Leste Europeu


O Leste Europeu é formado por países localizados no centro do continente europeu.

Este termo indica uma série de países que tiveram uma trajetória histórica e cultural diferente dos países da Europa Ocidental.

Também podemos designá-lo Europa Oriental ou Europa do Leste.

Leste EuropeuMapa com as diferentes regiões do continente europeu. Em laranja, o Leste Europeu.

Países do Leste Europeu

  • Albânia
  • Bielorrússia
  • Bósnia e Herzegóvina
  • Bulgária
  • República Tcheca
  • Croácia
  • Geórgia
  • Eslováquia
  • Estônia
  • Hungria
  • Kosovo (reconhecimento discutido)
  • Letônia
  • Lituânia
  • Macedônia, República da Macedônia (ou Antiga República Iugoslava da Macedônia/FYROM)
  • Moldávia
  • Montenegro
  • Polônia
  • Romênia
  • Rússia
  • Sérvia
  • Ucrânia

Cidades

Atualmente, várias cidades do Leste Europeu passam por um processo de descoberta pelos próprios vizinhos e turistas de todo mundo.

Todas elas atraem pela incrível oferta cultural e também os preços mais baratos que outras capitais como Londres ou Paris.

Desta maneira, vemos como Praga, capital da República Tcheca; Budapeste, capital da Hungria e recentemente, Zagrebe, capital da Croácia, estão cada vez mais populares entre os viajantes.

Resumo

Os países do Leste Europeu são agrupados conforme suas características culturais e históricas.

Normalmente, reúnem países que ficaram sob a influência da Igreja Ortodoxa e possuem o idioma de origem eslava.

Muitos deles como Sérvia, Montenegro, Croácia foram dominados pelo Império Turco-Otomano. Por isso encontramos um número grande de muçulmanos estabelecidos ali há vários séculos.

Por sua vez, regiões como a Hungria, República Tcheca e a Eslováquia fizeram parte do Império Austro-Húngaro. Possuem uma cultura próxima ao ocidente, apesar de não terem sido ocupados pelo Império Romano.

Primeira Guerra Mundial

Depois da Primeira Guerra Mundial, os Impérios que dominavam essa região se desfizeram.

Vários povos conseguem, neste momento, a sua independência. É criado o Reino da Iugoslávia, e os países Áustria, Hungria, Tchecoslováquia, Albânia, Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia.

Leia sobre:

Guerra Fria

Depois da Segunda Guerra Mundial, a região foi libertada dos nazistas pelos soviéticos. Assim, essas nações adotaram o socialismo como regime de governo.

Também assinaram o Pacto de Varsóvia em 1955 a fim de estabelecerem uma união e um sistema de defesa parecido ao da OTAN.

A única exceção foi a Iugoslávia que não se alinhou com a política soviética embora fosse socialista.

De todas as formas, a expressão “leste europeu” foi largamente utilizada para designar os países do continente que haviam adotado o socialismo como regime de governo.

Saiba sobre:

Queda do Muro de Berlim (1989)

Em 1989, com a queda do Muro de Berlim, os regimes socialistas vão caindo um após outro no Leste Europeu. Com exceção da Romênia e da Iugoslávia, a transição foi realizada de maneira pacífica.

Na Romênia, houve uma disputa entre os antigos dirigentes socialistas, o Exército e o povo. O levante popular bombardeou edifícios de Bucareste e terminou com o dirigente Nicolai Ceausescu e sua mulher Elena Ceausescu, presos e fuzilados.

A antiga Iugoslávia mergulharia num conflito sangrento onde cada uma das nações da antiga república socialista, desejavam constituir um país soberano.

A década de 90 foi especialmente dura, pois estas nações tiveram que passar de uma economia estatal para uma economia de mercado.

Atualmente, alguns dos antigos países do Leste Europeu fazem parte da União Europeia tornando o termo obsoleto.

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Exercícios de Vestibular

1. (UFMG) Considerando-se a fragmentação territorial da ex-Iugoslávia, é CORRETO afirmar que esse processo:

a) foi um desdobramento dos choques entre as diversas nacionalidades que, até então, compunham o País.
b) decorreu da queda da Monarquia, responsável pela unidade política e pela integridade territorial do País.
c) resultou da luta da Sérvia, apoiada pela Bósnia, contra Montenegro, de população majoritariamente muçulmana.
d) derivou da resistência da Federação à política de Tito, que transformou o País em uma República Social Democrata.

a) Foi um desdobramento dos choques entre as diversas nacionalidades que, até então, compunham o País.


2. (FATEC-2007) Nos países do leste recém-incorporados à União Européia, a indústria automobilística passou de 310 mil empregos em 2000 para 400 mil em 2006. As folhas de pagamento aumentaram 62% na Eslováquia, que já tem 58.400 pessoas no setor, e 41% na República Tcheca, que tem outras 111 mil. Na Polônia o emprego aumentou 25%, para 111 mil pessoas; na Hungria, 32%, para 44 mil; e na Eslovênia, 31%, para 9.200. (http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lavanguardia, acesso em 27/03/2007)

O quadro econômico expresso na notícia, complementa- se, corretamente, com os seguintes dados:

a) a entrada desses países do leste europeu na União Europeia, em condições iguais às dos membros mais antigos, lhes dá grandes vantagens competitivas, já que possuem custos de produção menores, atraindo investimentos industriais.
b) esses novos membros da União Europeia aproveitam os altos índices de crescimento industrial nos países mais ricos da Europa nas últimas décadas, como Alemanha e França, apresentando-se como áreas de expansão da indústria automobilística no interior da Europa.
c) a presença do Estado, como agente econômico com grande participação na economia dos países do leste europeu, é um importante fator atrativo para indústrias multinacionais aí se instalarem, já que estas são dependentes do capital estatal.
d) o fato de pertencerem à União Europeia torna esses novos países-membros verdadeiras “portas de entrada” para mercados de maior poder aquisitivo, fazendo com que indústrias de países em desenvolvimento os procurem para lá se instalarem.
e) pelo fato de tais países do leste europeu terem sido essencialmente agrícolas no período em que estavam sob o domínio da União Soviética, os atuais governos daqueles promovem políticas de atração de indústrias, acenando com subsídios e poucos encargos trabalhistas.

a) A entrada desses países do leste europeu na União Europeia, em condições iguais às dos membros mais antigos, lhes dá grandes vantagens competitivas, já que possuem custos de produção menores, atraindo investimentos industriais.