Questões de História — 8º ano
Sobre o Ato Adicional (1834), assinale a alternativa correta:
Sobre o Ato Adicional (1834), assinale a alternativa correta:
a) O Ato Adicional foi um conjunto de propostas criado pelo Partido Conservador que visava descentralizar as decisões políticas no Brasil, gerando maior autonomia para as províncias.
b) O Ato Adicional foi o momento onde, por conta das diversas revoltas que estavam acontecendo no país após a abdicação de D. Pedro I, os políticos liberais entenderam ser melhor votar pelo retorno de um imperador para o país, solicitando um novo processo de colonização para os portugueses.
c) Entre as principais mudanças propostas pelo Ato Adicional, estava a mudança do modelo de regência, de Una para Trina. Portanto, com o Ato Adicional, o Brasil deixou de ter um regente apenas e passou a ter três.
d) Boa parte da autonomia que as províncias passaram a ter através do Ato Adicional de 1834 foi retirada na regência de Araújo Lima, do Partido Conservador, através da Lei Interpretativa do Ato Adicional, em 1840.
e) Diogo Feijó, membro do Partido Conservador, foi um grande defensor de criar autonomia para que as províncias pudessem tomar decisões importantes internamente. Isso porque, considerando o tamanho do Brasil, essa autonomia agilizaria processos e consequentemente auxiliaria a população, pois assim seus governantes poderiam ser mais assertivos de maneira mais rápida e eficaz.
2. No contexto da Guerra dos Mascates, o termo “mascates” era...
2. No contexto da Guerra dos Mascates, o termo “mascates” era usado para se referir aos:
A) Senhores de engenho de Olinda.
B) Soldados holandeses.
C) Comerciantes portugueses de Recife.
D) Escravizados africanos.
Sobre a Guerra do Paraguai e suas principais características, avalie...
Sobre a Guerra do Paraguai e suas principais características, avalie as seguintes afirmativas:
I – O exército brasileiro era bem treinado e organizado em meados do século XIX. Isso permitiu uma rápida reação à invasão paraguaia, neutralizando o conflito em poucos anos.
II – Uma das principais causas para a entrada da Argentina na Guerra foi a passagem de tropas paraguaias em seu território sem a devida autorização.
III – As tropas brasileiras contavam com um grande contingente de escravizados em suas fileiras que, em troca de sua participação, ganhariam a alforria no final do combate.
É correto o que se afirma em:
a) I, II e III.
b) I e II, somente.
c) I e III, somente.
d) II e III, somente.
Ao avaliar o processo de Unificação Italiana, o estadista Massimo...
Ao avaliar o processo de Unificação Italiana, o estadista Massimo dʼAzeglio (1792-1866) teria exclamado uma das mais famosas colocações em 1860: "Fizemos a Itália; agora, precisamos fazer os italianos", na qual ele indica:
a) A necessidade de povoar certos territórios da Itália, especialmente ao sul, região pouco desenvolvida e colonizada.
b) A ausência de uma unidade cultural e linguística na Península Itálica, situação que exigiria um esforço de construção de uma identidade nacional.
c) A preocupação com o novo Estado formado, que não teria força suficiente para garantir a qualidade de vida para todos os italianos.
d) O viés socialista do pensamento de Massimo dʼAzeglio, mais preocupado com os italianos do que com a Itália.
"À medida que as maneiras se refinam, tornam-se distintivas de uma...
"À medida que as maneiras se refinam, tornam-se distintivas de uma superioridade: não é por acaso que o exemplo parece vir de cima e, logo, é retomado pelas camadas médias da sociedade, desejosas de ascender socialmente. Esta imitação é um dos grandes veículos da difusão de boas maneiras: é exibindo os gestos prestigiosos que os burgueses adquirem estatuto nobre. (...) o ser de um homem se confunde com a sua aparência."
(RIBEIRO, Renato Janine. A etiqueta no Antigo Regime. São Paulo: Moderna, 1998, p.11-13)
No argumento apresentado acima, a etiqueta e o comportamento eram importantes no Antigo Regime, pois:
a) Tornavam-se símbolos de prestígio e diferenciação numa sociedade profundamente hierarquizada.
b) Permitiam que a burguesia revelasse seu refinamento ao negar os símbolos de fidalguia e religiosidade.
c) Garantiam espaços sutis de contestação política e social, ao imitar a etiqueta real em situações de escárnio.
d) Favoreceram a rápida ascensão econômica da burguesia, que atuou na venda de produtos para a nobreza, tais quais tecidos luxuosos ou vasos de porcelana.
e) Suprimia a hierarquização existente na sociedade estamental, pois permitia aos mais pobres imitar os modos e os costumes da nobreza para serem aceitos.
TIRADENTES (painel - detalhe). In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de...

ISBN: 978-85-7979-060-7
O painel de Portinari sobre Tiradentes, produzido na década de 1940, revela características específicas tanto em sua linguagem pictórica quanto em seu conteúdo histórico. A análise da obra permite identificar:
a) o uso de técnicas impressionistas europeias para criticar sutilmente o autoritarismo varguista.
b) a adoção estética neoclássica como forma de exaltação dos movimentos populares.
c) a utilização de elementos barrocos coloniais como forma de resistência cultural ao modernismo.
d) a incorporação de símbolos indígenas e africanos para valorizar a diversidade étnica brasileira.
e) o emprego de traços expressionistas e cubistas com temática histórica nacional para construir uma narrativa heroica.
"... observa-se que os revolucionários, de fato, procuraram evitar...
"... observa-se que os revolucionários, de fato, procuraram evitar uma identificação com os setores mais pobres da cidade. O professor João da Veiga Murici, um dos principais intelectuais do movimento, sugeriu que sob o governo independente a chamada “canalha” – denominação típica do período para caracterizar a população mais pobre – encontrava-se sob controle, e que só mesmo por parte dos adversários da revolução havia interesse em torná-la ameaçadora (...). Assim, na perspectiva rebelde a população cindia-se em dois grupos: o povo e a canalha, sendo que a revolução estaria identificada ao primeiro desses grupos."
(LOPES, Juliana Serzedello Crespim. Dossiê Revoltas: Sabinada. Biblioteca Virtual Consuelo Pondê. Disponível em: http://www.bvconsueloponde.ba.gov.br/category/dossie-revolltas-baianas/. Acesso em 10/11/2025).
A análise do trecho permite compreender um aspecto fundamental da composição social da Sabinada no contexto da Bahia oitocentista. A distinção entre "povo" e "canalha" estabelecida pelos revolucionários revela
a) a natureza popular e inclusiva do movimento, que buscava incorporar todos os segmentos sociais da província baiana.
b) o caráter abolicionista da revolta, que pretendia mobilizar escravizados e libertos contra a elite escravocrata local.
c) a influência das ideias socialistas europeias, que propunham a luta de classes como motor da transformação social.
d) a tentativa de estabelecer uma república federalista que garantisse direitos políticos iguais a toda a população.
e) o perfil predominantemente das camadas médias urbanas do movimento, que temia a participação efetiva dos setores mais pobres.
Antes de sua independência, o Haiti compunha a conhecida Colônia de...
Antes de sua independência, o Haiti compunha a conhecida Colônia de São Domingos, pertencente aos domínios franceses. Sobre a Colônia de São Domingos e sua economia, é correto afirmar que:
a) Tratava-se de uma das principais produtoras de açúcar da América, mantida pelo trabalho escravo africano e produzida em grandes propriedades agrícolas.
b) Foi alvo de uma pioneira reforma agrária que elevou a produção de açúcar e de café, o que tornou a Colônia alvo de interesses estrangeiros, sobretudo da Inglaterra.
c) São Domingos contava com uma numerosa população indígena que era utilizada com o apoio de Jesuítas na lavra de produtos coloniais, como o açúcar, o café e o cacau.
d) Era considerada a mais avançada e progressista das colônias americanas, contando mesmo com uma industrialização incipiente e um considerável mercado consumidor interno.
Na tentativa de aumentar suas chances de sucesso, os organizadores da...
Na tentativa de aumentar suas chances de sucesso, os organizadores da Revolta dos Malês planejaram secretamente uma data ideal para o início da Revolta. Sobre tal estratégia, os revoltosos:
a) Marcaram o início da Revolta na data da decretação da Derrama, cobrança de impostos forçada que provocava elevada insatisfação na população local.
b) Almejavam que a revolta ocorresse no fim do Ramadã, período de celebração religiosa muçulmana, numa data que também coincidia com uma importante celebração religiosa católica.
c) Organizaram-se para que a Revolta ocorresse no Domingo de Páscoa, data de celebração católica e sem importância para o mundo islâmico.
d) Pretendiam se aproveitar da data da troca do governador local, recém-indicado pela Regência de Diogo Feijó.
"O levante fracassou por diversas razões (...). O mais grave, para...
"O levante fracassou por diversas razões (...). O mais grave, para eles, porém, foi que seus inimigos eram muitos e se uniram: toda a população livre da Bahia — branca e mulata, rica ou miserável — se articulou, por laços de interesse, solidariedade ou medo, contra a insurreição africana. A rebelião foi derrotada. Mas a derrota nunca significou o fim da luta pela liberdade, como uma utopia próxima da realidade."
(SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015 p. 257)
A partir da leitura do trecho acima, conclui-se que um dos principais motivos para o fracasso da Revolta dos Malês foi:
a) A superioridade numérica dos rebeldes africanos, que acabou gerando confusão tática durante os combates em Salvador.
b) A falta de interesse dos escravos em obter a liberdade, preferindo manter as condições de trabalho da época.
c) O isolamento dos revoltosos africanos, que enfrentaram uma união de diversos setores da sociedade livre, motivados pelo medo de uma insurreição negra generalizada.
d) O apoio das tropas inglesas ao governo brasileiro, que garantiu armas modernas para a repressão do movimento muçulmano.