História da Escultura

Juliana Bezerra

A História da Escultura remete à Idade Paleolítica, ou da Pedra Lascada, quando tem origem.

Nessa altura já são feitas estatuetas de marfim e de ossos, geralmente de figuras femininas que apresentavam formas volumosas, numa referência aos ritos de fecundação.

Na Idade Mesolítica quase não existem esculturas e, na Idade Neolítica, ou da Pedra Polida, embora elas existam em número reduzido, há um aprimoramento da técnica de lascar e polir a pedra.

A escultura e a pintura são as primeiras manifestações artísticas e, ao longo dos séculos, se relacionam com uma série de simbolismos, tal como veremos a seguir.

Escultura no Brasil

Ao falar em escultura brasileira pensamos logo em “Aleijadinho”, que se destacou com as imagens sacras e é o maior representante do barroco do nosso país.

A escultura barroca, influenciada pela expressão europeia, era rebuscada e rica em detalhes. Antes dela, porém, não podemos deixar de citar a arte indígena, que embora não tenha deixado muitos registros, tinha como função o culto religioso e retratava especialmente animais.

História da EsculturaDetalhe de um dos doze profetas, de Aleijadinho.

O primeiro escultor brasileiro de que se tem notícia, porém, é o Frei Agostinho de Jesus que se acredita ser o autor da imagem de Nossa Senhora da Aparecida que foi encontrada por pescadores e fez surgir à devoção à então padroeira do Brasil.

O Modernismo, por sua vez, abriu espaço para a criatividade. Nessa época, a escultura assume características de abstracionismo que se consolidam a partir da década de 50.

Escultura Antiga

Escultura Egípcia

A escultura egípcia se ocupava especialmente da figura do Faraó, a qual se acreditava que abrigava a sua alma, uma vez que substituía o corpo que ia se decompondo.

História da Escultura

As esculturas egípcias apresentam-se de forma estática, com braços estendidos, pés unidos e isentas de qualquer expressão facial.

Escultura Grega

Os gregos se inspiraram na arte egípcia até criar exclusivamente a sua própria arte, a qual foi bastante copiada - especialmente pelos romanos - em decorrência do destaque alcançado com a representação humana, que era proporcionalmente equilibrada, perfeita e idealista.

As figuras representadas não apresentavam imperfeições verdadeiras, assumindo assim, um caráter divinal ou sublime.

História da Escultura

Ao passo que as esculturas egípcias apresentam-se de forma estática, as esculturas gregas ganharam movimento. Evoluindo, elas começaram a mostrar os músculos do corpo humano e depois o movimento leve dos braços.

Escultura Romana

A escultura romana herdou da escultura grega a sua perfeição, mas assumiu um caráter mais realista - em vez de idealista - das formas.

Além da sua contribuição pelas obras originais - consideradas as mais belas da Antiguidade - os romanos copiaram obras-primas gregas e, felizmente por isso, elas sobrevivem até nossos dias, visto que os originais gregos se perderam.

Um desses exemplos pode ser visto no Museu Arqueológico de Nápoles; trata-se da escultura em mármore de Orestes e Eletra, feita no século I a.C.

Essas cópias, porém, variavam conforme a habilidade do artista que as esculpia. Na verdade, havia uma escola específica para a cópia da escultura grega.

Quando a escultura romana começa a buscar novas formas de expressão, afasta-se das raízes gregas. Assim, a partir do século I os artistas alcançam um caráter mais realista mediante a técnica de luz e sombra.

História da Escultura

É na área da escultura facial que a escultura romana se destaca. Acredita-se que ela tenha se desenvolvido na tradição dos bustos das pessoas falecidas que, realistas, retratavam a imperfeição, bem como as marcas de envelhecimento dos falecidos.

No entanto, o “retrato” das pessoas de elite continuavam sendo idealizados: os homens eram retratados com a sua juventude e as mulheres com bonitos penteados; os imperadores eram idealizados numa tentativa de aproximá-los ao divino.

Com o fim do império romano, a arte começa a apresentar influência da arte oriental.

Juliana Bezerra
Juliana Bezerra
Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.