Michelangelo


Michelangelo (1475-1560) foi pintor, escultor, arquiteto e poeta. Um dos maiores representantes das artes plásticas do Renascimento italiano.

Biografia

Michelangelo nasceu em Caprese, nas proximidades de Florença, Itália, no dia 6 de março de 1475. Na escola interessava-se apenas em desenhar, para desespero da família que desprezava a profissão do artista. Sua obstinação acabou vencendo, aos 13 anos de idade tornou-se aprendiz do estúdio de Domenico Ghirlandaio.

Desejando uma arte mais heroica, ingressa na escola de escultura de Lourenço de Medicis, que o hospeda em seu palácio. Convivendo com a elite nobre e intelectual, empolga-se pelas ideias do Renascimento Italiano. Sua grande paixão foi a escultura, dia ele: “A figura já está na pedra, trata-se de arrancá-la para fora”.

Tinha orgulho de sua ascendência aristocrática, “por sua raça” – como escrevia em suas cartas: “Eu não sou o escultor Michelangelo, sou Michelangelo Buonarroti”.

Capela Sistina

Em 1508, o Papa Júlio II encarregou o artista de decorar a Abóbada da Capela Sistina, na Catedral de São Pedro, em Roma, Michelangelo exclamou: “Não sou pintor, sou escultor”.

Mas seus protestos de nada valeram e durante quatro anos realizou esse exaustivo trabalho, que resultou em 300 figuras. Na abóbada, 40 metros de largura por 13 de altura, move-se uma multidão de figuras, umas sentadas, outras flutuando.

Michelangelo

Michelangelo pintou os episódios do Gênesis – a “Criação de Adão”, o “Pecado Original” e o “Dilúvio”, acompanhados de profetas. Nos quatro ângulos, revive a libertação milagrosa de Israel: a “Serpente de Bronze”, os “Triunfos de Davi”, de “Judite” e "Ester".

Michelangelo

Durante o pontificado de Paulo II, entre 1534 e 1541, Michelangelo pintou um grande afresco na parede do altar da Capela Sistina: “O Juízo Final”.

A ideia que define este conjunto é a da vingança: Cristo aparece como um juiz inflexível e a Virgem, assustada, não se atreve a contemplar a cena. Nesse afresco religioso, Michelangelo só pintou “nus”. Este fato provocou tanta celeuma que o Para Paulo IV pensou em destruir a obra. Mas, contentou-se em mandar o pintor Daniel de Volterra velar os nus mais ousados.

Escultura e Arquitetura

Entre 1501 e 1504 Michelangelo trabalhou na escultura de “Davi”, herói bíblico que venceu o gigante Golias. Em 1505, foi para Roma a chamado do Papa Júlio II, para reconstruir a “Catedral de São Pedro” e a edificação de seu mausoléu.

Em Florença, de 1523 a 1534 esculpiu as estátuas de “Juliano” e “Lourenço de Medicis” e as sombrias figuras da “Noite”, o “Dia”, a “Aurora” e o “Crepúsculo”, reclinadas sobre seus túmulos.

Em 1499, trabalhou na “Pietà”, onde o tema é a Virgem Maria envolvendo o Filho morto. O tema talvez lhe tenha sido o mais querido, pois o repetiu quatro vezes.

Sua paixão pela grandiosidade transpareceu principalmente na arquitetura. Em 1520 planejou o edifício e o interior da “Capela de São Lourenço”. Em 1535, sob o pontificado de Paulo III, passou a ser o arquiteto, pintor e escultor do Palácio Apostólico e replanejou a "Colina do Capitólio em Roma", obra que jamais foi terminada.

Em 1552 iniciou a construção da "Catedral de São Pedro", mas só viveu o suficiente para ver sua enorme cúpula concluída. Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni morreu em Roma, no dia 15 de fevereiro de 1564.