Guerra dos Seis Dias


A Guerra dos Seis Dias, também chamada de Guerra de Junho ou Terceira Guerra Árabe-israelense ocorreu entre os dias 5 e 10 de junho de 1967.

O conflito envolveu Israel, Egito, Síria e Jordânia. Como vencedor, Israel incorporou as áreas da Península do Sinai, da Faixa de Gaza, Cisjordânia, as Colinas de Golã e a totalidade da cidade de Jerusalém.

A incorporação dos territórios tornou-se um dos pontos-chave do conflito entre judeus e árabes na Palestina.

Causas

A justificativa para o conflito, iniciado por Israel, foi a antecipação a uma possível invasão árabe. Além disso, a movimentação do Egito de atuar na expulsão das tropas das Nações Unidas da Península do Sinai.

O exército israelense atacou o Egito, a Síria e Jordânia. Também integravam as forças árabes os exércitos da Arábia Saudita, Argélia, Iraque, Líbia, Marrocos, Sudão e Tunísia.

O ataque seria uma resposta preventiva à ofensiva ocorrida no dia 14 de maio, aniversário da fundação de Israel.

Na altura, o Egito concentrou tropas na fronteira com a Síria em uma clara demonstração de insatisfação com a ocupação da Palestina pelos judeus.

Além do deslocamento das tropas, o Egito bloqueou o estreito de Tiran, no Mar Vermelho, o que impedia o acesso israelense ao Oceano Índico.

Após quatro dias dessa ação, a Síria concentrou seus exércitos nas colinas de Golã. As tropas dos países árabes foram dizimadas em poucas horas após o primeiro ataque, iniciado por Israel.

Embora também tenham respondido aos ataques, os exércitos árabes não conseguiram reação diante da superioridade bélica de Israel.

No dia 7 de junho, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) pediu o cessar-fogo, que foi imediatamente aceito por Israel e Jordânia. O Egito aceitou no dia seguinte a Síria no dia 10 de junho.

Guerra dos Seis DiasResumo da Guerra dos Seis Dias

Consequências

As consequências imediatas da Guerra dos Seis dias foram as vítimas de todos os lados da batalha.

Por parte do Egito foram 11 mil mortes, da Jordânia 6 mil e 1 mil para a Síria. Israel contabilizou 700 baixas e fez 6 mil prisioneiros.

A longo prazo, a Guerra dos Seis dias marcou o início de uma nova fase no conflito entre judeus e palestinos. Centenas de milhares de refugiados passaram a viver em territórios ocupados sob domínio israelense.

Antes da guerra, Jerusalém era dividida entre árabes e israelenses. A divisão ocorreu em 1948 em determinação da ONU.

Agora, os palestinos exigem a devolução da cidade, que é considerada sagrada para o Islã, judeus e cristãos. Para os judeus, Jerusalém é, agora, território indivisível. Esse é um dos principais pontos atuais do conflito na Palestina.

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