Criacionismo


O Criacionismo é a teoria ou crença religiosa na qual a humanidade, bem como toda a vida na Terra e no Universo são frutos da criação de um ser sobrenatural sem nenhuma, ou quase nenhuma matéria pré-existente, além, é claro, de que essas criações não estariam sujeitas a evoluções ou transformações.

De um modo geral, todas as civilizações buscam ou buscaram dar conta da origem do Homem e do Universo e, sem espanto, cada uma possui uma versão sobre o tema, o qual, via de regra, possui uma explicação religiosa em que todos os seres vivos teriam sido criados por uma ou mais entidades, sendo essas, quase sempre antropomórficas, posto que o Criador faz sua criatura à sua imagem e semelhança.

Ademais, observe que nas crenças dessa natureza, a interferência divina se estende para além do ato de criação, pois o ser divino continua agindo no mundo mortal como quando Deus inspira Noé a construir sua arca para fugir do dilúvio.

Não obstante, sabemos que as origens da espécie humana são discursos míticos e o criacionismo é um discurso baseado, via de regra, em tradições escritas que buscam explicações literais para narrativas mítico-religiosas presentes nas escrituras sagradas.

Assim, as religiões pelo mundo irão constituir cada uma, sua própria teoria criacionista, como a grega, que confere aos Titãs a origem do homem, moldado em barro como na a narrativa bíblica, na qual o homem teria sido criado após o céu e terra. Vale destacar que três importantes religiões monoteístas possuem suas versões criacionistas e são amplamente aceitas pela população, a saber o judaísmo, cristianismo e islamismo.

Criacionismo Científico

Apesar do termo Criacionismo se aplicar a todas explicações mítico-religiosas para origem da vida no Universo, este termo ficou mais conhecido a partir de sua oposição à ciência evolutiva a do século XVIII, quando ficou exposto o contraste entre as teorias científicas, como a da evolução, e as explicações religiosas.

Portanto, a partir das explicações evolucionistas científicas, especialmente as de Charles Darwin, durante o século XIX, os argumentos criacionistas irão fazer suas revisões e reinterpretações. Esse movimento fica mais claro nos Estados Unidos, onde o termo "criacionismo" torna-se popular a partir da década de 1920, quando passa a ser associado ao posicionamento fundamental do cristianismo para a o tema da evolução humana, especialmente entre as igrejas protestantes naquele país.

Por conseguinte, muitas vezes os criacionistas irão rejeitar as conclusões da pesquisa científicas, contudo, alguns irão se apoiar no cientificismo para constituir argumentos que vão além do cunho religioso, pois incorporam atributos científicos e filosóficos para fundamentar as evidências de que houvera planejamento no que tange ao surgimento das espécies (Design Inteligente). Importante destacar ainda que há uma posição criacionista que afirma a existência de um Criador sem identificá-lo, enquanto outras afirmam quem é o Criador.

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