Realismo Mágico

Daniela Diana

O Realismo Mágico, Realismo Fantástico ou Realismo Maravilhoso, foi um movimento literário que surgiu no século XX no continente americano.

Ele teve seu apogeu nas décadas de 60 e 70 como resposta aos movimentos ditatoriais da América Latina.

Realismo mágico hispano-americano

Os movimentos ditatoriais e totalitários que se alastraram na América Latina durante o século XX, foram propulsores para a criação do gênero fantástico na literatura.

Vale lembrar que a literatura, tal qual as artes em geral, são produzidas em determinados contextos e por mais que se tratam de obras fictícias, os autores que as criam, reproduzem, de alguma maneira, a realidade e contexto em que vivem.

Assim, muitos escritores latino americanos destacaram-se no movimento do realismo mágico (realismo maravilloso, em espanhol) que adquiria forma a partir dos anos 40.

Ele teve como marco inicial a obra “Letras y hombres de Venezuela” (1948), do escritor venezuelano, Arturo Ular Pietri, o primeiro a utilizar a expressão na América Latina.

Depois dele, muitos outros escritores buscaram a fusão de elementos reais e fantásticos para expressar e sobretudo, criticar determinados padrões e conjunturas que ocorriam no mundo e na América Latina.

Isso tudo, ao mesmo tempo em que se distanciavam da literatura fantástica europeia, para criarem algo mais identitário.

Principais características do realismo mágico

realismo mágico

  • Presença de elementos fantásticos ou mágicos (combinação do real e do irreal);
  • Experiências sobrenaturais;
  • Tempo cíclico em detrimento do tempo linear.

Principais autores e obras

No Brasil, os escritores que apresentaram características da literatura fantástica foram:

  • Murilo Rubião (1916-1991) e a obra “O ex-mágico” (1947);
  • José J. Veiga (1915-1999) com a obra “Os Cavalinhos de Platiplanto” (1959).

No continente americano, os atores hispano-americanos que se destacaram com a literatura fantástica foram:

  • O escritor venezuelano Arturo Uslar Pietri (1906-2011) e suas obras “A chuva” (1935) e “Letras e homens da Venezuela” (1948).
  • O escritor guatemalteco Miguel Angel Astúrias (1899-1974) e suas novelas “O senhor presidente” (1946) e “Homens de milho” (1949).
  • O escritor peruano Mario Vargas Llosa (1936-) e suas obras “A Casa verde” (1966) e "Conversas na catedral" (1969).
  • O escritor panamense Carlos Fuentes (1928-2012) e sua novela “Aura” (1962) e "Troca de pele" (1967).
  • O escritor colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014) com suas obras “Cem anos de solidão” (1967) e “O outono do patriarca” (1975).
  • O escritor argentino Jorge Luís Borges (1899-1986) e sua obra de contos intitulada “Ficções” (1944).
  • O escritor argentino Júlio Cortázar (1914-1984) e suas obras “História de cronópios e de fama” (1962) e o “O jogo da amarelinha” (1963)
  • O escritor cubano Alejo Carpentier (1904-1980) com suas novelas “Reino deste mundo” (1949) e “Os passos perdidos” (1953).
Daniela Diana
Daniela Diana
Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.