graal, 2004. p. 44-51.)
A análise apresentada pela historiadora Laura de Mello e Souza sobre a sociedade mineradora colonial destaca a função social do luxo e da ostentação naquele período. Segundo o texto, essas práticas representavam:
desperdícios econômicos que comprometiam o desenvolvimento da região mineradora.
influências culturais europeias inadequadas à realidade colonial brasileira.
estratégias de diferenciação social e legitimação do poder das elites locais.
tentativas de modernização dos costumes coloniais inspiradas no Iluminismo.
manifestações artísticas próprias da cultura religiosa desenvolvida nas Minas Gerais.
A história do imperialismo no século XIX é marcada por uma série...
A história do imperialismo no século XIX é marcada por uma série de resistências por parte das populações na Ásia e na África. Assinale a alternativa que lista corretamente três desses movimentos de resistência nesses continentes:
Guerra dos Bôeres, Revolta dos Cipaios, Primavera dos Povos.
Guerra do Ópio, Revolta dos Boxers, Revolução Praieira.
Guerra do Ópio, Revolução Federalista, Guerra da Criméia.
Revolta dos Cipaios, Guerra dos Boxers e a Guerra do Ópio.
A Primavera dos Povos foi uma onda revolucionária que se manifestou...
A Primavera dos Povos foi uma onda revolucionária que se manifestou em diversos países do continente europeu, iniciada em 1848. Assinale a alternativa que melhor indica alguns dos princípios ligados a essas revoluções.
Neoliberalismo e redução do Estado na economia.
O socialismo utópico e a economia fisiocrata.
O direito divino dos reis e o absolutismo.
O liberalismo político e o nacionalismo.
Sobre as questões inerentes à economia brasileira no Segundo...
Sobre as questões inerentes à economia brasileira no Segundo Reinado, assinale o que for correto:
A economia no Segundo Reinado esteve diretamente relacionada com o processo de industrialização do país. Foi nesse momento da história do país que o setor agrário mais perdeu força e abriu espaço para as indústrias metalúrgicas na região do ABC paulista.
O café foi o principal produto comercializado pelo país durante o período em que D. Pedro II comandou o país. Com o dinheiro gerado foram realizadas obras de infraestrutura importantes, como a modernização de portos e a construção de linhas férreas.
A extração de pau-brasil, muito importante para a economia brasileira desde a chegada dos portugueses, se manteve como carro chefe das exportações brasileiras no Segundo Reinado.
A partir do interesse de D. Pedro II, o Brasil no Segundo Reinado teve a extração de látex, no norte do país, muito privilegiada, alcançando um patamar de grande destaque nos ganhos econômicos brasileiros até se tornar o principal produto exportador, ainda no período imperial.
Tendo em vista as influências europeias na colonização brasileira, a economia no Segundo Reinado foi marcada por uma Revolução Industrial aos moldes das que vinham acontecendo no velho continente. Assim, esse período marcou a transição de uma economia brasileira de um modelo agrário para o industrial, tendo como principais produtos os eletrônicos e mecânicos.
Sobre a Guerra do Paraguai, é incorreto afirmar que:
Sobre a Guerra do Paraguai, é incorreto afirmar que:
O Brasil teve papel fundamental na vitória da Tríplice Aliança.
Ao sair-se vitorioso da guerra, o Exército Brasileiro passou a ambicionar uma posição de maior destaque no governo, passando a questionar a monarquia e a escravidão.
O Paraguai recuperou-se rapidamente da derrota na guerra, cujos danos econômicos duraram apenas uma década.
Os gastos com a guerra fizeram com que o Brasil ficasse muito endividado, sendo um dos fatores que colaboraram com a posterior queda da monarquia.
"As camélias cultivadas em quilombo da Zona Sul tornaram-se símbolo...
"As camélias cultivadas em quilombo da Zona Sul tornaram-se símbolo do movimento negro em todo o Brasil. (...) Com o consentimento do proprietário, o local abrigava o Quilombo das Camélias, um dos mais atuantes na abolição da escravatura. O antigo grupo foi caracterizado pela luta política e pelo apoio de intelectuais, e as camélias que lá eram plantadas tornaram-se símbolo do movimento abolicionista (...). A escolha do plantio da flor tinha um profundo significado: na época, se dizia que o escravo só servia para cuidar de coisas brutas, que não tinha sensibilidade. Os abolicionistas queriam demonstrar exatamente o oposto. Escolheram plantar camélias no quilombo justamente por ser uma flor superdelicada..."
(Adaptado de: FOTI, Erick. Flores do Leblon e da abolição. Jornal da PUC, Rio de Janeiro, 17 nov. 2017. Disponível em: https://jornaldapuc.vrc.puc-rio.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=5414&sid=28. Acesso em: 22 ago. 2025.)
A simbologia da camélia no movimento abolicionista brasileiro representava:
A resistência armada dos quilombolas contra os proprietários de escravos e suas milícias.
A aliança política entre estrangeiros e lideranças negras na luta pela abolição.
A capacidade produtiva dos escravos em atividades agrícolas e ecológicas.
A contestação aos estereótipos racistas que negavam sensibilidade e refinamento aos escravizados.
A influência europeia na cultura brasileira através da introdução de espécies vegetais ornamentais.
“A importância do Rio Grande do Sul para as potências do Prata era...
“A importância do Rio Grande do Sul para as potências do Prata era indiscutível. Caso ele se tornasse livre e autônomo para formar suas próprias associações como nação independente da Bacia do Prata, abriria muitas possibilidades de novas alianças e o fortalecimento das já existentes. (...) Uma aliança com a província de Entre Rios e Corrientes, e o Uruguai, poderia causar transtornos ao poderio político e econômico de Juan Manuel de Rosas, governador de Buenos Aires. Unido com o Uruguai, influenciaria na manutenção de sua independência. (...) Outras combinações poderiam ser feitas, entretanto, sob qualquer ângulo, um Rio Grande do Sul independente expressaria um Brasil mais enfraquecido.”
(Adaptado de: GOLÍN, Janaíta da Rocha. Líderes platinos na guerra civil Farroupilha. Revista Estudios Históricos, Ano VI, Nº 13, Dez. 2014 Montevidéu, Uruguai.)
A partir da análise do texto, compreende-se que a Revolução Farroupilha inseriu-se em um contexto geopolítico regional no qual:
O governo imperial brasileiro buscava expandir seu território na região do Prata através de alianças militares com Buenos Aires.
Embora interessadas na sorte da República Rio-Grandense, as potências platinas eram especialmente próximas do governo imperial brasileiro, o que impedia um posicionamento claro de seus líderes quanto ao conflito.
Uma eventual independência rio-grandense alteraria o equilíbrio de poder na região, fragilizando tanto o Império brasileiro quanto os interesses de Rosas em Buenos Aires.
Desde a Guerra da Cisplatina, o Uruguai dependia do apoio militar brasileiro e paraguaio para manter sua independência frente à ameaça argentina.
A unificação política da região platina sob domínio de Buenos Aires era o objetivo central dos líderes farroupilhas.
"E também no Brasil as coisas se aceleravam. Uma série de pequenos...
"E também no Brasil as coisas se aceleravam. Uma série de pequenos conflitos vinha se acumulando desde 1830, deixando a cidade em contínua tensão. De um lado, a onda revolucionária que se abateu pela Europa (...) despertou os liberais brasileiros contra o caráter absolutista do governo de d. Pedro. De outro, o assassinato do jornalista Libero Badaró em São Paulo, no dia 20 de novembro, acirrou ainda mais os humores da imprensa e da população. (...) Por fim, na Câmara de Deputados, a maioria liberal passou a atacar de frente o governo…"
(SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015 p. 240)
O texto acima apresenta diferentes fatores que explicam a crise política do Primeiro Reinado. De acordo com a autora, essa crise foi causada por:
Problemas internos do Brasil, como o assassinato de Libero Badaró, e a onda revolucionária nas principais capitais brasileiras, que influenciou até a Europa.
Influências externas vindas da Europa e problemas internos, como o assassinato de um jornalista e a oposição do Congresso.
Influência de potências europeias na política brasileira, que buscavam a formação de uma república liberal na América Latina.
Atuação da Câmara dos Deputados, que conspirava contra o imperador desde 1822.