Romance Romântico

Daniela Diana

O Romance Romântico busca responder às exigências do público leitor mediano do fim do século XVIII e início do século XIX.

Sofre as influências dos costumes urbanos e das amenidades das zonas rurais, retoma o mito do cavaleiro medieval, que agora é o herói local.

É considerado um instrumento de popularização da leitura e nacionalização das letras. Está intimamente ligado ao reconhecimento dos espaços nacionais, o campo, a selva e a cidade.

As situações, cenários e personagens são marcados pela imaginação e ideologia românticas, com os quais o leitor se identifica.

Contexto Histórico

No Brasil, o Romance Romântico resulta do rompimento com os ditames coloniais. Até a primeira metade do século XIX, o País ainda era extremamente dependente da vida cultural ditada por Portugal.

Assim, o estilo surge do amadurecimento do sentimento nativista que impõe a criação de uma literatura entrelaçada com a nova realidade.

A vinda da família real ao Brasil e o fotojornalismo desempenharam importante papel para o desenvolvimento do Romance Romântico brasileiro.

Com a chegada da Corte Portuguesa no Brasil entre 1808 e 1821, ocorre a abertura dos portos às nações amigas, construções de bibliotecas, bem como instituições educacionais e científicas.

A partir de 1822, com a euforia da Independência, urge a criação de uma cultura genuinamente nacional.

Características

  • Retrato das tradições
  • Estilo fluente e leve
  • Linguagem simples para a época
  • Tramas fáceis
  • Otimismo burguês

Obras

Cronologicamente, o primeiro romance brasileiro foi "O Filho do Pescador", 1843, de Teixeira e Souza.

A obra, contudo, recebeu críticas e convencionou-se o pioneirismo a para "A Moreninha", 1844, de Joaquim Manoel de Macedo (1820 - 1882).

A Moreninha

Na obra "A Moreninha", Joaquim Manoel de Macedo explora os costumes da sociedade carioca, a narrativa sobre as expectativas burguesas e os cenários e costumes do Rio de Janeiro.

No livro, Macedo apresenta a organização dos romances iniciais, com a descrição dos costumes da sociedade carioca, as festas, a tradição em um estilo leve e fluente.

O leitor encontra tramas fáceis e pequenas intrigas de amor e mistério. O final é feliz e com o amor vitorioso. Os personagens revelam a defesa à burguesia com jovens estudantes, belos, bem formados e moças puras, agradáveis e elegantes.

Daniela Diana
Daniela Diana
Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.