Animais Peçonhentos

Lana Magalhães

Os animais peçonhentos são aqueles que produzem substâncias tóxicas que podem ser injetadas diretamente em outros organismos, graças a presença de um aparelho inoculador.

Diferenças entre Animais Peçonhentos e Venenosos

Os animais peçonhentos e venenosos possuem em comum o fato de produzir veneno. O que os diferencia é a presença de uma estrutura para inocular (injetar, transmitir) essa substância.

Os animais peçonhentos possuem um aparelho para inocular o veneno. As glândulas de veneno ou peçonha desses animais ligam-se com dentes ocos, ferrões ou aguilhões.

São exemplos de animais peçonhentos as serpentes, aranhas, escorpiões, vespas, abelhas, marimbondos e formigas.

Entre as serpentes peçonhentas encontradas no Brasil estão: a cascavel, as jararacas, a surucucu e a coral-verdadeira. Em serpentes, as glândulas de veneno ligam-se aos dentes ocos (presas) usados para inocular o veneno.

Presas da serpente por onde o veneno é inoculado

As presas da serpente são usadas para inocular o veneno

Os animais venenosos produzem veneno. Porém, não possuem estruturas para inoculação.

Um exemplo de animal venenoso é o sapo. Algumas espécies são venenosas, mas o veneno só é liberado quando a glândula que o produz é pressionada.

Acidentes com Animais Peçonhentos

No Brasil, os principais animais peçonhentos que causam acidentes são as serpentes, escorpiões e aranhas.

Os acidentes com serpentes, especialmente com jararacas, acontecem mais nas regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil.

Dentre as espécies de escorpião, o escorpião-amarelo é o que mais causa acidentes. Entre as aranhas, destacam-se a aranha-marrom e aranha-armadeira.

Escorpião-amareloEscorpião-amarelo

Os acidentes ocorrem com mais frequência em áreas rurais e em locais com condições precárias de habitação ou higiene. A época de enchentes também é propícia aos acidentes, pois muitos animais saem de seus abrigos.

Algumas medidas podem ser adotadas para evitar os acidentes com animais peçonhentos. As principais são:

  • Evitar o acúmulo de entulhos dentro de casas ou em quintais;
  • Evitar entrar em áreas de mata. Quando necessário, utilizar calças e sapatos fechados;
  • Utilizar repelentes;
  • Não colocar a mão em buracos na terra ou em troncos de árvores.

Em caso de acidente, a pessoa deve ser encaminhada imediatamente a um posto de saúde. Se possível, o animal deve ser coletado para identificação. Isso ajudará na escolha do melhor tratamento e soro a ser utilizado.

Os primeiros socorros consistem em:

  • Manter a pessoa acidentada calma e de preferência deitada;
  • Manter o membro picado mais elevado que o corpo;
  • Lavar o local da picada com água e sabão ou soro fisiológico.

Também é importante ressaltar as seguintes informações relacionadas com os primeiros socorros:

  • Não fazer sucção do veneno;
  • Não fazer torniquete;
  • Não cortar ou queimar o local afetado pelo veneno;
  • Não espremer o local da picada;
  • Não colocar folhas, pó de café ou terra sobre a ferida.

Muitas dessas ações podem comprometer a circulação sanguínea e causar necrose ou infecções, agravando ainda mais a saúde do acidentado.

Lana Magalhães
Lana Magalhães
Licenciada em Ciências Biológicas (2010) e Mestre em Biotecnologia e Recursos Naturais pela Universidade do Estado do Amazonas/UEA (2015). Doutoranda em Biodiversidade e Biotecnologia pela UEA.