Concílio de Trento


O “Concílio de Trento”, foi realizado na cidade de Trento, próxima ao Tirol italiano, entre 1545 e 1563, sendo o 19º Concílio Ecumênico da Igreja Católica, considerado o mais longo e que promulgou mais decretos dogmáticos (decretos tridentinos) na história da Igreja Católica. Vale lembrar que um concílio é um ato ecumênico (religioso) no qual comparecem os emissários máximos da Igreja Católica.

Principais Causas

A principal causa do Concílio de Trento foi à expansão da Reforma Protestante durante o século XVI. Conclamado pelo Paulo III (1534-1549), o Concílio buscava restabelecer a unidade da fé cristã, bem como a disciplina eclesiástica em contraposição à doutrina protestante.

Por este motivo, ficou conhecido como o “Concílio da Contrarreforma”, no qual a criação de novas ordens religiosas, bem como a restruturação das comunidades já existentes foram a normas para impedir os abusos e desvios do clero.

Principais Características

O Concílio de Trento precisou ser interrompido diversas vezes devido às divergências políticas e religiosas causadas pela divisão da Alemanha após a Reforma Protestante. Assim, a “Reforma Católico‐romana” foi iniciada com a criação da Companhia de Jesus em 1540, para a evangelização da Europa, Ásia e Américas. Contudo, foi com as reformas do Concílio, realizado em 25 sessões plenárias, que a Igreja Católica conseguiu manter seu domínio pelos séculos seguintes.

Assim, o 1º Período (1545-1548) do Concílio de Trento teve 10 sessões, realizadas a partir de 13 de dezembro de 1545, quando compareceram 4 arcebispos, 21 bispos e 5 clérigos superiores de outras ordens religiosas. Posteriormente, em 1547, a reunião foi transferida para Bolonha; contudo, Júlio III (1550-1555), mudou a sede do Concilio para Trento novamente em 1550.

Por sua vez, o 2º Período (1551-1552) contou com 6 sessões e iniciou-se em 1º de maio de 1551. O 3º Período (1562-1563) foi realizado em 9 sessões, com início em 18 de janeiro de 1562, para concluir as últimas pendências religiosas e foi convocado pelo Papa Pio IV.

Por fim, vale ressaltar que o Concílio de Trento emitiu muitos decretos disciplinares para especificar as doutrinas católico‐romanas, dentre os quais: a exclusividade do direito de interpretar as Escrituras pela Igreja Católica; a reafirmação da doutrina da transubstanciação; dos sete sacramentos, a doutrina da graça e do pecado original, o celibato clerical e o culto dos santos, das relíquias e das imagens.

Além disso, integrou o ritual da missa romana e revogou as peculiaridades locais das celebrações religiosas; definiu o pecado original a indissolubilidade do matrimônio; instituiu o “Index Librorum Prohibitorum” (lista de livros proibidos pela Igreja Católica) e definiu a criação de seminários para a preparação do clero.

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