Fast-food

Daniela Diana

"Fast-food" é uma expressão de origem inglesa que significa uma modalidade alimentar.

Ela demanda agilidade no preparo e consumo, onde as refeições devem ser preparadas e vendidas em pouco tempo. Daí a padronização, mecanização e a rapidez desse sistema.

Assemelha-se ao de produção fordista das linhas de montagem, onde tudo é pensado para agilizar a produtividade.

Destacam-se as cozinhas bem equipadas, mas que produzem poucas variedades alimentares. Além disso, o ambiente de consumo é, muitas vezes, relativamente desconfortável, de modo a incentivar a rápida ingestão dos alimentos.

Devemos destacar, por outro lado, que esse fenômeno é, na realidade, uma evolução do sistema de restaurantes e lanchonetes do tipo drive-in. Esses estabelecimentos surgiram na Califórnia na década de 40, e logo se espalharam pelo mundo.

O cardápio desses estabelecimentos é basicamente constituídos de lanches, acompanhados por batatas fritas e outras frituras, além de refrigerantes. Eles são servidos para consumidores que possuem pouco tempo para realizar suas refeições.

Comida de fast-food
Exemplo de uma refeição servida no fast-food

Breve Histórico dos Fast-food’s

O sistema de Fast-food é facilmente associado às grandes redes de alimentação, apesar de também ser um tipo de consumo encontrado em alguns restaurantes mais elaborados.

As cadeias de lanchonete mais promissoras ganharam o mundo a partir de 1970 e tornaram-se um dos símbolos do capitalismo durante a Guerra Fria.

Como exemplos de maior destaque podemos citar McDonald's, a maior de todas as cadeias de Fast-food, seguida por Burger King, KFC, Subway e Pizza Hut.

Primeiro McDonald's
Primeiro McDonald's fundado em 1940 na Califórnia pelos irmãos Richard e Maurice McDonald

Vale destacar também que esta modalidade de alimentação é muito antiga se considerarmos a prática de venda de alimentos nas ruas por meio de vendedores ambulantes (street food), prática essa milenar e global.

Fast-food no Brasil

No Brasil, as redes de Fast-food têm início no Rio de janeiro, a partir de 1951. Na altura Robert Bob Falkenburg, esportista e empresário nova-iorquino, fundou a “Falkenburg Sorveteria Ltda”.

Inicialmente, o estabelecimento vendia sorvetes de baunilha. A receita foi trazida dos Estados Unidos e mais tarde viria a ser a primeira e uma das maiores empresas de Fast-food do Brasil: o Bob’s.

Falkenburg Sorveteria Ltda
Primeiro Bob's fundado por Robert Bob Falkenburg em Copacabana, Rio de Janeiro

Curioso notar que somente em 1979 ocorre a abertura da primeira loja do McDonald’s no país, na cidade do Rio de Janeiro.

As cinco empresas de Fast-food que merecem destaque no mercado brasileiro são:

  • Subway (cerca de 1.600 pontos de venda);
  • Bob’s (cerca de 960 pontos de venda),
  • McDonald’s (cerca de 750 pontos de venda);
  • Giraffas (cerca de 400 pontos de venda);
  • Habib’s (cerca de 305 pontos de venda).

Além delas, outras marcas de Fast-food dominaram a cena alimentar no Brasil.

Atualmente, cerca de 370 empresas atuam nesse empreendimento no país sendo que algumas são de origem brasileira: Habib’s, Giraffas, Estupendo, Vivenda do Camarão, Spoleto, Mini Calzone, Au Au, A Pestikeira, Pitts Burg, etc.

Logos de fast-food's
Logotipos de alguns fast-food's muito frequentados no Brasil

Diante disso, mesmo possuindo preços elevados, (embora, muitas vezes, possa ser mais barato que um restaurante comum), a expansão do segmento das redes de Fast-food no Brasil se demonstra acelerada nas últimas décadas.

Dados Relevantes

Estudos apontam que o faturamento atual de tais empreendimentos ultrapassou R$ 8,3 bilhões em 2012. Isso gerou um aumento significativo do faturamento aproximado de R$ 1 bilhão para 2013 (R$ 9,3 bilhões).

Além disso, estudos afirmam que mediante esse crescimento, as redes de Fast-food vão faturar aproximadamente R$ 75 bilhões em 2018.

Note que cerca de 34% da população brasileira frequenta os Fast-food’s nas horas de lazer e 33% frequentam nas horas do almoço em dias da semana.

Vale mencionar os números apresentados pela empresa de consultoria “Rizzo Franchise”, os quais assinalam o aumento de franquias abertas no país em 2013, sendo 1.454 novas unidades de diversas marcas, totalizando 13.643 franquias em operação.

Outros estudos, feito pela “Shopper Experience” e denominada “Fast-food no Brasil” (2011), aponta para a preferência dos brasileiros na alimentação mais ligeira. Nessa pequisa, quase 75% da população prefere esse tipo de estabelecimento aos restaurantes tradicionais. Por outro lado, 2% dos entrevistados nunca consomem alimentos em redes Fast-food.

A mesma pesquisa assinala, dentre as maiores redes de Fast-food do país, a preferência da população:

  • 44% preferem o Mc Donald´s;
  • 17% preferem o Subway;
  • 8% preferem o Burger King;
  • 7% preferem o Habib's;
  • 5% preferem o Spoleto;
  • 4% preferem o Bob’s;
  • 3% preferem o China in Box;
  • 2% preferem a Pizza Hut.

Problemas do Sistema Fast-food

Atualmente, especialistas da área da saúde tem apontado relações entre o consumo de alimentos Fast-food à problemas sérios de saúde. Merecem destaque aqueles ligados à obesidade e diabetes.

Portanto, esse estilo de vida tem sido severamente criticado desde o final do século XX. As principais críticas recaem sobre o fato desses alimentos serem muito calóricos e ricos em gorduras hidrogenadas, açúcar e sódio.

Outro fenômeno que os especialistas afirmam estar relacionado aquele sistema é o crescimento mundial da população de obesos nos últimos anos.

Esse fato tem levado estas franquias a “admitirem” o problema e elaborarem um cardápio mais balanceado, incluindo fibras e outros ingredientes saudáveis. Mesmo assim, uma salada consumida nessas redes podem conter mais calorias do que um sanduíche.

Documentário

O documentário estadunidense "Super Size Me" (2004) foi escrito, produzido e protagonizado pelo cineasta Morgan Spurlock. Nessa experiência, ele passa 30 dias comendo somente no McDonald's.

Super size me

Diante do resultado assustador, como o aumento das taxas de colesterol, de peso e os problemas no coração, Morgan​ alerta para os perigos de consumir esses alimentos.

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Daniela Diana
Daniela Diana
Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.