Oralidade e Escrita

Daniela Diana

A oralidade e a escrita são duas formas de variação linguística, onde a oralidade é geralmente marcada pela linguagem coloquial (ou informal), enquanto a escrita, em grande parte, está associada à linguagem culta (ou formal).

A Fala, a Leitura e a Escrita

Quando falamos com os amigos ou familiares utilizamos a linguagem informal, constituída por marcas da oralidade, seja abreviações, erros de concordância, gírias, expressão menos prestigiadas, prosódias.

Importante notar que historicamente, a fala precede a escrita, ou seja, a escrita foi criada a partir da comunicação entre os homens bem como da necessidade de registro.

Se quiser saber mais sobre o assunto, acesse: A História da Escrita.

Claro que a linguagem informal não pode ser considerada errada uma vez que os falantes da língua utilizam a informalidade de acordo com determinados contextos.

No entanto, quando estamos conversando com superiores no trabalho, por exemplo, essas marcas são deixadas de lado, para dar lugar a uma linguagem mais cuidada, ou seja, aquela em que não notamos as marcas da oralidade, e que intuitivamente utilizamos em determinados contextos de produção que exigem formalidades.

Feita essa observação, note que mesmo nas situações de oralidade, podemos utilizar uma linguagem mais preocupada ou formal, por exemplo, nas apresentações em público.

Um dos fatores mais importantes para a construção da linguagem deve se à leitura, posto que as pessoas que mantém o hábito da leitura têm muito mais facilidade para se expressarem e claro, para perceber o contexto em que estão inseridas e qual das linguagens devem usar.

Além disso, o hábito de leitura melhora a escrita, que na maior parte dos casos, deve adotar a linguagem formal e das normas gramaticais para se expressar. Da mesma forma que na oralidade, o ato de escrever está intimamente relacionado com o contexto em que está inserido.

Ou seja, quando mandamos um bilhete na sala de aula para uma amiga, certamente, a linguagem utilizada não é formal, sendo fortemente marcada por traços da oralidade.

Veja mais no artigo: A Importância da Leitura.

Por sua vez, quando a professora pede a produção de um texto, aquela linguagem utilizada no bilhete não deve ser usada na redação, visto que esse se trata de um texto formal, cujas normas e regras gramaticais devem estar presentes.

O mais importante da diferença entre a oralidade e a escrita é perceber em qual contexto você deve usar a linguagem despretensiosa (coloquial) ou a linguagem formal, que exige conhecimento prévio das normas da língua.

Nesse caso, quando produzimos um texto, as marcas extremamente “normais” da oralidade como gírias, vícios de linguagem, abreviações, erros ortográficos e de concordância, não devem ser aplicadas.

Em resumo, na linguagem escrita não devemos produzir as falas e os modos que usamos quando estamos falando. Isso empobrece o texto.

Observe que a escrita é uma representação da fala que exige algumas regras próprias. Por exemplo, os sinais de pontuação.

Quando falamos, fica claro pela entonação ou mesmo pela linguagem corporal e/ou facial do falante, que tal enunciado é uma pergunta.

Por outro lado, quando escrevemos é necessário a inserção do ponto de interrogação para que o leitor compreenda a pergunta no texto.

Assim, se for intencional, podemos usar a linguagem informal, por exemplo, na regionalidade das falas dos personagens de um texto.

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Daniela Diana
Daniela Diana
Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.