Os Centauros na Mitologia Grega

Daniela Diana

Os Centauros são seres míticos da mitologia grega cujo corpo é formado por parte de um homem - que corresponde ao tronco, braços e cabeça - e o restante do corpo de um cavalo.

Eles representam o instinto animal em junção com a inteligência humana, metáfora das ações dos homens numa situação de perda de controle.

Essas criaturas vivem em florestas e montanhas e se alimentam de carne crua. Apresentam muita energia física e aparecem, geralmente, em bando.

A simbologia dos centauros se opõe, pois, tanto podem ser delicados e encantadores como ignorantes e agressivos. Do grego, Kentauros significa "matador de touros".

Centauros
Estátuas de centauros na ponte do parque Pavlovsk, na Rússia

Origem do Centauro

Esse mito teve origem pelos viajantes que observavam vaqueiros sempre a cavalo na região da Tessália.

Os centauros se subdividem em duas linhagens, a saber:

  • Os filhos de Ixíon e de uma nuvem, que representavam a força bruta, utilizada inescrupulosamente;
  • Os filhos de Filira e Cronos, dentre os quais o mais notável fora Quíron. Contrariamente aos filhos de Ixíon, estes empregam a força a serviço do bem.

Lenda do Centauro

Diz a lenda que Ixíon teria se apaixonado por Hera durante um festim ofertado por Zeus, o qual, ao perceber que seu convidado tentava seduzir sua esposa, resolveu o entreter e moldou a forma de sua divina esposa empregando uma nuvem.

Ixíon, ludibriado pelo Deus do Olimpo, teve relações com a Hera feita em cópia, de cuja união teria nascido os centauros.

Representando o sofrimento, Quíron, que ao nascer foi rejeitado por sua mãe - que era humana - se tornou um médico muito habilidoso, cuja experiência de sofrimento foi utilizada para ajudar seus doentes. Foi tutor de Asclépio, o deus da Medicina.

Quíron - conhecido como o centauro mais civilizado - foi ferido acidentalmente por uma flecha envenenada de Héracles (Hércules, na mitologia romana), de quem era amigo.

Quíron, que tinha o privilégio da imortalidade, ofereceu essa vantagem a Prometeu, pois desejava morrer para poder descansar.

A Batalha dos Centauros

Esses seres monstruosos se tornaram epicamente conhecidos pela luta que travaram com os humanos, gerada pelo seu intuito de raptar e violentar Hipodâmia no dia da sua casamento com Pirítoo, rei dos Lápitas e também filho de Íxion.

A contenda é, porém, uma metáfora do conflito existente entre as paixões e a razão do ser humano.

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Daniela Diana
Daniela Diana
Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.