Memórias Póstumas de Brás Cubas: Resumo por Capítulo

Márcia Fernandes

Memórias Póstumas de Brás Cubas é o romance que inaugura o Realismo no Brasil. Foi publicado em 1881 e está dividido em 160 capítulos.

Dentre as diversas obras, é a prosa de Machado de Assis - um dos maiores representantes da literatura brasileira - que mais se destaca.

Personagens do Livro

  • Brás Cubas - É o “defunto-autor”. Narrador que conta a história - suas memórias, na verdade - depois de ter falecido.
  • Virgília - A amante do protagonista escolheu Lobo Neves para esposo em vez de Brás Cubas. Era filha do Conselheiro Dutra.
  • Conselheiro Dutra - Proeminente político e pai de Virgília.
  • Lobo Neves - Esposo de Virgília. Tornou-se político.
  • Sabina - A irmã de Brás Cubas, casada com Cotrim.
  • Cotrim - Esposo de Sabina e tio de Nhã-Loló.
  • Nhã-Loló - A sobrinha de Cotrim, pretendente que Sabina arranjou para Brás Cubas. Morreu em consequência da febre amarela quando tinha 19 anos.
  • Luís Dutra - Primo de Virgília.
  • Dona Plácida - A velha empregada de Virgília. Ela era álibi da relação adúltera de Virgília com Brás Cubas.
  • Quincas Borba - Filósofo e amigo de infância de Brás Cubas, cujo nome completo é Joaquim Borba dos Santos. Torna-se um mendigo.
  • Marcela - Prostituta e a paixão da juventude de Brás Cubas.
  • Eugênia - Filha de D. Eusébia. Manca, foi desprezada por Brás Cubas.
  • D. Eusébia - A amiga da rica família de Brás Cubas. Ela era pobre.
  • Prudêncio - Foi escravo de Brás Cubas, se tornando depois dono de escravos, a quem agredia.

Resumo por Capítulos

Capítulo 1 - Óbito do Autor

O protagonista narra o seu falecimento “Um solteirão que expira aos sessenta e quatro anos” vítima de uma pneumonia ou, como ele afirmava de “uma ideia grandiosa e útil”.

Capítulo 2 - O emplasto

Brás fala sobre o emplasto - "a invenção de um medicamento sublime" - a tal ideia que o teria levado à morte.

Capítulo 3 - Genealogia

É feito um “curto esboço genealógico”.

Capítulo 4 - A ideia fixa

Com mostras da intelectualidade - e da ironia - do autor, esse capítulo fala que o emplasto se tornou uma ideia fixa.

Capítulo 5 - Em que aparece a orelha de uma Senhora

Brás Cubas fala do surgimento da doença e da visita que está prestes a receber: Virgília.

Capítulo 6 - Chimène, qui l’ eût dit? Rodrigue,qui l’eût cru?

Virgília visita o já bastante doente Brás Cubas. Dois dias depois regressa com seu filho.

Capítulo 7 - O delírio

Narra um episódio de delírio, que assim termina: “um nevoeiro cobriu tudo, — menos o hipopótamo que ali me trouxera, e que aliás começou a diminuir, a diminuir, a diminuir, até ficar do tamanho de um gato. Era efetivamente um gato. Encarei-o bem; era o meu gato Sultão, que brincava à porta da alcova, com uma bola de papel…”.

Capítulo 8 - Razão contra Sandice

Descreve um diálogo cujos interlocutores são a Razão e a Sandice (o mesmo que tolice ou loucura).

Capítulo 9 - Transição

Reflete sobre o seu “grão pecado da juventude” - o caso com Virgília e anuncia a narração sobre o seu nascimento.

Capítulo 10 - Naquele dia

Narra o seu nascimento, as reações da família, as visitas e faz breve referência ao seu batizado.

Capítulo 11 - O menino é pai do homem

Fala sobre as travessuras da sua infância, o “menino diabo”, bem como da educação que lhe foi dada: “De manhã, antes do mingau, e de noite, antes da cama, pedia a Deus que me perdoasse, assim como eu perdoava aos meus devedores; mas entre a manhã e a noite fazia uma grande maldade, e meu pai, passado o alvoroço, dava-me pancadinhas na cara, e exclamava a rir: Ah! brejeiro! ah! brejeiro!

Capítulo 12 - Um episódio de 1814

Narra o que aconteceu com a comemoração promovida pela família em decorrência da queda de Napoleão Bonaparte.

Nesse jantar a atitude do Doutor Vilaça fez-lhe grande raiva dado que Brás (menino de 9 anos) ficou sem a sobremesa que tanto queria.

Assim, pretendendo se vingar, seguiu o Doutor e o apanhou a beijar Dona Eusébia e espalhou a notícia, o que causou grande indiscrição uma vez que o Doutor era casado com outra senhora.

Capítulo 13 - Um salto

Fala dos tempos de escola, do professor a quem detestava - Ludgero - e das travessuras de seu amigo de infância - Quincas Borba.

Capítulo 14 - Primeiro beijo

Conta o dia em que rouba um beijo do seu primeiro amor - a prostituta Marcela.

Capítulo 15 - Marcela

Relata o relacionamento com Marcela, do dinheiro gasto com ricos presentes, fato que quase empobrece a família.

Capítulo 16 - Uma Reflexão Imoral

Brás reflete sobre o relacionamento com Marcela que lhe tem custado caro, afinal Marcela "morria de amores por um certo Xavier".

Capítulo 17 - Do trapézio e outras coisas

O gasto desenfreado com Marcela levou o pai de Brás a mandá-lo estudar para Portugal.

De súbito, Brás decidi levá-la consigo e, para convencê-a, mais uma vez, compra-lhe “a melhor joia da cidade”.

Capítulo 18 - Visão do corredor

Enamorado, Brás tem uma visão e a narra. Finaliza o capítulo dizendo que três dias depois seguia para Lisboa.

Capítulo 19 - A bordo

Conta sua viagem para Portugal. A bordo do navio, Brás vê a mulher do capitão - que estava bastante doente - morrer.

Capítulo 20 - Bacharelo-me

Expõe brevemente o que sente com relação à universidade, ao fato de deixar Marcela - que tinha ficado no Brasil - e que, apesar de ter estudado “muito mediocremente” teria conseguido se graduar.

Capítulo 21 - O almocreve

Narra um episódio em que um almocreve lhe salva a vida, dominando o jumento em que Brás ia montado.

Capítulo 22 - Volta ao Rio

Brás recebe uma carta do pai que o entristece. Dizia: ““Vem, dizia ele na última carta; se não vieres depressa acharás tua mãe morta!””.

Capítulo 23 - Triste, mas curto

Brás regressa ao Brasil a tempo de encontrar a mãe, com cancro no estômago, ainda com vida. Morre. “Triste capítulo; passemos a outro mais alegre.”.

Capítulo 24 - Curto, mas alegre

Fala de um alegre cabeleireiro e desabafa que o curso universitário não foi feito com dedicação “Não digo que a universidade me não tivesse ensinado alguma; mas eu decorei-lhe só as fórmulas, o vocabulário, o esqueleto.”.

Capítulo 25 - Na Tijuca

Fala da vida que levava no regresso ao Brasil e da chegada de Dona Eusébia para viver numa casa vizinha a de sua família, de modo que pondera lhe fazer uma visita por ter sido ela a vestir a sua mãe depois de falecida.

Capítulo 26 - O autor hesita

O pai de Brás fala do seu desejo de tentar que ele entre na política ao passo que pretende casá-lo com a filha de um importante político - Conselheiro Dutra - que tinha enviado por carta as condolências ao pai de Brás pela morte de sua mãe. Seu nome é Virgília.

Capítulo 27 - Virgília?

Depois de o pai ter lhe dito o nome da noiva, Brás recorda o leitor de que aquela foi a mulher que anos depois o foi visitar antes de morrer.

Capítulo 28 - Contanto que…

Quanto à proposta feita pelo pai, Brás coloca uma condição: “— Contanto que não fique obrigado aceitar as duas; creio que posso ser separadamente homem casado ou homem público…”.

Capítulo 29 - A visita

Após aceitar a proposta do pai - a política, bem como o casamento - Brás vai visitar D. Eusébia.

Capítulo 30 - A flor da moita

Enquanto conversa com D. Eusébia, Brás conhece Eugênia - filha de D. Eusébia - e conta o nervosismo de ambas ao verem uma borboleta preta - fato que demonstra a sua forte superstição.

Capítulo 31 - A borboleta preta

Uma borboleta negra entra no quarto de Brás, o que o faz lembrar do dia anterior.

Capítulo 32 - Coxa de nascença

Depois de muito insistir, D. Eusébia convence Brás a ir jantar em sua casa. Nesse dia Brás fica a saber que Eugênia é manca.

Capítulo 33 - Bem-aventurados os que não descem

Eugênia pede que Brás não descesse da Tijuca e assim ele fez. Nesse dia, ele e Eugênia se beijam.

Capítulo 34 - A uma alma sensível

Brás revela ao leitor não ter boas intenções com Eugênia pelo fato de ela ser coxa.

Capítulo 35 - O caminho de damasco

Eugênia já tinha percebido que Brás não pretendia assumir qualquer compromisso com ela em decorrência do seu defeito “— Faz bem em fugir ao ridículo de casar comigo.

Brás não admitia, mas sabia que era verdade. Assim, decide obedecer seu pai e ir conhecer o Conselheiro Dutra.

Capítulo 36 - A propósito de botas

Brás regressa à casa e lhe alivia o fato de tirar as botas apertadas. Encontrando o pai, este fica feliz por pensar que o seu regresso significa que pode avançar com as pretensões que tinha para seu filho.

Capítulo 37 - Enfim!

O narrador pergunta ao pai o que precisa fazer com relação ao desejo do pai de lhe tornar deputado. O pai responde que basta casar com a filha do Conselheiro Dutra.

Na casa do Conselheiro, o pai de Virgília gosta de Brás e após conversarem apresenta sua esposa e sua filha. Brás descreve o primeiro olhar de ambos como “pura e simplesmente conjugal”.

Capítulo 38 - A quarta edição

Brás estava a passear quando o vidro do relógio cai e ele entra na primeira loja que encontra a fim de o consertar.

Na loja vê uma senhora que não conhece, embora seu rosto lhe chame a atenção pela “velhice precoce”. A mulher, no entanto, logo o reconhece. Trata-se de Marcela que lhe conta a sua vida.

Capítulo 39 - O vizinho

Enquanto Brás espera pelo conserto do seu relógio, entra um senhor com uma menina que mostra gostar muito de Marcela - um vizinho relojoeiro - como Marcela disse à Brás após ele questionar quem era.

Capítulo 40 - Na sege

Brás Cubas reflete sobre os acontecimentos do dia enquanto apanha uma sege e nem repara quando chega à casa do Conselheiro Dutra.

Capítulo 41 - A alucinação

Virgília se mostra ansiosa com o atraso de Brás e, no momento que busca desculpas para o fato, tem uma alucinação: vê em Virgília o rosto doente e sofrido de Marcela.

Capítulo 42 - Que escapou a Aristóteles

Brás compara o encontro com Marcela com um movimento metafísico de uma bola que rola até uma e outra bola.

Capítulo 43 - Marquesa, porque eu serei marquês

Narra a rapidez com que as pretensões de seu pai haviam sido desfeitas em virtude de Virgília escolher Lobo Neves como noivo.

Capítulo 44 - Um Cubas!

O pai de Cubas sofre um grande desgosto ao não conseguir avançar com as pretensões que tinha para o filho. Brás acredita que esse terá sido o motivo da sua morte quatro meses depois.

Capítulo 45 - Notas

Com tristeza, Brás faz referências ao funeral: “Soluços, lágrimas, casa armada, veludo preto nos portais, um homem que veio vestir o cadáver, outro que tomou a medida do caixão, caixão, essa, tocheiros, convites, convidados que entravam.”.

Capítulo 46 - A herança

Oito dias após a morte do pai começam as discussões entre a irmã e o cunhado pela herança. Brás pensa como ele e a irmã, antes tão amigos, agora estavam brigados.

Capítulo 47 - O recluso

Depois da morte do pai Brás se sente um recluso, saindo de vez em quando apenas. Escreve, principalmente, artigos que enviava para publicação e, com isso, ganha certa reputação.

Capítulo 48 - Um primo de Virgília

Brás dá o leitor a conhecer Luís Dutra - primo de Virgília com quem convive. Ele escreve melhor do que Brás, mas este tenta desanimá-lo para que ele duvide da sua capacidade de escrita.

Capítulo 49 - A ponta do nariz

Faz uma analogia entre o sucesso da escrita de Dutra e o seu com um caso de chapeleiros que, apesar de venderem os artigos pelo mesmo preço, há um que se destaca com relação ao outro.

Capítulo 50 - Virgília casada

Dutra informa Brás que Virgília chegou a São Paulo com seu marido Lobo Neves.

Brás narra a primeira vez que a encontra e das vezes seguintes: em bailes e depois na casa de Virgília em uma reunião íntima a convite de seu esposo. Esses encontros os vão aproximando.

Capítulo 51 - É minha!

Conta que encontra uma moeda de ouro, mas que a envia para a polícia a fim de que ela seja restituída ao dono.

O ímpeto da posse que toma conta dele ao encontrar a moeda de ouro é semelhante ao sentimento que tinha por Virgília - que já é sua companheira nas valsas.

Capítulo 52 - O embrulho misterioso

Brás encontra um embrulho na praia e o leva para casa. Trata-se de um embrulho com cinco contos de réis bem dobrados. Estes, ao contrário da moeda de ouro, Brás não devolve.

Capítulo 53 - . . . . . . . . .

Fala do amor que toma conta dele e de Virgília e do primeiro beijo que ela lhe dá.

Capítulo 54 - A pêndula

Depois do beijo Brás regressa a sua casa mas não consegue deixar de pensar no acontecimento.

Capítulo 55 - O velho diálogo de Adão e Eva

"Brás Cubas...?
Virgília......
BrásCubas.............................
. . . . . . . . .
Virgília..................!
BrásCubas...............
Virgília.......................................................................................................... .................................................................. ? ................................................................... .................................................................................................................................... BrásCubas.....................
Virgília.......
BrásCubas .............................................................................................................................................. .........................................................................................!...........................!...........................................................!
Virgília.......................................?
Brás Cubas.....................!
Virgília.....................!
"

Capítulo 56 - O momento oportuno

Brás relembra que já tinham sido noivos, se separam sem paixão e anos depois amam-se.

Capítulo 57 - Destino

Conta que o destino os tinha aproximado e agora se amam. “ — Amo-te, é a vontade do céu”, disse-lhe Virgília.

Capítulo 58 - Confidência

Fala das confidências de Lobo Neves a Brás - a quem considera um amigo. Lobo Neves lamenta não alcançar a "glória pública".

Capítulo 59 - Um encontro

O narrador encontra Quincas Borba - seu colega de escola - agora, mendigo. Brás lhe dá uma nota de cinco mil réis e o então colega se enche se alegria.

Capítulo 60 - O abraço

Quincas Borba abraça Brás agradecendo o dinheiro. Depois de o colega o abraçar, ao colocar as mãos no bolso, Brás repara que o mesmo tinha lhe roubado o relógio naquele momento.

Capítulo 61 - Um projeto

Cubas tem um forte desejo de ajudar Quincas Borba e vai a sua procura, mas não o encontra. Promete para si mesmo que o vai regenerar.

Capítulo 62 - O travesseiro

Virgília fazia com que Brás esquecesse os seus problemas. Brás a compara a um “travesseiro divino”.

Capítulo 63 - Fujamos!

Relata um de seus encontros com Virgília e da ideia de fugir com ela. Lobo Neves chega à casa e o encontra, o convida para jantar, sem de nada desconfiar.

Brás sente pela primeira vez raiva de Virgília que se mostra bastante contente pelo fato de o esposo lhe levar ao teatro nessa noite.

Capítulo 64 - A transação

No dia seguinte Brás vai ao encontro de Virgília e a encontra com os olhos vermelhos pelo desprezo de Brás na noite anterior ao jantar. Voltam a falar em fugir.

Capítulo 65 - Olheiros e Escutas

Narra sobre as pessoas que desconfiam ou que trazem alguma perturbação ao romance dele com Virgília. A Baronesa X, Viegas - um parente de Virgília -, bem como Luís Dutra.

Capítulo 66 - As pernas

As pernas de Brás o levam para fora da casa de Virgília. Em agradecimento, Brás escreve esse capítulo “E cumpristes à risca o vosso propósito, amáveis pernas, o que me obriga a imortalizar-vos nesta página.”.

Capítulo 67 - A casinha

Virgília envia um bilhete a Brás a dizer que desconfiam de ambos, bem como a relação deles era “objeto da suspeita pública”.

Decidem, assim, optar por uma casinha em que viveria alguém da confiança de Virgília.

Capítulo 68 - O vergalho

Brás encontra Prudêncio - escravo de quem Brás judiava com as suas brincadeiras de criança - agora livre, tinha ele um escravo e lhe maltrata sem compaixão.

Capítulo 69 - Um grão de sandice

Recorda de Romualdo, como dizia, um doido que conhecera “— Eu sou o ilustre Tamerlão, dizia ele. Outrora fui Romualdo, mas adoeci, e tomei tanto tártaro, tanto tártaro, tanto tártaro, tanto tártaro, que fiquei Tártaro, e até rei dos Tártaros. O tártaro tem a virtude de fazer Tártaros”.

Capítulo 70 - Dona Plácida

Dona Plácida é a senhora de confiança de Virgília que tinha ido viver para a “casinha” como chamavam o local dos encontros amorosos.

A senhora tem nojo da sua condição de cúmplice, mas cede.

Capítulo 71 - O senão do livro

Fala do livro que escreve - este: “o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica”.

Capítulo 72 - O bibliômano

Imagina um bibliômano muitos anos depois a encontrar o seu livro - exemplar único - aquisição que o enche de contentação.

Capítulo 73 - O luncheon

Fala do lanche na "casinha" e o fato de convidarem Dona Plácida a se sentar com eles, mas dela sempre recusar.

Capítulo 74 - História de Dona Plácida

Depois de muito tempo Brás conquista a confiança de Dona Plácida, que lhe conta a sua história.

Capítulo 75 - Comigo

Escuta a história de Dona Plácida sem lhe dar qualquer resposta. Quando ela sai, porém, exprime seu sentimento com relação ao que acabara de ouvir, que era uma reflexão sobre a vida triste que aquela mulher levava, cuja origem tinha sido a luxúria de seus pais.

Capítulo 76 - O estrume

Sente sua consciência pesar por ter colocado Dona Plácida naquela condição de cúmplice e entende a resistência inicial da senhora.

Capítulo 77 - Entrevista

Virgília questiona por que Brás não tinha ido tomar chá como havia prometido. Brás não tinha ido por conta dos ciúmes ao vê-la dançar com outro homem na casa da baronesa.

Capítulo 78 - A presidência

Os encontros de Brás e Virgília estavam ameaçados a partir do anúncio de Lobo Neves de que seria presidente de uma província.

Brás pretendia que Virgília não aceitasse o projeto do marido e ameaçando-lhe disse: “— Repito, a minha felicidade está nas tuas mãos, disse eu.”.

Capítulo 79 - Compromisso

Decide ir visitar Virgília apenas em sua casa com a intenção de convencê-la sobre a atitude a tomar.

Capítulo 80 - De secretário

A solução vem mesmo da parte de Lobo Neves que convida Brás para ser seu secretário “Na verdade, um presidente, uma presidenta, um secretário, era resolver as coisas de um modo administrativo.

Capítulo 81 - A reconciliação

Sabina vai visitar Brás e eles se reconciliam.

Capítulo 82 - Questão de botânica

Estava contente com os últimos acontecimentos e começa a espalhar pela cidade que seria secretário de província. Os boatos, entretanto, surgem.

Capítulo 83 - 13

Seu cunhado Cotrim aconselha que Brás não aceite o convite de secretário alegando que essa decisão era insensata. Brás fica pensativo e triste ao ver a publicação da nomeação de Lobo Neves e a sua.

Virgília, porém, anuncia que não vão para a província em decorrência de o decreto da nomeação ter o número 13, número que era fatídico para Lobo Neves.

Capítulo 84 - O conflito

Fala da superstição e do conflito de Lobo Neves que por superstição não tinha aceitado a nomeação e que se amargurava, e até se arrependia, por ter tomado essa decisão.

Capítulo 85 - O cimo da montanha

Depois do medo de perderem um ao outro, Brás e Virgília vivem com mais intensidade o seu amor.

Capítulo 86 - O mistério

Relata a atitude de Virgília “um gesto maternal” com Brás, o que para ele foi algo misterioso.

Capítulo 87 - Geologia

Compara a ciência da geologia com o caráter de Lobo Neves: "havia no Lobo Neves certa dignidade fundamental, uma camada de rocha, que resistia ao comércio dos homens. As outras, as camadas de cima, terra solta e areia, levou-lhes a vida, que é um enxurro perpétuo.".

Capítulo 88 - O enfermo

Fala da doença de Viegas - que o levou à morte - e dos cuidados de Virgília.

Capítulo 89 - In extremis

Viegas morre na presença de Virgília, de Brás e de mais um “sujeito magro” com quem discutia o valor da compra da casa do enfermo.

Capítulo 90 - O velho colóquio de Adão e Caim

Virgília fica com raiva ao saber que Viegas não lhe deixava nada de herança, mas Virgília tinha uma preocupação maior, o mistério do capítulo 86: o filho que Virgília esperava.

Capítulo 91 - Uma carta extraordinária

Recebe uma carta de Quincas Borba e, junto com ela, um relógio. Quincas, na verdade, Joaquim Borba dos Santos fala de “um novo sistema de filosofia”, resultado de seus estudos, ao qual dá o nome de Humanitismo.

Capítulo 92 - Um homem extraordinário

Conhece Damasceno - cunhado de Cotrim, esposo de sua irmã. Ele traz para Brás um bilhete do cunhado, um convite para jantar. Em poucos minutos conta a Brás sua vida e sai.

Capítulo 93 - O jantar

O jantar tinha o propósito de apresentar a filha de Damasceno a Brás. Chama-se Dona Eulália, afetivamente chamada Nhã-loló.

Capítulo 94 - A causa secreta

Virgília amua-se sempre que Brás fala no filho de ambos e Brás não percebe o motivo, aparentemente se trata de “medo do parto” e da “privação de certos hábitos da vida elegante”.

Capítulo 95 - Flores de antanho

Virgília perde o bebê.

Capítulo 96 - A carta anônima

Na presença de Brás, Lobo Neves recebe uma carta anônima a denunciar a intimidade dele com sua esposa.

Depois de Virgília se restabelecer da perda do bebê, o marido lhe mostra a carta e ela nega tudo o que estava escrito.

Capítulo 97 - Entre a boca e a testa

Descreve a recusa de Virgília perante o seu beijo na testa.

Capítulo 98 - Suprimido

Vai ao teatro e lá encontra Damasceno e a família. Nessa noite, Nhã-loló lhe parece mais bonita do que da primeira vez que a vira.

Capítulo 99 - Na plateia

Ainda no teatro, Brás encontra Lobo Neves com quem conversa bastante sobre “assuntos gerais”. Iniciado o ato seguinte Brás, absorto nos seus pensamentos, não presta atenção a nada.

Capítulo 100 - O caso provável

Brás informa o leitor que quatro meses depois desse encontro no teatro Lobo Neves faz as pazes com o ministério, depois de ter se afastado em decorrência do decreto 13.

Capítulo 101 - A Revolução Dálmata

Virgília conta a Brás os acontecimentos políticos na vida de Lobo Neves.

Capítulo 102 - De repouso

Mas este mesmo homem, que se alegrou com a partida do outro, praticou daí a tempos... Não, não hei de contá-lo nesta página; fique esse capítulo para repouso do meu vexame. Uma ação grosseira, baixa, sem explicação possível... Repito, não contarei o caso nesta página.

Capítulo 103 - Distração

Distrai-se e quando chega à “casinha” Virgília já tinha ido embora depois de muito chorar.

Dona Plácida conta a Brás, em meio a soluções, a indignação de Virgília. Três dias depois se encontram no local de costume.

Capítulo 104 - Era ele!

Quando Virgília saía, Dona Plácida vê Lobo Neves, Virgília regressa e Brás se esconde enquanto Dona Plácida vai para a janela convidar o marido de Virgília para entrar, ele que disse estar a passar quando viu a senhora e parou para lhe cumprimentar. Virgília se despede de Dona Plácida e sai com o marido.

Capítulo 105 - Equivalência das janelas

A vontade de Brás era arrancar Virgília ao marido, mas Dona Plácida o detém segurando pelo braço.

Capítulo 106 - Jogo perigoso

Brás e Dona Plácida estavam receosos do que aconteceria à Virgília em casa. Assim, Dona Plácida decide ir até lá.

Capítulo 107- Bilhete

Não houve nada, mas ele suspeita alguma coisa; está muito sério e não fala; agora saiu. Sorriu uma vez somente, para nhonhô, depois de o fitar muito tempo, carrancudo. Não me tratou mal nem bem. Não sei o que vai acontecer; Deus queira que isto passe. Muita cautela, por ora, muita cautela.”.

Capítulo 108 - Que se não entende

Leu o bilhete de Virgília diversas vezes e não consegue entender se sentia medo, dó, vaidade ou amor.

Capítulo 109 - O filósofo

Recebe a visita de Quincas Borba que lhe quer explicar sua filosofia. Brás, preocupado com o bilhete de Virgília, pede que ele volte outro dia.

Capítulo 110 - 31

O decreto 31 nomeia Lobo Neves novamente presidente da província. Ele aceita.

Capítulo 111 - O muro

Quando chegou à “casinha”, Brás encontrou um bilhete. Pensava que se tratava de uma mensagem deixada por Virgília, mas na verdade era um bilhete antigo que Dona Plácida tinha encontrado.

Capítulo 112 - A opinião

Fala sobre Lobo Neves e sobre o que pensava dele. Brás considerava que ele não toma certas atitudes com receio da opinião pública.

Capítulo 113 - A Solda

Brás conclui: “a opinião é uma boa solda das instituições domésticas.”.

Capítulo 114 - Fim de um diálogo

Nele consta o diálogo de despedida entre Brás e Virgília. Virgília pede que Brás não se esqueça de Dona Plácida.

Capítulo 115 - O almoço

Após a despedida Brás almoça, sem saber explicar as sensações com a partida de Virgília.

É realista, não romântico: “Eu bem sei que, para titilar-lhe os nervos da fantasia, devia padecer um grande desespero, derramar algumas lágrimas, e não almoçar.”.

Capítulo 116 - Filosofia das folhas velhas

Sente-se viúvo após a partida de Virgília. Nessa altura, morre seu tio cônego e nasce Venância - filha de Cotrim.

Capítulo 117 - O Humanitismo

Quincas Borba explica sua filosofia e Brás escuta admirado a sua lógica, bem como a clareza da exposição de Borba.
Conta três fases Humanitas: a estática, anterior a toda a criação; a expansiva, começo das coisas; a dispersiva, aparecimento do homem; e contará mais uma, a contrativa, absorção do homem e das coisas. A expansão, iniciando o universo, sugeriu a Humanitas o desejo de o gozar, e daí a dispersão, que não é mais do que a multiplicação personificada da substância original.”.

Capítulo 118 - A terceira força

Brás não conseguia viver só; ele queria “luzir” e para isso precisava de algo.

Capítulo 119 - Parêntesis

Deixa máximas que escreveu, tal como: “Crê em ti; mas nem sempre duvides dos outros.”.

Capítulo 120 - Compele intrare

Sabina quer casar o irmão e consegue perturbar Brás com a ideia de ele ainda ser solteiro e não ter filhos, de modo que vai conversar com o seu amigo filósofo.

Capítulo 121 - Morro abaixo

Já se tinham passado meses da partida de Virgília e com Brás ficava a lembrança, um “diabo negro”, ao passo que Nhã-loló “um diabo cor-de-rosa” ia conquistando o seu espaço.

Brás narra que ao regressar da missa com Damasceno e a filha, algo que fazia muitas vezes, deparam-se com uma briga de galos e que a moça tinha ficava envergonhada pelo fato de o pai se juntar aos espectadores.

Capítulo 122 - Uma intenção mui fina

Nhã-loló era diferente da família, tinha tendência para ser elegante e polida - e Brás sentia que havia uma afinidade entre ambos, de modo que queria ajudá-la: “— Não há remédio, disse eu comigo, vou arrancar esta flor a este pântano.”.

Capítulo 123 - O Verdadeiro Cotrim

Vai pedir conselho ao cunhado, mas ele não se quer opinar sobre o casamento de ambos uma vez que se trata de sua sobrinha.

Brás entende e admite ter sido injusto durante anos com o cunhado - que agora admira os escrúpulos - por causa da herança.

Capítulo 124 - Vá de intermédio

Este capítulo serve de ponte entre o anterior e o próximo, tal como a ponte entre a vida e a morte.

Capítulo 125 - Epitáfio

"AQUI JAZ DONA EULÁLIA DAMASCENA DE BRITO MORTA AOS DEZENOVE ANOS DE IDADE ORAI POR ELA!"

Capítulo 126 - Desconsolação

Brás se entristece com a morte de Nhã-loló em decorrência da febre amarela. O pai é o mais inconsolável.

Capítulo 127 - Formalidade

Brás fala sobre a importância da formalidade na sequência do formalismo que Damasceno esperava no enterro da filha, que contará com a presença de pouquíssimas pessoas.

Capítulo 128 - Na câmara

Brás é deputado, o que muito o satisfaz. Almeja, todavia, o cargo de ministro.

Capítulo 129 - Sem remorsos

Na Câmara, Brás ouve o discurso de Lobo Neves e não tem remorsos.

Capítulo 130 - Para intercalar no capítulo 129

Anos depois Brás encontra Virgília em um baile. Falam muito.

Capítulo 131 - De uma calúnia

Brás fala da diferença entre a discrição do homem e da mulher no que respeita aos casos amorosos.

Capítulo 132 - Que não é sério

Citando o dito da rainha de Navarra, ocorre-me que entre o nosso povo, quando uma pessoa vê outra pessoa arrufada, costuma perguntar-lhe: “Gentes, quem matou seus cachorrinhos?” como se dissesse: — “quem lhe levou os amores, as aventuras secretas etc.” Mas este capítulo não é sério.

Capítulo 133 - O princípio de Helvetius

Revela que um companheiro da marinha - que encontrara no baile - consegue lhe arrancar a relação com Virgília.

Capítulo 134 - Cinqüenta anos

Essa era a idade de Brás quando reencontra Virgília no baile. Brás medita sobre o tempo e, ao mesmo tempo que vê Virgília descer as escadas, pensa também na sua vida.

Capítulo 135 - Oblivion

Reflete: “Cinqüenta anos! Não é ainda a invalidez, mas já não é a frescura.”.

Capítulo 136 - Inutilidade

"Mas, ou muito me engano, ou acabo de escrever um capítulo inútil."

Capítulo 137 - A barretina

Narra como iniciou os discursos na vida de deputado. Quis questionar o tamanho da barretina usada pelos militares, o que resultou num “desaste parlamentar”.

Capítulo 138 - Aum crítico

Explica aos críticos que não se sente velho, mas que sente os anos passarem.

Capítulo 139 - De como não fui ministro d’Estado

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Capítulo 140 - Que explica o anterior

Está desiludido. Não consegue alcançar o posto de ministro pois perde a cadeira de deputado.

Capítulo 141 - Os cães

Não sabia o que fazer depois de perder o posto de deputado. Conversa com Quincas Borba, seu companheiro de desabafos, e num passeio para o animar, o incentiva a fundar um jornal.

Capítulo 142 - O pedido secreto

Recebe uma carta de Virgília onde diz:
Meu bom amigo, Dona Plácida está muito mal. Peço-lhe o favor de fazer alguma coisa por ela; mora no Beco das Escadinhas; veja se alcança metê-la na Misericórdia. Sua amiga sincera,".

Capítulo 143 - Não Vou

O pedido de Virgília incomoda Brás que pensa em não o atender. Pensava, afinal, o que Dona Plácida teria feito aos cinco contos de réis que ele lhe tinha dado.

Capítulo 144 - Utilidade Relativa

Por fim, decide ajudar Dona Plácida, pois não fosse ela não tinha tido os amores de Virgília. Morre uma semana depois de chegar à Misericórdia.

Capítulo 145 - Simples Repetição

O dinheiro que tinha dado à Dona Plácida tinha fugido tal como o carteiro com quem ela tinha se casado, fingindo estar enamorado por ela.

Capítulo 146 - O programa

Brás se entusiasma com a fundação do jornal e compartilha com Borba o seu desenvolvimento, que trata do Humanitismo de Quincas.

Capítulo 147 - O desatino

Depois de ver a notícia da publicação do jornal de oposição de Brás Cubas, Cotrim aconselha o cunhado para não avançar com a ideia.

Capítulo 148 - O problema insolúvel

Publica o jornal e no dia seguinte, Cotrim publica uma declaração em outros jornais informando que não partilhava das ideias de seu cunhado.

Capítulo 149 - Teoria do benefício

Apesar das críticas, Borba tenta encontra o benefício trazido pela publicação de Cotrim.

Capítulo 150 - Rotação e translação

Ficou invejoso com a notícia de que Lobo Neves seria ministro e não nega ficar aliviado com a sua morte pouco depois.

Capítulo 151 - Filosofia dos epitáfios

Sai do enterro de Lobo Neves a fingir que lia os epitáfios que, para ele, dissimulavam a verdade sobre as pessoas.

Capítulo 152 - A Moeda de Vespasiano

Brás se questiona como poderia Virgília chorar tão sinceramente a morte de seu marido se durante anos o havia traído também com tanta sinceridade.

Capítulo 153 - O alienista

Considerando que o amigo pode estar louco, Quincas Borba manda um alienista ao encontro de Brás. O alienista, porém, conclui que Brás está bem, mas receia que Quincas, porém, não esteja.

Capítulo 154 - Os navios do Pireu

O alienista fala a Brás sobre um maníaco ateniense, de forma a concluir que todos temos um pouco de loucura.

Capítulo 155 - Reflexão cordial

Conclui que é preciso tratar do amigo Quincas Borba.

Capítulo 156 - Orgulho da servilidade

Continua a conversar com o alienista e diverge de algumas de suas opiniões, especialmente no que respeita ao orgulho de servir outras pessoas.

Capítulo 157 - Fase brilhante

Brás fala para o amigo sobre a desconfiança do alienista que pensa que Quincas está enlouquecendo.

Pensando que perderia o amigo, Brás se reconcilia com Cotrim com medo de ficar sozinho. Cotrim o convida para se filiar à Ordem Terceira e ele aceita. Essa teria sido “a fase mais brilhante da minha vida”.

Capítulo 158 - Dois Encontros

Enquanto filiado à Ordem, Brás encontra Marcela e a vê morrer no Hospital da Ordem. No mesmo dia encontra Eugênia quando distribue esmolas em um cortiço.

Capítulo 159 - A semidemência

Borba tinha partido para Minas Gerais e quando regressa estava com a aparência descuidada tal como da primeira vez que Brás o reencontrara. Estava demente. Morre na casa do amigo.

Capítulo 160 - Das negativas

Recorda tudo o que queria ter feito mas não fez, por isso dá esse nome ao último capítulo da sua biografia e termina: "— Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria."

Confira a obra na íntegra, fazendo o download do PDF aqui: Memórias Póstumas de Brás Cubas.

Filme Memórias Póstumas

Memórias Póstumas, pôster do filme

Em 2001 estreou o filme de comédia dramática "Memórias Póstumas" baseado na obra de Machado de Assis.

O personagem Brás Cubas foi interpretado pelo ator Reginaldo Faria, enquanto Virgília, por Viétia Zangrandi.

Esse longa-metragem foi considerado o melhor filme, bem como recebeu prêmios pela direção, roteiro, atriz coadjuvante e crítica, no Festival de Gramado.

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Márcia Fernandes
Márcia Fernandes
Professora, pesquisadora, produtora e gestora de conteúdos on-line. Licenciada em Letras pela Universidade Católica de Santos.