Ataques de 11 de Setembro: resumo e consequências

Juliana Bezerra

O dia 11 de Setembro de 2001 foi a data na qual o grupo terrorista Al-Qaeda atacou os Estados Unidos com aviões civis.

Este foi o maior atentado terrorista da história e suas consequências atingiram tantos os americanos como o restante do mundo.

Resumo dos Ataques

Na manhã de 11 de setembro de 2001, quatro aeronaves com passageiros foram sequestradas em diferentes pontos dos Estados Unidos.

Foram controladas pelos criminosos e se dirigiram a distintos alvos: duas para as Torres Gêmeas, em Nova York; uma para o Pentágono e a última, provavelmente, para o Capitólio, em Washington.

Os ataques foram coordenados por Osama bin Laden, causaram a morte de 2.996 pessoas e deixaram mais de 6.000 feridas.

Vejamos quais foram os alvos e como se deu esta agressão.

Torres Gêmeas

Ataque às Torres Gêmeas
Momento em que a segunda torre foi atingida e a primeira já ardia em chamas

As Torres Gêmeas, de 110 andares e 417 metros de altura, faziam parte do complexo World Trade Center, que reunia sete edifícios.

Oficialmente, seus nomes eram "World Trade Center One" e "World Trade Center Two", eram os edifícios mais altos de Nova York e o 5º mais alto do mundo. Tratava-se de um dos símbolos da cidade, abrigava centenas de empresas e por volta de 50.000 trabalhadores.

No dia 11 de setembro de 2001, terroristas sequestraram dois aviões em Boston, esfaquearam passageiros e provavelmente, mataram os pilotos. Como sabiam pilotar, assumiram o comando da aeronave e mudaram a rota dos aviões dirigindo-os para as Torres Gêmeas.

A Torre Norte foi atacada às 08h46. O avião da American Airlines, voo 11, foi jogado na parte mais alta do edifício, atingindo do andar 93 ao 99. Imediatamente, a construção começou a arder em chamas, deixando presas as pessoas que se encontravam dos andares 100 ao 110.

As televisões de todo o mundo iniciaram a transmissão do incêndio. Às 09h03, o voo 175, da United Airlines, atingiu a Torre Sul.

Com o impacto e o incêndio provocado pela grande quantidade de combustível, os prédios começaram a arder. Assim, toda estrutura que era sustentada por aço e ferro derreteu, causando seu desabamento.

A Torre Norte caiu às 10h28 e a Torre Sul, às 09h59, apenas 56 minutos depois da colisão do avião.

Calcula-se que 1.355 pessoas morreram na Torre Norte e 630, na Torre Sul. A diferença nos números se deve ao fato que muitos que estavam na Torre Sul decidiram evacuar o prédio após o ataque à Torre Norte.

Pentágono

Pentágono ataque
Aspecto do Pentágono após sofrer o ataque

Às 09h37, o avião da American Airlines, voo 77, foi usado como arma e jogado no complexo de inteligência militar americana, o Pentágono, no estado da Virgínia.

Neste ataque, 184 pessoas perderam a vida. Sete anos depois, foi inaugurado um memorial para recordar as vítimas desta agressão.


Voo 73 da United Airlines

United 93
Local onde caiu o avião da United Airlines, na Pensilvânia, Estados Unidos

O quarto avião sequestrado foi o voo 93, da United Airlines. Como o voo sofreu um atraso ao decolar, os passageiros sabiam o que estava acontecendo em Nova York. Os pilotos, inclusive, foram alertados sobre uma possível invasão da cabine.

Por isso, quando foi anunciado por um dos sequestradores sobre o desvio da rota, alguns passageiros decidem reagir e tentam tomar o controle da aeronave.

Houve luta entre os quatro sequestradores e os passageiros. Um deles estava pilotando e o grupo se dá conta que não chegariam ao alvo. Deliberadamente, eles decidem jogar o avião no campo onde estavam sobrevoando, matando todos os 44 ocupantes.

O voo 93 foi o único que não causou vítimas no solo e também o único que teve a caixa-preta recuperada.

Em 10 de Setembro de 2015 foi inaugurado no mesmo local, o Memorial Nacional Voo 93 (Flight 93 National Memorial), onde estão escritos o nomes do passageiros e da tripulação. Igualmente é possível conhecer com detalhes o motim realizado a bordo.

Motivos para o Atentado de 11 de Setembro

Logo que ocorreu o ataque, o mundo inteiro se perguntava quais teriam sido os motivos para os Estados Unidos terem sido alvo de uma ação tão trágica e espetacular ao mesmo tempo.

Para isso, é preciso voltar ao final da década de 70, quando começaram a surgir regimes islamistas no Oriente Médio, contra o Ocidente. Para assegurar o abastecimento de petróleo, os Estados Unidos procuram manter sua influência na região.

Assim, qualquer indício de instabilidade naquela zona, é respondida com guerra, na maioria das vezes. Foi assim durante a invasão soviética ao Afeganistão e no Iraque, de Saddam Hussein.

Precisamente, após a Guerra do Golfo, extremistas religiosos insatisfeitos com a ingerência dos americanos em seus assuntos internos, se reúnem em torno de Osama bin Laden. Agrupados na Al-Qaeda (A Base, em árabe) serão responsáveis por uma série de atentados terroristas nos EUA e contra a embaixadas americanas na África.

Desta maneira, segundo a lógica dos terroristas, uma das principais razões para os atentados de 11 de Setembro é vingar as guerras e ditaduras apoiadas pelos EUA na região.

Memorial 11 de setembro
Vista de uma das piscinas do Memorial 11 de Setembro com os nomes das vítimas dos atentados

A ideia de construir um memorial surgiu logo após a tragédia. Muitas famílias discordaram sobre a forma que o governo queria se apropriar da memória das vítimas e foram contra a iniciativa.

No entanto, o memorial foi construído e aberto ao público no décimo aniversário dos ataques, no dia 21 de maio de 2011. Localizados onde estavam as torres gêmeas, o memorial consiste em duas piscinas que jorram água, sem cessar, para um buraco quadrado. Ao redor estão gravados em bronze o nome das vítimas que morreram naquele dia e 2.241 árvores rodeiam os monumentos.

Já o museu, reúne todo o tipo de objetos encontrado entre os escombros das Torres Gêmeas. Igualmente, estão ali carros de bombeiros que foram danificados durante o resgate, os planos de reconstrução do lugar, etc.

Consequências do 11 de Setembro

Após o atentado em 11 de Setembro de 2001, não só os Estados Unidos, mas o mundo todo sofreu as consequências. Vejamos algumas delas.

Medidas de Segurança nos Voos

A mais visível foi o incremento das medidas de segurança no aeroportos que inclui a restrição em levar líquidos e uma rigorosa inspeção antes de embarcar.

Da mesma forma, os pilotos ficaram isolados nas cabines e só podem ser contactados através de um interfone.

Lei Patriótica (EUA)

O governo de George W. Bush aproveitou para aprovar medidas excepcionais em nome da segurança nacional americana. Essa lei recebeu o nome de "Lei Patriótica" (USA Patriot Act) e permitia:

  • a escuta telefônica ou a interceptação de mensagens sem a necessidade de autorização da Justiça;
  • tornar suspeito depósitos e transferências de dinheiro para destinatários sem identificação;
  • confisco de bens materiais a pessoas físicas e jurídicas que apoiem ou pratiquem atos terroristas;
  • o compartilhamento de dados pessoais entre as diversas agências de inteligência.

Esta lei vigorou durante todo o governo de George W. Bush e parte da administração Obama. Apenas em 2015, a Lei Patriótica foi substituída pela Lei da Liberdade, ainda que conservasse algumas características da lei anterior.

Conflitos Externos

Durante a presidência de George W. Bush houve um considerável aumento no gasto militar e no orçamento das agências de inteligência.

Guerras foram travadas no Afeganistão, no Iraque, e mais discretamente, no Iêmen. A caça ao principal responsável, Osama bin Laden, tornou-se uma questão de honra para o governo americano.

Contudo, ele somente seria encontrado em 2011, sob administração de Barack Obama.

Filmes sobre o Atentado de 11 de Setembro

O cinema começa a se interessar em levar às telas os acontecimentos de 11 de Setembro de 2001. Aqui temos alguns exemplos:

  • 9/11, de Jules Clément Naudet e Thomas Gédéon Naudet, 2002.
  • Os Heróis, de Jim Simpson, 2002.
  • Fahrenheit 09/11, de Michael Moore, 2004.
  • As Torres Gêmeas, de Oliver Stone, 2005.
  • Voo United 93, de Paul Greengrass, 2006.
  • A Hora mais Escura, de Kathryn Bigelow, 2012.

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Juliana Bezerra
Juliana Bezerra
Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.