Pirâmides Ecológicas

Lana Magalhães

As pirâmides ecológicas são representações gráficas das interações tróficas entre as espécies em uma comunidade.

Elas representam o fluxo de energia e matéria entre os níveis tróficos, no decorrer da cadeia alimentar.

Na base da pirâmide estão os produtores, seguidos dos herbívoros e carnívoros. No nível mais alto da pirâmide estão os seres que ocupam o topo da cadeia alimentar.

As pirâmides ecológicas podem ser de três tipos: número, biomassa e energia.

Pirâmide de número

A pirâmide de número representa a quantidade de indivíduos em cada nível trófico.

Exemplo: se em uma comunidade temos 500.000 ervas (produtores), 50.000 roedores herbívoros (consumidor primário), 10.000 serpentes (consumidor secundário) e 10 águias (consumidor terciário), a pirâmide de número é a seguinte:

Pirâmide de números

Pirâmide de número direta

Em algumas situações, a pirâmide de número pode ser invertida.

Exemplo: considere uma comunidade onde o número de produtores é baixo. Nesse caso, uma única árvore de grande porte serve de alimento para um grande número de herbívoros. Assim, temos a pirâmide de número invertida.

Pirâmide de números invertida

Pirâmide de número invertida

Pirâmide de biomassa

A pirâmide de biomassa representa a quantidade de matéria orgânica presente no corpo dos organismos em cada nível trófico.

Exemplo: se em uma comunidade temos as seguintes quantidades de biomassa em cada nível trófico, a pirâmide de biomassa será representada como na figura:

Pirâmide de Biomassa

Pirâmide de biomassa

A pirâmide de biomassa também pode ser invertida.

Exemplo: Em um ecossistema aquático, o fitoplâncton é o principal produtor, ele se reproduz rapidamente e possui ciclo de vida curto. Em alguns momentos, a biomassa do fitoplâncton pode ser menor do que a biomassa dos seres de outros níveis tróficos, como os zooplânctons e peixes. Essa situação, faz com que a pirâmide de biomassa seja invertida.

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Pirâmide de energia

A pirâmide de energia indica a magnitude energética das interações tróficas em uma comunidade. Ela é a mais complexa entre os três tipos de pirâmides ecológicas e engloba informações sobre a produção primária e secundária.

O fluxo de energia, através da cadeia alimentar, diminui em direção aos níveis tróficos mais altos. Assim, a energia diminui da base para o topo, porque parte da energia é incorporada por cada nível trófico e outra parte dissipada em forma de calor.

Por isso, quanto mais curta for a cadeia alimentar, mais energia será aproveitada.

Pirâmide de Energia

Pirâmide de Energia

A pirâmide de energia nunca será invertida. Os produtores sempre armazenam a maior quantidade de energia.

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Exercícios

1. (VUNESP) Considere as três cadeias alimentares a seguir.
I. vegetação → insetos → anfíbios v cobras → fungos.
II. vegetação → coelho → gavião.
III. fitoplâncton → zooplâncton → peixes → tubarão.
A maior quantidade de energia disponível para os níveis tróficos mais elevados estará:

a) apenas na cadeia I.
b) apenas nas cadeias I e III.
c) apenas na cadeia II.
d) apenas nas cadeias I e II
e) nas cadeias I, II e III.

c) apenas na cadeia II.

2. (UERN) Uma característica inerente às teias alimentares é:
a) o aumento da energia na passagem de um nível trófico para outro;
b) a transferência cíclica de energia ao longo das cadeias alimentares;
c) um mesmo organismo pode ocupar mais de um nível trófico;
d) quanto mais elevado o nível trófico, maior o número de organismos que os ocupam;
e) o ciclo da matéria é desvinculado da ação de decompositores.

c) um mesmo organismo pode ocupar mais de um nível trófico;

3. (FEI-SP) Num ecossistema, um fungo, uma coruja e um coelho podem desempenhar os papéis, respectivamente, de:
a) decompositor, consumidor de 2ª ordem e consumidor de 1ª ordem.
b) produtor, consumidor de 1ª ordem e consumidor de 2ª ordem.
c) consumidor de 1ª ordem, consumidor de 2ª ordem e consumidor de 1ª ordem.
d) consumidor de 2ª ordem, consumidor de 3ª ordem e consumidor de 1ª ordem.
e) decompositor, consumidor de 1ª ordem e decompositor.

a) decompositor, consumidor de 2ª ordem e consumidor de 1ª ordem.

Lana Magalhães
Lana Magalhães
Licenciada em Ciências Biológicas (2010) e Mestre em Biotecnologia e Recursos Naturais pela Universidade do Estado do Amazonas/UEA (2015). Doutoranda em Biodiversidade e Biotecnologia pela UEA.