Plano Marshall


O Plano Marshall, nome como é popularmente conhecido o “Programa de Recuperação Europeia” (European Recovery Program), foi um programa de auxílio humanitário oferecido pelos Estados Unidos da América durante os primeiros anos que seguiram a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Na prática, foi realizado por meio de assistência técnica e financeira para incrementar a recuperação dos países europeus destruídos pela guerra e reorganizar a economia dos países capitalistas ameaçados pelo socialismo.

Por esse motivo, podemos também afirmar que foi uma forma de estabilizar o capitalismo na Europa Ocidental, bem como garantir a integração dos países europeus.

Não obstante, o Plano Marshall, que permaneceu ativo de 1948 até 1951, leva o nome do Secretário do Estado dos EUA durante o mandato de Henry Truman (1884-1972), o general (e Nobel da paz), George Catlett Marshall (1880-1959).

Contexto Histórico: Resumo

Após o término da Segunda Guerra Mundial em 1945, os países que participaram do conflito estavam arruinados e o número de mortes era assustador.

Com isso, a reconstrução dificilmente teria êxito sem o auxílio econômico internacional.

Por este motivo, em julho de 1947, os principais membros envolvidos no confronto se reuniram para desenvolver o Programa de Recuperação Europeia, nos moldes daquele que foi proposto por John M. Keynes em 1944, o Plano de Reconstrução Europeia.

Em 1948, para coordenar a distribuição dos fundos do Plano Marshall, é criada a Organização Europeia de Cooperação Econômica (OECE).

Por fim, o programa durou até 1951 e garantiu a recuperação econômica da Europa até a década de 1960.

Objetivos

De partida, vale ressaltar que o Plano Marshall foi uma estratégia estadunidense para combater o avanço soviético no início da Guerra Fria e está inserida no conjunto de medidas de combate ao avanço do Comunismo da “Doutrina Truman”. Apesar de convidados, nenhum país sob o controle soviético participou da execução do Plano.

Por conseguinte, é importante frisar que a não intervenção dos EUA poderia afetar negativamente sua própria economia, pois, com o término da Segunda Guerra Mundial, era capital manter a capacidade da Europa em honrar suas dívidas e manter suas importações.

Resultados

Assim, o Plano Marshall, que marca o fim da tradição isolacionista americana, ampliou a margem de manobra estadunidense ao garantir o acesso aos mercados europeus.

Dessa maneira, além de abrirem suas economias aos investimentos estadunidenses, os países europeus reformariam seus sistemas financeiros e aceitariam melhor os investimentos internacionais, ao mesmo tempo em que recuperariam sua produção industrial e o nível de consumo.

O resultado do programa foi positivo, uma vez que a economia da Europa Ocidental voltou a prosperar pelas duas décadas seguintes.

Já para os EUA, os benefícios foram ainda maiores, já que as exportações cresceram, assim como sua área de influência na Europa.

Principais Características

A principal característica do programa era a concessão de empréstimos a juros baixos aos países europeus que aceitassem as condições impostas pelos norte-americanos, a saber, a compra prioritária de seus produtos, a política de estabilização monetária e anti-inflacionária, bem como a política de integração e cooperação intra europeia.

Por conseguinte, foi concedido cerca de 18 bilhões de dólares (aproximadamente US$ 135 bilhões nos dias atuais), distribuídos pela “Administração da Cooperação Econômica”, uma agência criada pelos EUA para executar o programa de financiamento.

Os países que receberam maior ajuda foram o Reino Unido (3,2 bilhões), França (2,7 bilhões), Itália (1,5 bilhão) e Alemanha (1,4 bilhão), ajuda essa que foi recebida não só em dinheiro, mas também por meio de assistência técnica de peritos em tecnologia norte-americana, alimentos, combustíveis, produtos industrializados, veículos, maquinaria para as fábricas, fertilizantes, entre outros.

E agora que você já conhece o Plano Marshall, que tal conhecer a aliança militar criada após a Segunda Guerra Mundial? Saiba mais em OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte.

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