Hino da Independência

Juliana Bezerra

O Hino da Independência de Brasil foi escrito pelo jornalista e político Evaristo da Veiga (1799-1837) em agosto de 1822.

Sua poesia recebeu inicialmente o título de "Hino Constitucional Brasiliense", sendo musicado pelo maestro Marcos Antônio da Fonseca Portugal (1760-1830).

História do Hino

O Imperador D. Pedro I (1798-1834) teve formação musical e foi aluno dos mestres Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), de Marcos Portugal e de Sigismund Neukomm (1778-1858).

Ele tocava clarineta, fagote e violoncelo. Realizou uma abertura, executada no Teatro Italiano de Paris, em 1832, bem como obras religiosas como um Credo e um Te Deum.

Compôs o Hino da Carta, adotado posteriormente como o Hino Nacional Português até 1910, quando houve um golpe que depôs a monarquia em Portugal.

Dom Pedro I compondo o Hino da Independência
Primeiros sons do Hino da Independência do Brasil, de Augusto Bracet (1881-1960)

Em 1824, musicou o poema de Evaristo da Veiga, substituindo a antiga melodia de Marcos Portugal e criando oficialmente o Hino da Independência do Brasil.

Com a Proclamação da República (1889) o hino deixou de ser executado no país. Em 1922, com o centenário da Independência voltou a ser tocado, mas com a música original do maestro Marcos Portugal.

Somente durante a presidência de Getúlio Vargas (1930-1945) o ministro da educação Gustavo Capanema nomeou uma comissão, da qual fazia parte o maestro Heitor Villa-Lobos, para definitivamente restabelecer a melodia composta por D. Pedro I.

Letra do Hino da Independência

Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo juvenil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

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Juliana Bezerra
Juliana Bezerra
Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.