Governo Provisório


O governo provisório é o primeiro período da Era Vargas e durou de 1930 a 1934. Foi instituído pela Revolução de 1930, que encerrou a Primeira República no Brasil.

A Era Vargas durou de 1930 a 1945 e, além do governo provisório, é subdividida em governo constitucionalista (1934 - 1937) e estado novo (1937 - 1945).

Chefiado por Getúlio Vargas (1882 - 1954), o governo provisório foi marcado pelo apoio de tenentes que exigiam a transformação estruturais, econômica e política do Brasil.

Entre os tenentes que apoiavam o movimento estavam Juarez Távola, Juraci Magalhães e João Alberto.

Revolução de 1930

Getúlio Vargas decidiu compensar os tenentes pela participação na Revolução de 30 e os inseriu nos principais cargos da administração. Os tenentes passaram a controlar os estados após a deposição dos presidentes estaduais eleitos.

Um ano depois da revolução, o governo provisório adotou o Código dos Interventores, que consistia na manutenção de militares no poder na maioria dos estados. A manobra política desagradou os redutos oligárquicos do País, que passaram a confrontar o governo.

A situação piorou com o intento dos tenentes, que não queriam sepultar os ideais revolucionários e ainda cobravam um governo intervencionista, centralizador e reformista.

Unidos em uma entidade, o Clube 3 de Outubro, os militares debateram instrumentos para fortalecer as Forças Armadas, aplicar a reforma trabalhista, centralizar o poder nas mãos de Getúlio Vargas e manter um governo com uma roupagem de ditadura.

Os grupos oligárquicos, contudo, cobravam a reforma constitucional e passaram a confrontar Getúlio Vargas na tentativa de evitar o fortalecimento político dos tenentes.

Revolução de 1932

O descontentamento dos grupos oligárquicos, liderados pelos paulistas, marcaram o início da Revolução de 1932, que foi sufocada pelo governo. Um ano depois, era instituída a Assembleia Nacional Constituinte, que ocorreria em 1934.

Entre as definições da nova Constituição estava a eleição por voto direto e secreto, condições que colocavam os tenentes indicados por Vargas em desvantagem. Perdendo força no campo político, o movimento dos tenentes chegaria ao fim e a Era Vargas entra em outra fase, a do governo constitucionalista.

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