Planeta Júpiter

Rubens Castilho
Rubens Castilho
Professor de Biologia e Química Geral

Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, o quinto a partir do Sol e o quarto corpo celeste mais brilhante no céu – os demais são o Sol, a Lua e Vênus. A massa é 318 vezes superior à da Terra e maior que todos os planetas do Sistema Solar juntos.

Tem cerca de 143 mil quilômetros de diâmetro no equador, o que equivale a 11 vezes mais que o diâmetro da Terra. É orbitado por 67 satélites naturais, situando-se a uma distância média de 778,3 milhões de quilômetros do Sol.

Planeta Júpiter
Júpiter, o gigante gasoso

Curiosidades

Foi batizado com esse nome em homenagem ao governante do Olimpo, Júpiter, o deus dos deuses. Júpiter, assim como Saturno, exibe um sistema de anéis, contudo são tênues e menos brilhantes, não observáveis a partir da Terra e que só foram descobertos em 1979 pela sonda Voyager 1.

É um dos quatro Gigantes Gasosos, juntamente com Saturno, Urano e Netuno. Gigantes Gasosos são compostos, principalmente, pelos gases hidrogênio, hélio e metano e, ainda, um pequeno núcleo sólido no interior.

Planeta Júpiter

Características

A atmosfera de Júpiter é composta por hidrogênio e hélio, tendo, ainda, traços de metano, amônia, vapor d'água e outros componentes a uma temperatura de 103ºC. O planeta, cujo formato é de uma esfera oblata, tem elevada pressão atmosférica e a intensidade provoca a quebra dos átomos hidrogênio, que se transforma em metal.

Também são encontrados na atmosfera traços de metano, vapor de água, amoníaco, sílicas, carbono, etano, sulfeto de hidrogênio, néon, oxigênio, fosfina e enxofre. Na parte externa da atmosfera há cristais de amônio congelado e traços de benzeno.

A atmosfera do planeta é dividida em diversas faixas, em várias latitudes, resultando em turbulência e tempestades. A mais conhecida é a Grande Mancha Vermelha, descoberta no século XVII e cujos ventos chegam a 500 quilômetros por hora. Essa tempestade tem um diâmetro transversal duas vezes maior do que a Terra.

Júpiter foi observado a primeira vez por Galileu Galilei, em 1610, quando também foi possível a identificação de quatro de seus 63 satélites, Io, Europa, Ganimedes e Calisto. A primeira sonda a visitar Júpiter foi a Pioneer 10 em 1973.

Também foram usados como instrumentos de observação as visitas das sondas Pioneer 11, Voyager 1, 2 e Ulisses. A sonda Galileu orbitou Júpiter durante 8 anos, terminando o seu serviço em setembro de 2003. É ainda observado regularmente pelo Telescópio Espacial Hubble.

Satélites artificiais mapeando júpiter

Demora menos de 10 horas a completar uma rotação sobre si próprio. É o movimento de rotação mais rápido dos planetas do Sistema Solar. Já o movimento de translação ocorre cerca de 11,86 anos terrestres. O núcleo de Júpiter é quente, o interior irradia mais calor que recebe do Sol, mais uma característica dos Planetas Gasosos.

Os Anéis de Júpiter

Bastante diferente dos complexos anéis de Saturno, Júpiter tem anéis compostos por partículas de poeira e que estão dentro do campo magnético do planeta. Os anéis são: Halo, Principal e Gossamer. Os principais satélites conhecidos são Métis, Adrástea, Amalteia, Tebe, Io, Europa, Ganimedes, Calisto, Leda, Himalia, Lisitea, Elara, Ananke, Carme, Pasifaé e Sinope de um total de 67.

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Referências Bibliográficas

SOBRINHO, J. L. G. Os Planetas do Sistema Solar. Formaçao Contınua de docentes: Introduçao a Astronomia (texto de apoio ao módulo 1), v. 38, 2012.

FERREIRA, Flávia Polati. A forma e os movimentos dos planetas do sistema solar: uma proposta para a formação do professor em astronomia. 2013. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.

Rubens Castilho
Rubens Castilho
Biólogo (Licenciado e Bacharel), Mestre e Doutorando em Botânica - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atua como professor de Ciências e Biologia para os Ensinos Fundamental II e Médio desde 2017.