Queda do Muro de Berlim


Se a construção do Muro de Berlim (em 1961) foi o ícone maior da Guerra Fria, sua queda (em 1989) também significou o fim desta era, bem como simbolizou (e sinalizou) a derrocada do sistema socialista, o que ocorreria somente dois anos mais tarde, em 1991.

Ora, os primeiros passos para reaproximação entre Alemanha Ocidental e Oriental foram dados em 1973, quando reataram os seus laços diplomáticos. Mais tarde, em 1980, a República Democrática Alemã permitiu a visitação do lado oriental, mediante o pagamento de uma taxa.

Contudo, 28 anos após a divisão, grandes manifestações irão surgir em ambas as partes da Alemanha pedido a queda do muro que dividia Berlim. Com efeito, em 4 de novembro de 1989, 1 milhão de pessoas foram às ruas da Berlim Oriental pedindo reformas. Assim, na noite de 9 de Novembro de 1989, mais precisamente as 23h, o muro começa a ser derrubado por berlinenses eufóricos com marretas.

Sem espanto, vaza a informação (que seria divulgada no dia seguinte) de que as fronteiras seriam abertas em Berlim, o que leva dezena de milhares de pessoas aos postos fronteiriços; por sua vez, no posto fronteiriço de "Bornholmer Strasse" a pressão é tamanha, que os portões se abrem e a população começa a fluir. Do outro lado, na Berlim Ocidental, os berlinenses da RDA (República Democrática Alemã) são recebidos com festas, abraços e cerveja gratuita.

Para saber mais sobre o assunto: Guerra Fria e Leste Europeu

Reunificação da Alemanha

A reunificação da Alemanha irá ocorrer cerca de um ano depois da queda do muro, em outubro de 1990. Este processo de reintegração perdura até os dias atuais; contudo, naquele momento, as diferenças econômicas entre a porção ocidental e capitalista, daquela oriental e socialistas eram muito grandes, uma vez que a RDA encontrava-se empobrecida e precisou de recursos públicos ocidentais para o nivelamento.

Além disso, os cidadãos recém chegados a porção capitalista se submeteram aos salários mais baixos, o que provocou uma onda de desemprego em Berlim. Por fim, vale ressaltar que 1.300 metros de extensão do Muro de Berlim foi preservado e utilizado como suporte para exposição “Muro da Vergonha” de 1990.

Para saber mais sobre o assunto: Socialismo e Capitalismo

O Muro de Berlim a as Fugas para Alemanha Ocidental

Sabemos que a construção do Muro de Berlim foi para evitar a fuga de habitantes da República Democrática da Alemanha (socialista) para a República Federal da Alemanha (capitalista).

Sem espanto, em 1961, quando foi construído, cerca de mil pessoas fugiam diariamente para o lado capitalista. Os meios de fuga mais comuns foram os túneis, a travessia entre prédios justapostos ao muro, em carros que furavam os bloqueios ou pelo rio. Estima-se que 75.000 pessoas foram acusadas de deserção por tentarem fugir, das quais 18.300 foram condenadas e presas.

Mesmo após a construção do Muro, muitas pessoas evadiam a fronteira. Contudo, em 1989, os húngaros abriram suas fronteiras com a Áustria, permitindo que mais de 60 mil pessoas atravessem por seus territórios.

Para saber mais: Muro de Berlim

As Mortes do Muro de Berlim

Estima-se que mais de 100 pessoas tenham morrido ao tentar atravessar o Muro de Berlim. A primeira vítima foi Günter Litfin, baleado no dia 24 de Agosto de 1961, 11 dias após a construção da barreira.

Em 17 de agosto de 1962, ocorre a morte mais noticiada, quando Peter Fechter é alvejado e falece diante das câmeras de TV. Entretanto, as mortes mais dramáticas ocorrem no ano de 1966, quando duas crianças (10 e 13 anos) são baleadas e mortas. Por conseguinte, no dia 8 de março de 1989, Winfried Freudenberg cai com seu balão de gás, sendo a última pessoa a perecer na travessia do muro.

Estas mortes geraram acusações e processos judiciais. Estes processos tiveram início já em 1961 e foram concluídos somente em 2004. Neste ínterim, 11 dos denunciados foram presos e cumpriram pena, 44 foram condenados, mas não cumpriram pena e 35 dos indiciados foram absolvidos pela justiça.

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