Conflitos armados no mundo
Os conflitos armados no mundo atual se concentram em faixas que atravessam a África, o Oriente Médio, a Ásia, o Cáucaso e o Leste da Europa. Em 2025, o Instituto de Pesquisa para a Paz de Oslo (PRIO) registrou 65 conflitos envolvendo ao menos um Estado, em 35 países: o maior número desde 1946, quando a série começou.
A forma mais comum hoje não é a guerra entre dois países, e sim o conflito interno internacionalizado: o combate acontece dentro de um Estado, entre o governo e grupos armados, mas com apoio de países de fora. Os conflitos podem ser classificados pelo motivo central (território, separação, recursos, identidade, disputa entre potências ou combinação de instrumentos) e costumam misturar mais de um deles.
A principal consequência humana é o deslocamento forçado. No fim de 2025, segundo o ACNUR, 117,8 milhões de pessoas viviam fora de casa por causa de guerras, violência ou perseguição, e a maioria delas não tinha saído do próprio país.
Resumo sobre os conflitos armados no mundo
- Quantos são: 65 conflitos com participação de Estados em 2025, em 35 países, recorde desde 1946 (PRIO).
- Forma predominante: conflito interno com apoio externo, em vez de guerra entre Estados.
- Tipos por motivo: territorial, separatista, por recurso, étnico-religioso, hegemônico e híbrido.
- Onde: faixas contínuas na África, no Oriente Médio, na Ásia, no Cáucaso e no Leste da Europa.
- Consequência: 117,8 milhões de deslocados forçados no fim de 2025, a maioria dentro do próprio país (ACNUR).
- Limites da resposta: o veto no Conselho de Segurança da ONU e a dissuasão nuclear.
Neste conteúdo você encontra:
- Como os conflitos mudaram depois da Guerra Fria
- Tipos de conflitos armados
- Como analisar um conflito armado: cinco perguntas
- Onde estão os principais conflitos atuais
- Consequências: deslocados internos e refugiados
- Por que a comunidade internacional nem sempre age
- Exercícios sobre conflitos armados
- Perguntas frequentes
Como os conflitos mudaram depois da Guerra Fria
Até 1991, durante a Guerra Fria, a guerra formal entre Estados, travada por exércitos regulares, era a forma dominante de conflito. Com o fim da União Soviética, os antigos patrocinadores perderam o controle sobre grupos armados aliados, e a fragmentação de alguns Estados multiplicou os grupos capazes de combater.
Três conceitos ajudam a entender o cenário atual:
- Patrocinador externo: Estado que fornece armas, dinheiro, treinamento ou tropas a um dos lados de um conflito.
- Conflito interno internacionalizado: combate dentro de um Estado, entre o governo e grupos armados, com apoio direto de países de fora.
- Guerra por procuração: quando países externos sustentam lados opostos, sem combater diretamente entre si.
| Forma | Exemplo | O que mostra |
|---|---|---|
| Guerra entre Estados | Guerra Irã-Iraque (1980-1988) | Dois Estados combateram diretamente. A Encyclopaedia Britannica estima cerca de 500 mil mortos. |
| Conflito interno internacionalizado | Guerra civil do Iêmen (desde 2015) | O governo, apoiado por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, combate os houthis, apoiados pelo Irã. A ONU estimou cerca de 377 mil mortes até o início de 2022, 60% por causas indiretas, como fome e falta de atendimento de saúde. |
A guerra entre Estados não desapareceu. Em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia, num confronto direto entre dois Estados soberanos.
Tipos de conflitos armados
Para comparar conflitos sem reduzi-los a uma explicação única, podemos identificar o seu motivo central: aquilo que os atores dizem disputar.
| Tipo | O que está em disputa | Exemplo |
|---|---|---|
| Territorial e de fronteira | O controle de uma área ou o traçado da fronteira | Caxemira, reivindicada por Índia e Paquistão desde 1947 |
| Secessão e autodeterminação | A separação de uma área do Estado a que pertence | Nagorno-Karabakh, entre Armênia e Azerbaijão |
| Disputa por recursos | Petróleo, água ou minerais | Leste da República Democrática do Congo, onde o grupo M23 disputa áreas de mineração de cobalto, coltan, ouro e estanho |
| Étnico-religioso | A identidade usada pelos próprios atores para mobilizar apoio | Guerra civil do Sudão (desde abril de 2023), com violência documentada contra grupos não árabes em Darfur |
| Hegemônico | A influência entre grandes potências | Mar do Sul da China, reivindicado por sete Estados e territórios |
| Híbrido | Combinação de força militar com ciberataques, desinformação ou pressão econômica | Guerra na Ucrânia (desde 2022) |
Dois termos costumam aparecer juntos: secessão é a tentativa de separar uma área de um Estado; autodeterminação é a reivindicação de uma população de decidir o seu próprio vínculo político, o que nem sempre significa separação.
A classificação não é uma caixa fechada. No Sudão, por exemplo, a identidade étnica se soma à disputa de poder entre o Exército e as Forças de Apoio Rápido. Na Ucrânia, o caráter híbrido se combina com a disputa territorial. Em vez de escolher um único rótulo, o correto é dizer quais motivos se somam.
Também é um erro dizer que uma região é "naturalmente" violenta, ou que um conflito existe só por causa da identidade de um povo. No tipo étnico-religioso, a identidade é um instrumento que os atores mobilizam, e não uma causa automática.
Como analisar um conflito armado: cinco perguntas
Diante de qualquer notícia sobre uma guerra, cinco perguntas, sempre na mesma ordem, permitem organizar a análise:
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A escala indica até onde a disputa se projeta: local, nacional, regional ou global. O roteiro vale para conflitos armados ativos; não se aplica a tensões diplomáticas sem confronto armado.
Veja como as respostas mudam de um caso para outro:
| Pergunta | Caxemira | Mar do Sul da China |
|---|---|---|
| Atores | Índia e Paquistão | Sete Estados e territórios, entre eles a China |
| Patrocinadores externos | Nenhum decisivo identificado | Potências de fora que apoiam reivindicantes menores |
| Território ou recurso | A região da Caxemira e a sua fronteira | Áreas marítimas por onde passavam cerca de US$ 3,4 trilhões em comércio por ano (dado de 2016) |
| Escala | Regional | Regional, com efeitos globais |
Onde estão os principais conflitos atuais
Em 2024, o PRIO registrou 61 conflitos com participação de Estados. A distribuição por região mostra concentração na África e na Ásia:
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Em 2025, o total subiu para 65, e cerca de 245 mil pessoas morreram em combates, contra cerca de 188 mil em 2024, segundo o PRIO. Os principais focos, por região:
- Leste da Europa: a guerra na Ucrânia, iniciada com a invasão russa de 24 de fevereiro de 2022.
- Oriente Médio: o conflito entre Israel e Palestina, além dos conflitos na Síria e no Iêmen. Veja o panorama da região no artigo sobre o Oriente Médio.
- África: o Sahel, o Chifre da África, o Sudão e o leste da República Democrática do Congo, cada um com atores e disputas próprios.
- Cáucaso: a disputa por Nagorno-Karabakh, que terminou com a ofensiva do Azerbaijão em setembro de 2023. Mais de 100 mil armênios étnicos fugiram para a Armênia em poucos dias, e a república autoproclamada foi dissolvida em 1º de janeiro de 2024.
- Ásia: a Caxemira, o Mar do Sul da China, a tensão em torno de Taiwan e a divisão da península coreana, herança da Guerra da Coreia.
- América Latina: focos de menor intensidade militar, em que grupos armados e governos disputam recursos ou o controle de territórios dentro de alguns países.
Agrupar os focos por região ajuda a localizá-los, mas não transforma a região em explicação. A Caxemira e o Mar do Sul da China estão na Ásia, mas são disputas diferentes. E a pouca presença no noticiário não mede a gravidade: no fim de 2024, o Sudão tinha, segundo o ACNUR, 11,6 milhões de deslocados internos e 2,1 milhões de refugiados em países vizinhos.
Alguns focos têm efeitos muito além da sua região. A tensão em torno de Taiwan, por exemplo, pesa sobre a economia mundial porque a empresa taiwanesa TSMC detinha, em 2025, cerca de 70% do mercado mundial de fabricação de semicondutores sob encomenda.
Consequências: deslocados internos e refugiados
Deslocado forçado é quem deixa o lugar onde vive por causa de conflito armado, violência ou perseguição. Há uma distinção importante:
- Deslocado interno: permanece dentro do próprio país.
- Refugiado: cruza uma fronteira internacional em busca de proteção.
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O total caiu em relação ao fim de 2024, quando o ACNUR contava 123,2 milhões de deslocados forçados. Mesmo assim, o número permanece muito alto, porque guerras prolongadas mantêm as pessoas longe de casa durante anos. O deslocamento por motivos econômicos voluntários não entra nessa conta; esse tema é tratado no artigo sobre migração.
A maior parte dos refugiados fica em países vizinhos ao conflito, e não nos países mais ricos. O Líbano, vizinho da Síria, acolhe cerca de 1,4 milhão de sírios e tem a maior proporção de refugiados por habitante do mundo. Em comparação, o Reino Unido se comprometeu a reassentar até 20 mil refugiados sírios entre 2015 e 2020, uma fração pequena dos mais de seis milhões registrados no mundo.
Por que a comunidade internacional nem sempre age
O veto no Conselho de Segurança
O Conselho de Segurança da ONU é o único órgão capaz de aprovar medidas coletivas obrigatórias diante de um conflito. Mas qualquer um dos cinco membros permanentes (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) pode bloquear uma resolução com o veto.
| Caso | O que aconteceu | Resultado |
|---|---|---|
| Líbia, 2011 | A Resolução 1973 foi aprovada em 17 de março por 10 votos a favor e 5 abstenções (Rússia, China, Brasil, Índia e Alemanha), sem veto | Autorizou uma força multinacional para proteger civis |
| Síria, desde 2011 | Rússia e China vetaram repetidamente resoluções sobre o conflito | As respostas passaram a depender de coalizões sem mandato coletivo ou de recomendações da Assembleia Geral |
Quando há veto, a Assembleia Geral pode recomendar uma resposta pelo mecanismo "Unidos pela Paz" (Uniting for Peace), mas a recomendação não obriga os Estados. Coalizões de países também podem agir, porém sem o mandato que uma resolução do Conselho daria.
Os limites da dissuasão nuclear
A dissuasão nuclear é o mecanismo pelo qual um Estado com armas nucleares evita atacar outro que também as tem, por medo de uma retaliação semelhante. Ela ajuda a explicar por que as maiores potências não se enfrentam diretamente, mas tem limites: não impede que apoiem lados opostos em guerras no território de outros países, nem protege Estados que não têm armas nucleares.
A organização da ONU e o funcionamento do veto estão detalhados no artigo sobre a Organização das Nações Unidas.
Exercícios sobre conflitos armados
Resolva as questões e confira o gabarito explicado de cada alternativa.
Questão 1
Qual alternativa descreve corretamente a mudança na forma predominante dos conflitos armados depois de 1991?
a) A guerra entre Estados deixou de existir.
b) Tornaram-se mais comuns os conflitos dentro de um Estado com apoio de países de fora, sem que a guerra entre Estados desaparecesse.
c) Os conflitos passaram a ocorrer só na Europa.
d) Os conflitos internos deixaram de receber apoio externo.
e) O número de conflitos caiu a zero depois da Guerra Fria.
A alternativa correta é a b: depois do fim da União Soviética, o conflito interno internacionalizado ganhou espaço, mas guerras entre Estados ainda ocorrem, como a invasão russa da Ucrânia em 2022.
A alternativa a falha porque a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, é uma guerra entre Estados. A alternativa c falha porque a maior parte dos conflitos hoje está na África e na Ásia. A alternativa d falha porque é justamente o apoio externo que caracteriza o conflito interno internacionalizado. A alternativa e falha porque em 2025, o PRIO registrou 65 conflitos, o maior número desde 1946.
Questão 2
A guerra civil do Sudão opõe o Exército às Forças de Apoio Rápido desde 2023, com violência documentada contra grupos não árabes em Darfur. Qual classificação respeita melhor a tipologia por motivo central?
a) É apenas étnico-religioso, pois a identidade explica toda a disputa.
b) É uma guerra entre dois Estados soberanos.
c) É um conflito hegemônico entre grandes potências.
d) Não pode ser classificado, porque tem mais de um motivo.
e) Combina o tipo étnico-religioso com a disputa pelo poder entre grupos armados.
A alternativa correta é a e: a identidade mobilizada pelos atores faz parte do conflito, mas soma-se à disputa pelo controle do Estado; por isso, não cabe num único rótulo.
A alternativa a falha porque reduzir o conflito a um único motivo apaga a disputa de poder entre os grupos armados. A alternativa b falha porque os combates acontecem dentro do território sudanês, entre atores internos. A alternativa c falha porque o motivo central não é a disputa de influência entre potências globais. A alternativa d falha porque ter mais de um motivo não impede a classificação; basta declarar os motivos que se somam.
Questão 3
Em um conflito, o governo enfrenta um grupo armado dentro do país, sem apoio externo identificado. A disputa ocorre em uma área de mineração, tem escala nacional e há registro de deslocados internos. Qual alternativa aplica corretamente o roteiro de cinco perguntas?
a) Atores: governo e grupo armado; recurso: mineração; escala: nacional. A pergunta sobre patrocinadores fica em branco.
b) Como não há apoio externo, o caso não é um conflito armado.
c) Atores: governo e grupo armado; patrocinador externo: nenhum identificado; recurso: mineração; escala: nacional; consequência: deslocados internos.
d) Atores: governo e grupo armado; consequência: refugiados em outros países.
e) Escala: global, porque toda mineração interessa ao mundo.
A alternativa correta é a c: todas as cinco perguntas são respondidas, na ordem, e a ausência de patrocinador é registrada como "nenhum identificado".
A alternativa a falha porque nenhuma pergunta pode ser pulada; a ausência deve ser registrada. A alternativa b falha porque o apoio externo não é condição para haver conflito armado. A alternativa d falha porque o enunciado fala em deslocados internos, que não cruzaram fronteiras. A alternativa e falha porque o enunciado indica escala nacional.
Questão 4
Qual é a diferença entre um deslocado interno e um refugiado?
a) O deslocado interno permanece no próprio país; o refugiado cruza uma fronteira internacional.
b) O refugiado sai de casa por motivos econômicos; o deslocado interno, por guerra.
c) Não há diferença; os dois termos são sinônimos.
d) Os refugiados são sempre a maioria dos deslocados forçados.
e) O deslocado interno é quem mora perto de uma fronteira.
A alternativa correta é a a: o critério é a travessia de fronteira: quem foge mas continua no país é deslocado interno; quem sai do país é refugiado.
A alternativa b falha porque os dois são deslocados forçados, por conflito, violência ou perseguição. A alternativa c falha porque os termos se diferenciam pela travessia de uma fronteira. A alternativa d falha porque no fim de 2025, os deslocados internos (68,7 milhões) superavam os refugiados (41,6 milhões). A alternativa e falha porque o critério não é a localização da moradia, mas a travessia da fronteira.
Questão 5
Diante de um conflito, um membro permanente do Conselho de Segurança veta uma resolução, e a Assembleia Geral recomenda uma resposta coletiva. Qual afirmação está correta?
a) A recomendação da Assembleia Geral obriga todos os Estados.
b) O veto impede qualquer resposta internacional ao conflito.
c) A dissuasão nuclear impede guerras por procuração.
d) O veto desloca a resposta para outras vias, mas nenhuma delas tem a mesma força obrigatória de uma resolução aprovada pelo Conselho.
e) Uma coalizão sem mandato recebe automaticamente a mesma legitimidade de uma resolução do Conselho.
A alternativa correta é a d: sem a aprovação do Conselho, a Assembleia Geral só recomenda, e coalizões agem sem mandato coletivo.
A alternativa a falha porque a Assembleia Geral aprova recomendações, sem força obrigatória. A alternativa b falha porque outras vias continuam possíveis, como recomendações e ações de coalizões. A alternativa c falha porque ela evita o confronto direto entre potências nucleares, mas não guerras em territórios de terceiros. A alternativa e falha porque agir sem mandato do Conselho não confere a mesma legitimidade coletiva.
Quer entender como a violência política também aparece fora das guerras? O artigo sobre terrorismo explica conceitos, grupos e atentados.
Perguntas frequentes
Quantos conflitos armados existem no mundo hoje?
Em 2025, o PRIO registrou 65 conflitos envolvendo ao menos um Estado, em 35 países, o maior número desde 1946.
Onde estão os principais conflitos armados atuais?
Em faixas que atravessam a África (Sudão, Sahel, leste do Congo), o Oriente Médio (Israel e Palestina, Síria, Iêmen), o Leste da Europa (Ucrânia), o Cáucaso e a Ásia (Caxemira, Mar do Sul da China).
Quais são os tipos de conflitos armados?
Pelo motivo central, podem ser territoriais, separatistas, por recursos, étnico-religiosos, hegemônicos ou híbridos. Um mesmo conflito pode combinar mais de um tipo.
O que é guerra por procuração?
É quando países de fora apoiam lados opostos de um conflito, com armas, dinheiro ou tropas, sem combater diretamente entre si.
Qual é a diferença entre refugiado e deslocado interno?
O refugiado cruza uma fronteira internacional; o deslocado interno foge da violência, mas continua no próprio país.
Quantas pessoas estão deslocadas por conflitos no mundo?
Segundo o ACNUR, eram 117,8 milhões de deslocados forçados no fim de 2025, dos quais 68,7 milhões eram deslocados internos e 41,6 milhões, refugiados.
Referências Bibliográficas
ACNUR. Global Trends: Forced Displacement in 2025. Genebra: ACNUR, 2026. Disponível em: https://www.unhcr.org/global-trends. Acesso em: 5 nov. 2026.
COUNCIL ON FOREIGN RELATIONS. Global Conflict Tracker. Disponível em: https://www.cfr.org/global-conflict-tracker. Acesso em: 5 nov. 2026.
ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA. Iran-Iraq War. Disponível em: https://www.britannica.com/event/Iran-Iraq-War. Acesso em: 5 nov. 2026.
PRIO – PEACE RESEARCH INSTITUTE OSLO. Conflict Trends: A Global Overview, 1946–2025. Oslo: PRIO, 2026. Disponível em: https://www.prio.org/news/3719. Acesso em: 5 nov. 2026.
SECURITY COUNCIL REPORT. The Veto. Disponível em: https://www.securitycouncilreport.org/un-security-council-working-methods/the-veto.php. Acesso em: 5 nov. 2026.
UNITED NATIONS. Security Council. Resolution 1973 (2011). Nova York, 17 mar. 2011.
SCOFANO, Amanda. Conflitos armados no mundo. Toda Matéria, [s.d.]. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/conflitos-armados-no-mundo/. Acesso em: