Giordano Bruno


Giordano Bruno foi um filósofo renascentista, teólogo e religioso italiano. Entrou para a história por ter sido queimado vivo como herege pelo tribunal da Santa Inquisição.

Foi sentenciado à morte por não refutar a teoria do heliocentrismo, que provou ser a Terra girar em torno do Sol.

Giordano Bruno também foi punido por desafiar um dos principais dogmas da Igreja Católica, a Santíssima Trindade. Para ele, Deus era todo o Universo e Jesus Cristo não integrava a pessoa divina.

A sentença foi executada no Campo di Fiori, em Roma, no dia 17 de fevereiro de 1600, quando Bruno tinha 52 anos.

Giordano Bruno

Biografia

Giordano Bruno nasceu em 1548, na cidade de Nola, localizada na Itália. Era filho único dos nobres Giovanni Bruno e Fraulissa Savolino, que o batizaram como Fellipo Bruno.

A família considerou que tinha vocação religiosa e, por isso, foi encaminhado a um convento na cidade de Nápoles. Bruno tinha 13 anos e passou a estudar Humanidades, Lógica e Dialética. Aos 17 anos, mudou o nome para Giordano por ocasião da celebração onde recebeu o hábito dominicano.

Foi ordenado sacerdote em 1572, e terminou em 1575 os estudos em teologia. Seu espírito libertário e a alma inquieta o levaram a aprofundar-se nos estudos sobre a formação do universo.

Seu pensamento era guiado por autores como Aristóteles, Nicolau de Cusa (1401 - 1464), Johannes Kepler, Heráclito e Ario. Por manifestar suas ideias, foi acusado de heresia e forçado a deixar Nápoles em 1576.

No mesmo ano, Giordano Bruno deixa a batina e em Genebra adere ao Calvinismo. A partir de 1582, passa a ensinar em Paris e escreve suas primeiras obras, entre elas, "Sinais dos Tempos".

A produção literária de Giordano Bruno volta-se para a teoria do heliocentrismo no período de 1583 e 1585, na Inglaterra. Suas ideias, que corroboram com Nicolau Copérnico (1473 - 1543) são publicadas, como "O Infinito Universo et Mundos".

Em 1591, Bruno vai viver em Frankfurt, onde compõe poemas e aprofunda nos estudos de mnemônica, uma técnica de memorização. Convidado pelo nobre Giovanni Mocenigo, vai a Veneza para demonstrar a mnemônica.

Mocenigo, impressionado com a desenvoltura do ex-padre, acredita que o processo de memorização é magia e o denuncia à Santa Inquisição. Giordano Bruno é preso e julgado em Veneza. O julgamento foi transferido para Roma e durou sete anos.

Para alguns historiadores, Bruno caiu em uma armadilha montada pela Igreja com auxílio do nobre.

A Santa Inquisição exigiu a retratação integral de suas teorias. Giordano Bruno defendia que o Universo era infinito e estava inacabado. Ou seja, não era a obra perfeita e concluída por Deus, como postulado pela Igreja Católica.

O filósofo também colocava Jesus Cristo como um mágico dotado de grandes habilidades e não parte integrante da pessoa de Deus, juntamente com o Espírito Santo. Questionado pelos inquisidores, Giordano Bruno destacou que suas ideias eram filosóficas e não religiosas. O argumento não foi aceito.

Em 1599, a Igreja Católica exige a retratação de Bruno que, se o fizesse, estaria livre da pena de morte. Ele não aceitou negar seu pensamento e, pela sentença proferida pelo Papa Clemente VIII (1592 - 1605), seria queimado vivo.

Bruno foi considerado um herege impenitente, pertinaz e obstinado. Durante oito dias antes da execução da sentença, vários padres tentaram, sem sucesso, convencê-lo de renegar seu pensamento.

No Campo de Fiori, onde ocorreu a execução da pena, foi erguido um monumento em homenagem a Giordano Bruno. O projeto, concluído em 1887, foi executado por homens da cultura romana, que se uniram para arrecadar fundos. A execução da obra ficou sob a responsabilidade do escultor Ettore Ferrari (1845 - 1929).

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