Revoluções Burguesas


Revoluções Burguesas são revoltas protagonizadas pela classe burguesa. As aspirações econômicas e sociais da burguesia, em detrimento do absolutismo foram responsáveis por essas revoluções.

A burguesia almejava o capitalismo e, embora fosse economicamente a classe dominante, era subordinada política e juridicamente à monarquia e à igreja.

Tendo acontecido em várias localidades e em períodos distintos, destacam-se, todavia, a Revolução Puritana e Revolução Gloriosa, ambas na Inglaterra, no século XVII, bem como a Revolução Francesa, na França, no século XVIII.

Conheça aqui as principais características da Burguesia.

Revolução Puritana

Com a morte de Elizabeth I (Dinastia Tudor) teve início a Dinastia Stuart quando Carlos I assumiu o trono, sendo sucedido após sua morte por seu filho Jaime I.

Durante a Dinastia Stuart inicia o confronto entre a monarquia, adepta do absolutismo monárquico e parlamento britânico, composto por burgueses. A motivação era não só econômica - a monarquia considerava que o desenvolvimento econômico aspirado pelos burgueses seria um entrave para o seu governo, mas também de caráter religioso - em decorrência da imposição do catolicismo aspirada pelo rei, que era católico, enquanto a maior parte da Inglaterra era anglicana e o parlamento, por sua vez, era presbiteriano.

No desenvolvimento dessa revolução, Carlos I foi condenado à morte. Em consequência disso, decorre a queda do absolutismo em detrimento da ascensão da monarquia parlamentar.

Leia mais sobre a Revolução Puritana.

Revolução Gloriosa

A Revolução Gloriosa, tal como a Revolução Puritana, essencialmente marca o fim do absolutismo.

A Inglaterra, cuja maior parte da população era protestante, passou a ser governada por Jaime II - rei católico, podendo assim, favorecer o catolicismo nas mais variadas vertentes, colocando os católicos a ocupar cargos de privilégio. Sabotado por sua própria filha Maria e seu genro - Guilherme Orange, ambos protestantes, o rei foge para a França e são coroados reis Guilherme e sua esposa, dando início à monarquia parlamentar, com a aprovação do Bill of Rights (Declaração dos Direitos).

Veja aqui tudo sobre a Revolução Gloriosa.

Revolução Francesa

A Inglaterra, ao contrário da França, já vivia o processo de industrialização. Para acompanhar a sua rival, a França precisava impor-se contra o poder do rei Luís XVI de modo a permitir que o liberalismo econômico se instalasse nesse país, uma vez que a estrutura feudal (dependente da agricultura), vinha gerando situações de desemprego e miséria, no seguimento de problemas que afetavam a produção agrícola.

Dada a grave crise econômica que se iniciava na França, o rei convoca os Estados Gerais, que eram compostos pelo clero, pela nobreza e essencialmente pela burguesia, a qual se declarando representante do país forma a Assembleia Nacional Constituinte e dá início à Revolução, em junho de 1789.

Em agosto de 1789 é aprovada pela Assembleia a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, a qual só estaria finalizada em 1791. Para além dos conhecidos princípios iluministas de liberdade, igualdade e fraternidade, exaltava o direito à propriedade e limitava o poder do rei. Tal documento foi rejeitado pelo rei e logo após, o Estado apodera-se dos bens do clero e muitos dos seus membros, tal como muitos nobres fogem da França.

Para saber mais leia também: Iluminismo.

Em 1792 foi proclamada a República e o rei Luís XVI foi condenado à morte, questionando, finalmente, a figura do monarca como representante divino.

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