Dengue

Lana Magalhães

A dengue é uma das doenças tropicais infecciosas mais conhecidas do mundo. É causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

É um sério problema de saúde pública nos países tropicais, nos quais as condições ambientais favorecem a proliferação do mosquito transmissor da doença.

No Brasil, o Ministério da Saúde estima que 500 cidades possam sofrer com surtos da doença em 2019.

Transmissão da Dengue

Mosquito da dengue
Mosquito da dengue em contato com o sangue humano

O vírus da dengue é um arbovírus, aqueles que são transmitidos por picadas de insetos, pertencente ao gênero Flavivírus e família Flaviviridae.

Em todo o mundo existem quatro tipos de vírus da dengue. Assim, quando uma pessoa é infectada por um tipo de sorotipo, torna-se imune a ele.

Os vetores da dengue são mosquitos do gênero Aedes, sendo a espécie Aedes aegypti a responsável pela transmissão da dengue nas Américas.

A transmissão da dengue ocorre através da picada do mosquito fêmea de Aedes aegypti, desde que esteja infectada pelo vírus por ter picado anteriormente uma pessoa com o vírus.

Não é possível a transmissão de pessoa para pessoa, ou seja, através do contato com a pessoa doente. Da mesma forma, o vírus não é transmitido por meio de alimentos ou água contaminada.

A pessoa pode contrair dengue mais de uma vez na vida. Porém, como existem quatro sorotipos, ela se torna imune ao que já houve contato.

Sintomas de Dengue

A dengue apresenta duas formas principais, a dengue clássica e a dengue hemorrágica, as quais se diferenciam pelos seus sintomas. Entretanto, em muitos casos o doente não apresenta sintomas.

Sintomas da Dengue
Diferenças entre os sintomas da dengue clássica e hemorrágica

Dengue Clássica

A dengue clássica é a forma mais comum e branda da doença. Muitas vezes os seus sintomas confundem-se com os da zika.

Os sintomas da dengue clássica costumam ser sentidos de 7 a 15 dias e são os seguintes:

  • Febre alta (39° a 40°): De início repentino, sendo o primeiro sintoma a aparecer;
  • Dores musculares e articulares;
  • Fraqueza;
  • Perda de apetite;
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor de cabeça;
  • Dor atrás dos olhos;
  • Manchas e prurido cutâneo.

Dengue Hemorrágica

A dengue hemorrágica é uma forma mais grave da doença, de início os sintomas se assemelham aos da dengue clássica. Porém, eles são acompanhados por outros sintomas:

  • Febre alta;
  • Sangramentos inesperados;
  • Aumento do fígado;
  • Dor abdominal;
  • Problemas na circulação sanguínea.

Tratamento da Dengue

Tratamento da dengue
Recomendações para o tratamento da dengue

O tratamento da dengue é diferenciado conforme o seu tipo. De modo geral, é recomendado fazer repouso, ingerir bastante líquido e não se automedicar.

Não existe um tratamento específico. Para aliviar os sintomas, são administrados medicamentos analgésicos e antitérmicos (paracetamol e dipirona).

Além disso, alguns tipos de medicamentos como os salicilatos e os anti-inflamatórios não hormonais devem ser evitados.

Já o tratamento da dengue hemorrágica exige maiores cuidados, e o paciente necessita de internação médica.

Prevenção da Dengue

A dengue só pode ser combatida através da eliminação dos mosquitos de Aedes aegypti. É por isso que a participação popular e as campanhas de combate ao mosquito devem ser constantes, especialmente, nas áreas de risco de transmissão da doença.

O mosquito deposita os seus ovos em água parada. Por isso, eliminar os seus criadouros é fundamental para diminuir a proliferação dos mosquitos.

Confira algumas dicas para evitar a dengue:

  • Evite o acúmulo de água nos quintais, seja em recipientes ou no próximo solo;
  • Manter fechadas as caixas d'água;
  • Observar se não existe água acumulada em pneus velhos;
  • Limpar os recipientes de água dos animais domésticos;
  • Usar telas de proteção em janelas e portas;
  • Colocar areia nos vasos de plantas;
  • Evitar o acúmulo de lixo;
  • Limpar as calhas das casas;
  • Utilizar repelentes em áreas de risco.

Vídeo sobre a Dengue

Lana Magalhães
Lana Magalhães
Licenciada em Ciências Biológicas (2010) e Mestre em Biotecnologia e Recursos Naturais pela Universidade do Estado do Amazonas/UEA (2015). Doutoranda em Biodiversidade e Biotecnologia pela UEA.