Fome no Brasil


A fome é uma realidade para milhares de pessoas no Brasil (cerca de 7 milhões). Além disso, existem, ainda, mais de 40 milhões de pessoas que não comem a quantidade mínima necessária para uma alimentação adequada, apresentando, por isso, problemas de nutrição.

Apesar de tão amplo, há alguns anos esse número tem vindo a ser reduzido, conforme pesquisas promovidas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O pior período para o Brasil foi a década de 80. Nessa altura, 40% da população vivia em extrema pobreza.

O Problema e as suas Causas

O IBGE classifica o problema da fome em três níveis nomeados de “níveis de insegurança alimentar”:

  • Leve - existe a preocupação com a quantidade, bem como com a qualidade, dos alimentos.
  • Moderada - existe limitação na quantidade de alimentos.
  • Grave - existe a fome decorrente da real falta de alimentos.

Embora esteja mais radicado em determinadas regiões, o problema existe em todo o país. O Nordeste é a região do Brasil onde esse problema é mais grave, seguindo-se a região Norte.

No Maranhão, mais de 60% da população passa por dificuldades para de alimentar em condições. Segue-se Piauí, Amazonas e Pará. Em situação grave, o Acre é o estado que mais se destaca.

No que respeita às zonas, o problema da fome incide em 6,3% na zona rural contra 3,1% detectado na zona urbana.

Num país cuja agricultura é bastante desenvolvida é constrangedor conhecer esses números, o que se explica pelo fato de a maior parte dos produtos agrícolas brasileiros serem objeto de exportação, bem como pelo resultado da desigualdade social oriunda da má distribuição de renda da sociedade brasileira somado, ainda, a outros agravantes tais como a seca, as inundações, a destruição de lavouras provocadas por pragas ou desastres naturais.

Para saber mais: Seca no Nordeste.

Dados do IBGE

O último estudo feito pelo IBGE, em convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), foi realizado no final de 2013 e divulgado em dezembro de 2014.

A amostra compreende 148, 7 mil domicílios ou 362,6 mil moradores e o instrumento utilizado foi a EBIA (Escala Brasileira de Insegurança Alimentar).

De acordo com esse estudo, cerca de 7 milhões de pessoas convivem com a “insegurança alimentar grave”.

Um dado bastante alarmante é que as pessoas em situações graves de fome têm computador com acesso à internet em casa.

No que respeita à idade, em 2013, as situações mais graves de fome eram encontradas entre as crianças entre 0 e 4 anos (4,8% do total) e entre 5 e 17 anos (5% do total).

Quanto à raça, os brancos são menos afetados do que os negros e pardos, bem como os amarelos e indígenas (estes, os mais afetados). O problema afeta mais a população com baixa escolaridade.

Leia também: