Unificação italiana e alemã: resumo e diferenças
A unificação italiana e alemã foi o conjunto de processos do século XIX que criou dois novos Estados no mapa da Europa: o Reino da Itália, proclamado em Turim em 17 de março de 1861, e o Império Alemão, proclamado em Versalhes em 18 de janeiro de 1871.
Nos dois casos, a unificação foi feita "de cima": um Estado que já existia, com governo e exército próprios, ampliou seu território sobre os vizinhos. Na Itália, esse Estado foi o Reino de Piemonte-Sardenha, com Cavour à frente do governo. Na Alemanha, foi a Prússia, conduzida por Otto von Bismarck.
Os meios foram diferentes. A Itália combinou diplomacia, uma guerra contra a Áustria, plebiscitos e a ação de voluntários comandados por Garibaldi. A Alemanha avançou por três guerras sucessivas: contra a Dinamarca (1864), a Áustria (1866) e a França (1870-1871).
Entender essa diferença ajuda a responder à pergunta que costuma cair na prova: quem transformou a ideia de nação em Estado, e com que meios?
Neste conteúdo você encontra:
- Resumo das unificações italiana e alemã
- Nação e Estado nacional: o ponto de partida
- Como aconteceu a unificação italiana
- Como aconteceu a unificação alemã
- Diferenças entre a unificação italiana e a alemã
- Linha do tempo das unificações
- O que ficou incompleto: Roma e Alsácia-Lorena
- A pintura da proclamação do Império Alemão como fonte histórica
- Exercícios sobre unificação italiana e alemã
- Perguntas frequentes
Resumo das unificações italiana e alemã
- Itália: liderada pelo Reino de Piemonte-Sardenha; Reino da Itália proclamado em Turim, em 17 de março de 1861, com Vitor Emanuel II como rei.
- Agentes italianos: Mazzini (a ideia nacional), Cavour (governo e diplomacia), Garibaldi (voluntários) e Napoleão III (aliança militar).
- Alemanha: liderada pela Prússia de Bismarck; Império Alemão proclamado em Versalhes, em 18 de janeiro de 1871, com Guilherme I como imperador.
- Guerras alemãs: Guerra dos Ducados (1864), Guerra das Sete Semanas (1866) e Guerra Franco-Prussiana (1870-1871).
- Ponto de contato: em 1866, a Itália foi aliada da Prússia contra a Áustria e recebeu o Vêneto.
- O que ficou pendente: Roma (ocupada em 1870; Questão Romana encerrada em 1929) e a Alsácia-Lorena, tomada da França.
Nação e Estado nacional: o ponto de partida
Depois da derrota de Napoleão, o Congresso de Viena reorganizou a Europa em 1815. A península italiana continuou dividida em vários Estados, sob forte influência austríaca. Os Estados alemães formavam a Confederação Germânica, que não era um país.
Para entender o que mudou depois, vale separar duas ideias. Nação é uma comunidade que se reconhece unida por língua, memória e projeto comuns. Estado nacional é a organização política que pretende corresponder a essa comunidade, com território, governo, exército e impostos. Unificar, no século XIX, era fazer o Estado corresponder, ao menos em parte, à nação.
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As tentativas que não criaram um Estado
Antes de 1850, houve tentativas importantes, mas nenhuma delas formou um Estado nacional:
- Zollverein (1834): união aduaneira de 18 Estados alemães. As mercadorias circulavam sem tarifas, mas cada Estado manteve governo e exército próprios. Integração econômica não é união política.
- Jovem Itália (1831): associação fundada por Giuseppe Mazzini no exílio, em Marselha. Espalhava a ideia de nação italiana, mas não tinha território, governo nem exército.
- Parlamento de Frankfurt (1848-1849): assembleia que ofereceu a coroa imperial ao rei da Prússia, Frederico Guilherme IV. Ele recusou, porque a coroa vinha de representantes populares, e não de príncipes.
Essas experiências mostram os limites da via "de baixo". O que funcionou foi a via "de cima": um reino já existente decidiu crescer.
Como aconteceu a unificação italiana
A unificação italiana partiu do Reino de Piemonte-Sardenha, que já tinha governo e exército. Camillo Benso, o conde de Cavour, tornou-se primeiro-ministro em 1852 e conduziu a ampliação do reino por meio de diplomacia, guerra e plebiscitos.
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A aliança com a França e a guerra de 1859
Em julho de 1858, Cavour e Napoleão III firmaram o acordo de Plombières. A França ajudaria o Piemonte-Sardenha a lutar contra a Áustria; em troca, o Piemonte cederia Saboia e Nice.
Em 1859 veio a Segunda Guerra de Independência italiana, com vitórias em Magenta e Solferino. Pelo armistício de Villafranca, em 11 de julho de 1859, a Lombardia passou ao Piemonte, mas o Vêneto continuou austríaco. Insatisfeito com o acordo, Cavour renunciou e só voltou ao governo em janeiro de 1860.
Plebiscitos e a Expedição dos Mil
Em março de 1860, plebiscitos confirmaram a anexação da Toscana, de Módena e das Legações papais. No Sul, a iniciativa foi de Giuseppe Garibaldi: cerca de mil voluntários, os "camisas vermelhas", desembarcaram em Marsala, na Sicília, em 11 de maio de 1860, e chegaram a Nápoles em 7 de setembro.
Em 26 de outubro de 1860, Garibaldi encontrou o rei Vitor Emanuel II e entregou o Sul ao reino piemontês. Novos plebiscitos aprovaram a anexação.
| Região | Forma de anexação | Quando |
|---|---|---|
| Lombardia | Guerra de 1859 e cessão por intermédio da França | 1859 |
| Toscana, Módena e Legações papais | Plebiscitos de confirmação | março de 1860 |
| Sul (Sicília e Nápoles) | Expedição dos Mil, depois plebiscitos | maio a novembro de 1860 |
| Saboia e Nice | Cedidas pelo Piemonte à França como preço da aliança | 1860 |
A proclamação do Reino da Itália
Em 17 de março de 1861, o parlamento reunido em Turim proclamou o Reino da Itália, com Vitor Emanuel II como rei. Cavour morreu menos de três meses depois, em 6 de junho de 1861. O novo reino ainda não incluía o Vêneto nem Roma.
Para aprofundar só o caso italiano, com os antecedentes e as consequências, veja o artigo sobre a unificação italiana.
Como aconteceu a unificação alemã
A unificação alemã foi conduzida pela Prússia. Em setembro de 1862, Otto von Bismarck tornou-se ministro-presidente prussiano, em meio a um conflito sobre o orçamento militar. Foi nesse contexto que ele usou a expressão "ferro e sangue", referindo-se ao exército, e não a um plano pronto de unificação.
Bismarck e a Realpolitik
Realpolitik é uma política guiada pelo poder e pelos interesses concretos, e não por princípios proclamados. O termo foi criado por August Ludwig von Rochau, em 1853. Muitos historiadores usam a palavra para descrever a prática de Bismarck, mas ele não a inventou.
As três guerras da unificação alemã
| Guerra | Quem lutou | Resultado |
|---|---|---|
| Guerra dos Ducados (1864) | Prússia e Áustria contra a Dinamarca | Paz de Viena (30/10/1864): Schleswig e Holstein cedidos aos dois vencedores |
| Guerra das Sete Semanas (1866) | Prússia, aliada à Itália, contra a Áustria | Vitória em Königgrätz (3/7); Paz de Praga (23/8/1866): a Prússia fica com Schleswig-Holstein e anexa quatro territórios |
| Guerra Franco-Prussiana (1870-1871) | Prússia e Estados alemães contra a França | Tratado de Frankfurt (10/5/1871): a França cede a Alsácia-Lorena e paga 5 bilhões de francos |
A Áustria, aliada da Prússia em 1864, virou adversária em 1866. Essa troca de lado é um bom exemplo de Realpolitik: as alianças mudavam conforme os interesses.
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Em 1867, a Prússia organizou a Confederação da Alemanha do Norte, com um parlamento (Reichstag) eleito por sufrágio masculino. Ainda não era o Império Alemão.
Do Despacho de Ems à proclamação do Império
Em 13 de julho de 1870, Bismarck editou um telegrama sobre uma crise diplomática com a França, o Despacho de Ems, antes de divulgá-lo. Em 19 de julho, foi a França que declarou guerra à Prússia. Que a edição do despacho tenha provocado essa decisão é uma interpretação discutida entre historiadores, e não um fato comprovado.
A Guerra Franco-Prussiana teve três momentos que costumam ser confundidos:
- 2 de setembro de 1870 – Sedan: o exército francês se rende, e Napoleão III, que o comandava, também.
- 18 de janeiro de 1871 – Versalhes: Guilherme I é proclamado imperador na Galeria dos Espelhos, com a guerra ainda em curso.
- 28 de janeiro de 1871 – Paris: a capital francesa capitula, dez dias depois da proclamação.
O Império nasceu, portanto, por um ato político, e foi consolidado pelo Tratado de Frankfurt, em 10 de maio de 1871.
Quer ver os antecedentes e as consequências econômicas do caso alemão? Confira o artigo completo sobre a unificação alemã.
Diferenças entre a unificação italiana e a alemã
As duas unificações foram "de cima", mas não foram iguais. Comparando pelos mesmos critérios, as diferenças ficam claras:
| Critério | Itália | Alemanha |
|---|---|---|
| Estado líder | Piemonte-Sardenha | Prússia |
| Agentes | Vários: Mazzini, Cavour, Garibaldi e o rei Vitor Emanuel II | Um agente central: o Estado prussiano, com Bismarck |
| Meios principais | Diplomacia, guerra de 1859, plebiscitos e Expedição dos Mil | Guerras de 1864, 1866 e 1870 |
| Apoio externo | França de Napoleão III | Itália, em 1866 |
| Legitimação | Plebiscitos | Proclamação do Império |
| Proclamação | 17 de março de 1861, em Turim | 18 de janeiro de 1871, em Versalhes |
| O que ficou pendente | Vêneto e Roma | Ressentimento francês pela Alsácia-Lorena |
Os processos se cruzaram em 1866: a Itália lutou ao lado da Prússia contra a Áustria e, pela Paz de Viena de 3 de outubro de 1866, recebeu o Vêneto.
Quanto à duração, tudo depende do marco escolhido. Da Jovem Itália (1831) ao Reino da Itália (1861) foram 30 anos; do Zollverein (1834) ao Império Alemão (1871), 37 anos. Já entre a chegada de Cavour (1852) e de Bismarck (1862) ao governo e cada proclamação, passaram-se 9 anos nos dois casos. É uma coincidência numérica, não uma regra histórica.
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Linha do tempo das unificações
Os principais acontecimentos dos dois processos, lado a lado:
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O que ficou incompleto: Roma e Alsácia-Lorena
Proclamar um Estado não significou, de imediato, que ele correspondesse a toda a nação que pretendia representar.
Roma e a Questão Romana
Em 20 de setembro de 1870, aproveitando a guerra entre França e Prússia, tropas italianas entraram em Roma pela brecha de Porta Pia. Um plebiscito em outubro confirmou a anexação, e Vitor Emanuel II se instalou no Palácio do Quirinal em 1871. O conflito com o papado, a chamada Questão Romana, só foi encerrado em 11 de fevereiro de 1929, com o Tratado de Latrão, que criou o Estado da Cidade do Vaticano.
Alsácia-Lorena
Na Alemanha, o problema ficou do lado de fora: a cessão da Alsácia-Lorena pela França, no Tratado de Frankfurt, alimentou um ressentimento francês que pesaria nas relações europeias das décadas seguintes.
A pintura da proclamação do Império Alemão como fonte histórica
A imagem mais conhecida da proclamação do Império Alemão é a pintura de Anton von Werner. A versão de 1885, guardada no Museu Bismarck, em Friedrichsruh, foi encomendada pela família real como presente pelos 70 anos de Bismarck, 14 anos depois da cerimônia.
O cenário está correto: a Galeria dos Espelhos de Versalhes. Mas alguns detalhes não correspondem ao que aconteceu em 1871:
| Elemento da pintura | O que as fontes indicam |
|---|---|
| Bismarck de uniforme branco | Ele não usou esse uniforme na cerimônia; na versão de 1877, aparece de casaco azul. |
| Medalha Pour le Mérite no peito de Bismarck | Foi concedida em 1884, depois da cerimônia. |
| Presença do ministro Roon | Roon não esteve presente, por doença. |
Isso não torna a pintura inútil. Ela é uma ótima fonte para estudar como o Império queria lembrar a própria fundação em 1885. Para saber os detalhes exatos de 1871, porém, precisa ser comparada com outros documentos. Uma fonte é primária em relação à pergunta que se faz a ela.
Exercícios sobre unificação italiana e alemã
Resolva as questões e confira o gabarito explicado de cada alternativa.
Questão 1
Em 1834, 18 Estados alemães formaram o Zollverein. As mercadorias passaram a circular entre eles sem tarifas, mas cada Estado manteve seu próprio governo e exército. Sobre essa união, é correto afirmar que ela:
a) já formava o Império Alemão, proclamado logo depois da sua criação.
b) criou um exército comum, comandado pela Prússia.
c) foi uma integração econômica que, sozinha, não criou um Estado nacional alemão.
d) foi uma assembleia de representantes que ofereceu a coroa ao rei da Prússia.
e) reuniu os Estados da península italiana sob a liderança de Piemonte-Sardenha.
a) Incorreta. O Império Alemão só foi proclamado em 18 de janeiro de 1871, 37 anos depois.
b) Incorreta. Cada Estado manteve seu próprio exército; não havia força militar comum.
c) Correta. O Zollverein integrou o comércio, mas não criou governo nem exército comuns. Por isso não era um Estado nacional.
d) Incorreta. Isso descreve o Parlamento de Frankfurt, em 1849, e não uma união aduaneira.
e) Incorreta. O Zollverein reuniu Estados alemães, não italianos.
Questão 2
Um colega afirma: "A Toscana passou a fazer parte da Itália porque Garibaldi a conquistou com os voluntários". Qual correção está certa?
a) A Toscana foi anexada ao Piemonte-Sardenha por plebiscito, em março de 1860.
b) A Toscana foi cedida à França como preço da aliança de Plombières.
c) A Toscana só foi incorporada em 1870, junto com Roma.
d) A Toscana foi conquistada pelo exército austríaco e entregue à Itália em 1866.
e) A frase está correta, pois Garibaldi atuou no centro da península.
a) Correta. Toscana, Módena e Legações papais tiveram a anexação confirmada por plebiscitos em março de 1860, antes da Expedição dos Mil.
b) Incorreta. As regiões cedidas à França foram Saboia e Nice.
c) Incorreta. Roma foi ocupada em 1870; a Toscana já estava anexada desde 1860.
d) Incorreta. Em 1866 foi o Vêneto, e não a Toscana, que passou à Itália.
e) Incorreta. Garibaldi e os voluntários atuaram no Sul: Sicília e Nápoles.
Questão 3
O termo Realpolitik costuma ser associado a Bismarck. Sobre ele, é correto afirmar que:
a) foi inventado por Bismarck em 1862, ao anunciar o plano de unificar a Alemanha.
b) designa uma política guiada por princípios morais proclamados, e não por interesses.
c) foi o nome oficial do tratado que encerrou a guerra contra a França.
d) descreve a política de Cavour, mas nunca foi usado para analisar a Prússia.
e) foi criado por August Ludwig von Rochau, em 1853, e aplicado depois à prática de Bismarck por historiadores.
a) Incorreta. Bismarck não criou o termo, e a fala de 1862 tratava do orçamento militar.
b) Incorreta. É justamente o contrário: uma política guiada por poder e interesse efetivos.
c) Incorreta. Esse tratado é o de Frankfurt, de 10 de maio de 1871.
d) Incorreta. O termo é usado justamente para analisar a prática de Bismarck na Prússia.
e) Correta. Rochau formulou o termo em 1853. Chamar a política de Bismarck de Realpolitik é uma interpretação de historiadores.
Questão 4
Um aluno escreveu: "Em 19 de julho de 1870, depois do Despacho de Ems, a Prússia declarou guerra à França". Qual correção está certa?
a) A declaração de guerra ocorreu em 18 de janeiro de 1871, em Versalhes.
b) Foi a França que declarou guerra à Prússia, em 19 de julho de 1870.
c) A Prússia declarou guerra à Áustria, e não à França, em 1870.
d) A frase está correta: a Prússia declarou guerra depois de editar o despacho.
e) A guerra começou com a rendição de Napoleão III em Sedan.
a) Incorreta. Essa é a data da proclamação do Império Alemão, não da declaração de guerra.
b) Correta. A declaração formal partiu da França. Já dizer que a edição do Despacho de Ems causou essa decisão é uma interpretação em disputa.
c) Incorreta. A guerra contra a Áustria aconteceu em 1866.
d) Incorreta. Bismarck editou o despacho, mas quem declarou guerra foi a França.
e) Incorreta. Sedan, em 2 de setembro de 1870, aconteceu no meio da guerra, não no início.
Questão 5
Qual comparação descreve corretamente as unificações italiana e alemã?
a) As duas foram feitas "de baixo", por assembleias populares, sem guerras.
b) A Itália foi unificada apenas por Garibaldi, e a Alemanha apenas por Bismarck.
c) As duas foram proclamadas no mesmo ano, em 1861.
d) Nas duas, um Estado já existente ampliou seu poder; na Itália atuaram vários agentes, e na Alemanha a Prússia foi o agente central.
e) A Alemanha usou plebiscitos para legitimar cada anexação, como a Itália.
a) Incorreta. As tentativas "de baixo" fracassaram; as unificações envolveram guerras e diplomacia.
b) Incorreta. Explicar cada processo por um único herói apaga diplomacia, alianças e Estados.
c) Incorreta. A Itália foi proclamada em 1861; a Alemanha, em 1871.
d) Correta. Piemonte-Sardenha e Prússia lideraram unificações "de cima". A diferença está nos agentes: múltiplos na Itália, a Prússia na Alemanha.
e) Incorreta. Os plebiscitos são uma marca do caso italiano; na Alemanha houve a proclamação em Versalhes.
Quer treinar mais com questões no estilo dos vestibulares? Resolva o exercício sobre a unificação italiana e alemã com gabarito comentado.
Perguntas frequentes
Quando aconteceram as unificações italiana e alemã?
O Reino da Itália foi proclamado em 17 de março de 1861, em Turim. O Império Alemão foi proclamado em 18 de janeiro de 1871, em Versalhes. Os dois processos se desenrolaram ao longo do século XIX, entre a década de 1830 e 1871.
Quem liderou a unificação italiana?
O Reino de Piemonte-Sardenha, com o primeiro-ministro Cavour e o rei Vitor Emanuel II. Mazzini difundiu a ideia nacional, Garibaldi comandou os voluntários no Sul e Napoleão III ofereceu apoio militar contra a Áustria.
Quem liderou a unificação alemã?
A Prússia, sob o comando de Otto von Bismarck, ministro-presidente a partir de 1862. Guilherme I, rei da Prússia, tornou-se o imperador alemão em 1871.
Qual é a principal diferença entre a unificação italiana e a alemã?
A italiana reuniu vários agentes e usou plebiscitos para legitimar as anexações. A alemã teve a Prússia como agente central e avançou principalmente por guerras.
O que foi o Zollverein?
Uma união aduaneira criada em 1834 por 18 Estados alemães, que eliminou tarifas no comércio entre eles. Integrou a economia, mas não criou governo nem exército comuns.
Por que a Itália não estava completa em 1861?
Porque o Vêneto só foi incorporado em 1866 e Roma, em 1870. A disputa com o papado durou até o Tratado de Latrão, de 1929.
Referências Bibliográficas
ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA. Risorgimento. Disponível em: https://www.britannica.com/event/Risorgimento. Acesso em: 4 nov. 2026.
ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA. Zollverein. Disponível em: https://www.britannica.com/topic/Zollverein. Acesso em: 4 nov. 2026.
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GERMAN HISTORICAL INSTITUTE. Original and Edited Versions of the Ems Dispatch (July 13, 1870). German History in Documents and Images (GHDI). Disponível em: https://germanhistorydocs.org/en/forging-an-empire-bismarckian-germany-1866-1890/original-and-edited-versions-of-the-ems-dispatch-july-13-1870.pdf. Acesso em: 4 nov. 2026.
HOBSBAWM, Eric J. A era do capital: 1848-1875. Tradução de Luciano Costa. São Paulo: Paz e Terra, 2012.
ROCHAU, August Ludwig von. Grundsätze der Realpolitik, angewendet auf die staatlichen Zustände Deutschlands. Stuttgart: Karl Göpel, 1853.
PEREIRA, Lucas. Unificação italiana e alemã: resumo e diferenças. Toda Matéria, [s.d.]. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/unificacao-italiana-e-alema-resumo-e-diferencas/. Acesso em:
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