Os 16 maiores erros de redação cometidos pelos estudantes

Daniela Diana

Nada pior do que cometer erros graves na redação e obter uma nota baixa no Enem e nos vestibulares. Isso porque o texto produzido possui um peso muito grande na média final. Portanto, confira abaixo os 16 erros de redação mais comuns e lembre-se de fugir deles sempre.

1. Fugir do tema

fugir do tema

O maior problema, e que pode levar a uma nota muito baixa ou mesmo o cancelamento da prova, é a fuga total ou tangenciamento ao tema.

Para isso, o estudante deve primeiramente ler com atenção os textos motivadores e compreender a proposta. Manter o foco em torno do tema é o principal desafio, assim, sua abordagem deve ser bem clara.

Segundo o “Manual de redação do Enem 2017”, a fuga total do tema significa:

quando nem o assunto mais amplo nem o tema proposto são desenvolvidos.”

Portanto, é importante entender bem os limites do tema definido pela proposta de redação para que esse erro não seja cometido.

2. Não fazer um rascunho

rascunho redação

Um dos problemas de rasuras nas provas de redação pode ser desencadeado pelo estudante que opta em escrever diretamente na folha final.

Por mais que você seja um grande escritor e esteja certo do que vai escrever sobre o tema, vale a pena colocar tudo no rascunho antes de passar a limpo para o local definitivo. Isso porque, na hora de escrever, você poderá lembrar de mais algum exemplo importante.

Esse “projeto de texto” deve ser elaborado antes contemplando um bom planejamento e organização do que deverá ter na sua redação. Aqui, é importante já pensar no tipo de texto que deverá ser desenvolvido.

Geralmente, o Enem e os vestibulares exigem um texto dissertativo-argumentativo que possui uma estrutura básica: introdução, desenvolvimento e conclusão. Pensando nisso, já separe por tópicos as ideias que entrarão em cada parte.

3. Entregar o texto com letra ilegível

letra ilegível

Não adianta ter uma ideia boa e apresentar um bom texto se a letra do estudante é ilegível para o avaliador. Para muitos, isso pode não ser importante, mas é essencial para que o leitor do texto compreenda o que está sendo apresentado. Assim, se sua letra não é das melhores, tente nesse momento ter muito cuidado.

Para melhorar isso, você pode praticar em casa com cadernos de caligrafias. Não deixe de colocar os pontos e muita atenção com o uso de letras maiúsculas e minúsculas. Note que, se o texto estiver ilegível para os avaliadores, sua prova poderá ser cancelada.

4. Faltar com a coesão textual

Coesão textual

Um dos principais problemas encontrados nos textos é a falta de coesão textual que serve para obter um bom encadeamento das ideias, das frases e dos parágrafos.

Dessa forma, ela colabora com a textualidade, deixando o texto fluido e proporcionando maior entendimento da ideia defendida.

Os princípios de uma boa coesão são: boa estruturação dos parágrafos, dos períodos e ainda, a referenciação mediada pelo uso de pronomes, advérbios e artigos.

Para isso, é de suma importância entender e conhecer os conectivos (preposições, conjunções, advérbios e locuções adverbiais) e suas funções.

Vale lembrar que o estudante não deverá usá-los de forma indiscriminada, ou seja, o uso excessivo de conectivos também pode ser um problema. Importante também observar que o conhecimento de vários conectivos evitará a repetição dos mesmos.

5. Ser incoerente

coerência textual

A coerência é uma das características mais importantes de um texto bem apresentando. Ela está intimamente relacionada com o contexto e o universo interpretativo da pessoa uma vez que trabalha com a construção do sentido.

Não vale, portanto, escrever algo que você tenha dúvida. Assim, se não tem certeza de alguma coisa, é melhor que isso fique fora do seu texto, pois um texto coerente demonstra os conhecimentos e a organização do estudante.

Assim, não adianta escrever bem e dizer que “Buenos Aires é a capital do Chile”. Isso denota o desconhecimento de geografia do aluno dificultando a inteligibilidade do seu texto.

6. Cometer erros de português

erros de português

Uma das principais competências dos estudantes que escrevem um texto deve ser o uso da língua padrão formal. Com isso, deve-se evitar desvios gramaticais, erros ortográficos, falta de acentuação e pontuação.

É muito comum as redações apresentarem esses desvios, o que deixa o texto pobre e dificulta o entendimento. Portanto, a melhor maneira de contornar essa situação é ler e escrever bastante e ainda, praticar exercícios sobre o tema.

Aqui, vale observar quais são suas maiores dificuldades, como as palavras que costuma escrever com erros, para que o estudo seja mais direcionado. Portanto, se a dúvida maior são questões de ortografia como o uso do s e ss, foque nisso.

7. Escrever períodos muito longos

coesão textual

Um dos grandes problemas dos estudantes é não ter cuidado com a pontuação nas frases. Períodos muito longos, por exemplo, dificultam o entendimento do leitor e mesmo, geram confusões.

Alguns problemas identificados nos textos de estudantes que usam frases muito longas são os erros de concordância, além de apresentarem períodos com ambiguidade.

Sendo assim, uma boa dica é ler o texto e ver se os parágrafos, as frases e os períodos estão compreensíveis.

Não se intimide em quebrar o período se for necessário, pois o importante é que o texto seja entendido pelo leitor. Para a quebra de parágrafos, utilize os conectivos que encadearão melhor as ideias no texto.

8. Usar linguagem informal

linguagem informal

O uso da linguagem informal ou coloquial é um erro muito grande que o candidato deve evitar. Como exemplo, podemos citar o uso de gírias e de expressões populares no meio do texto. Esse recurso só deverá ser utilizado se o foco for esse mesmo.

Assim, nesse momento de produção de texto, deixe o contexto informal de lado e se concentre na linguagem formal e cuidada.

Certifique-se de que o seu texto não apresenta erros de concordância, frases ambíguas, palavras abreviadas, etc. Todos esses problemas empobrecem o texto e baixam bastante a nota do candidato.

9. Empregar frases ambíguas

ambiguidade no texto

A ambiguidade é um problema recorrente nas redações e que surge por descuido de muitos estudantes. Trata-se de uma duplicação de sentidos a qual reúne mais de uma interpretação. Portanto, ela torna o texto confuso e dificulta o entendimento do leitor.

Muito utilizada nos textos poéticos e publicitários como forma de aumentar a expressividade do texto, ela é considerada um vício de linguagem sendo inapropriada nos textos formais.

Assim, se seu uso não é intencional, tente se afastar desse erro. Para isso, tome cuidado com a colocação de palavras, o uso indevido de pronomes possessivos, relativos e as conjunções. Além disso, atenção com as formas nominais e a falta de pontuação, como a vírgula.

10. Entregar outro tipo de texto

texto dissertativo-argumentativo

A tipologia textual é de suma importância para o desenvolvimento correto da proposta de redação. Assim, entenda primeiro qual o tipo de texto que deverá ser produzido: narrativo, descrito, dissertativo, carta, etc.

Se o tipo de texto não estiver de acordo com o que foi pedido, a sua prova poderá ser anulada. No Enem, geralmente o tipo de texto é dissertativo-argumentativo. No entanto, há provas em que o estudante pode escolher qual tipo de texto redigir.

Cada um possui características singulares que devem ser seguidas. Um texto dissertativo-argumentativo reúne o tema, a tese, os argumentos e a proposta de intervenção. Já um texto narrativo possui personagens inseridos num tempo e espaço específico. Aqui, o estudante pode também optar por um discurso direto, com o uso de travessões.

11. Não defender o ponto de vista

defesa do ponto de vista

Nada mais importante do que defender seu ponto de vista num texto do tipo dissertativo-argumentativo. O próprio nome já indica que a argumentação é uma parte importante do texto. Assim, o texto deverá apresentar claramente a defesa do ponto de vista.

Após a leitura dos textos motivadores, o estudante deve pensar quais argumentos irá defender, bem como os quais irá refutar. A parte da argumentação e da defesa do ponto de vista é a “cereja do bolo”. Portanto, se ela não estiver clara, sua pontuação pode ser prejudicada.

Aqui, a defesa do ponto de vista objetiva convencer o leitor e pode ser mais consistente mediante a apresentação de dados, fatos, pesquisas, etc.

Em resumo, os argumentos auxiliarão na defesa do ponto de vista escolhido como a tese. Evite assim, as generalizações e o senso comum que denotam uma superficialidade da argumentação.

12. Escrever na primeira pessoa do singular

uso da primeira pessoa do singular

Um erro crasso cometido pelos estudantes é escrever a redação em primeira pessoa do singular. Pessoalizar o texto é um erro muito grande e que com certeza diminuirá sua nota final. Lembre-se que essa ação é condenada pela maior parte dos avaliadores do Enem e dos vestibulares.

Sendo assim, o texto dissertativo-argumentativo deve ser feito na terceira pessoa do singular ou plural. Mesmo quando você for defender seu ponto de vista utilize os pronomes adequados. Aqui, você deve evitar o uso da primeira pessoa do singular, bem como marcas que identificam a segunda pessoa do singular e do plural (você, seu, sua, teu, tua, etc.).

13. Entregar o texto sem conclusão

conclusão da redação

Não tem nada mais decepcionante para um avaliador do que ler um texto inconclusivo. A finalização da redação é tão importante quanto sua introdução. Nessa parte final do texto, o estudante deverá apresentar uma proposta de intervenção que contemple tudo o que foi defendido ao longo do texto.

Assim, a conclusão é o fechamento das ideias que deve ser acompanhado de soluções para os problemas destacados.

Sem dúvida, essa é uma parte muito importante e que pode ser apresentada de forma criativa ou por meio de uma frase de efeito. Há pessoas que esperam terminar a redação, para assim, colocar um título. Isso porque a grande ideia pode estar presente nessa parte tão importante do texto.

14. Não fazer uma revisão final

revisão final

Quando terminar de escrever a redação na folha final, é muito importante fazer a leitura atenta do texto. O objetivo principal é verificar se não existe falta de pontuação ou erros de ortografia.

Esse momento de revisão é essencial para a entrega de uma redação bem cuidada. A verificação do título, das frases, palavras e da estrutura básica do texto, pode valer pontos a mais. Para isso, o aluno deverá utilizar o tempo permitido, deixando alguns minutos para a revisão final.

A melhor maneira de não exceder o limite do tempo previsto é treinar toda a semana produzindo uma redação. Você pode selecionar duas horas de um dia da semana para produzir um texto utilizando alguns exemplos de provas anteriores do Enem ou de outros vestibulares.

15. Entregar a redação a lápis

redação a lápis

Há estudantes que entregam a redação a lápis, porque escrevem antes dessa maneira, para depois passar a caneta por cima do que foi escrito. Essa é uma maneira de observar o limite das linhas de acordo com a letra do candidato.

No entanto, alguns acabam excedendo o tempo e entregando a redação a lápis. Mas isso é um grande erro, pois ela deve ser entregue a caneta. Assim, reserve pelo menos uma hora para fazer a redação, e mais alguns minutos para passar tudo a caneta. Aqui, é importante ficar atento ao tempo para que esse erro não seja cometido.

16. Ultrapassar o limite de linhas

Limite das linhas

O estudante nunca deverá ultrapassar o limite oferecido na prova. Geralmente, a redação pode ser feita em 30 linhas. Isso justifica a importância de ter um rascunho prévio onde o candidato poderá ter noção do tamanho do texto e não ter problemas com o espaço permitido.

Imagine que por falta de espaço o seu texto fique sem a frase final. Isso é um grande erro que pode diminuir a média final, mas, por outro lado, se o aluno entregar um texto com menos de sete linhas, sua prova será zerada.

Leia também:

Daniela Diana
Daniela Diana
Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.